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Bolsas da China encerram semana em alta com apoio de medidas contra guerra de preços

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Alta nas bolsas da China e Hong Kong

Os mercados acionários da China e de Hong Kong encerraram esta sexta-feira (18) em alta, refletindo a crescente confiança dos investidores após o governo chinês intensificar medidas contra a competição excessiva de preços.

  • O índice CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,6%, fechando aos 4.058 pontos.
  • O índice SSEC, da Bolsa de Xangai, teve alta de 0,5%, encerrando aos 3.534 pontos.
  • Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 1,33%, chegando a 24.825 pontos.
Ganhos acumulados na semana

No acumulado da semana, os ganhos foram ainda mais expressivos:

  • O CSI 300 subiu 1,1%, registrando sua quarta semana consecutiva de valorização.
  • O Hang Seng avançou 2,8%, impulsionado principalmente pelo desempenho de empresas do setor de tecnologia.
Pequim intensifica regulação contra cortes de preços

A recente valorização das ações foi motivada pelo compromisso dos principais líderes chineses em conter os cortes agressivos de preços praticados por empresas locais. A medida visa combater as pressões deflacionárias enfrentadas pela segunda maior economia do mundo.

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Segundo analistas do UBS, espera-se que essa campanha regulatória seja ampliada nos próximos trimestres, embora o processo atual deva ser mais complexo que o observado entre 2015 e 2016, quando as estatais lideraram cortes de capacidade com maior coordenação do governo central.

Foco no setor de veículos elétricos

Na quarta-feira (17), o gabinete chinês reforçou a necessidade de controlar a “concorrência irracional” no setor de veículos elétricos. As autoridades prometeram aprofundar as investigações sobre custos e aprimorar o monitoramento de preços no setor, em linha com a estratégia de estímulo à estabilidade econômica.

Tecnologia em alta após anúncio da Nvidia

Outro fator que impulsionou os mercados foi o anúncio da Nvidia, que afirmou que aumentará o fornecimento de chips H20 compatíveis com a China nos próximos meses. A notícia favoreceu empresas de tecnologia listadas em Hong Kong, que subiram mais de 5% na semana.

Desempenho dos principais índices asiáticos

Além dos mercados chineses, outras bolsas da Ásia apresentaram movimentos variados:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,21%, aos 39.819 pontos
  • Seul (Kospi): queda de 0,13%, aos 3.188 pontos
  • Taiwan (Taiex): alta de 1,17%, aos 23.383 pontos
  • Cingapura (Straits Times): alta de 0,67%, aos 4.189 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): alta de 1,37%, aos 8.757 pontos
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O movimento de alta nas bolsas da China e Hong Kong evidencia o impacto positivo da atuação regulatória de Pequim sobre o mercado, sobretudo no combate à guerra de preços. As medidas sinalizam um esforço do governo para restaurar a confiança dos investidores e estabilizar a economia diante dos desafios atuais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas comerciais, acordos globais e geopolítica redesenham cenário do agronegócio mundial, aponta Rabobank

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O agronegócio global atravessa um período de profundas transformações impulsionadas por tensões geopolíticas, disputas comerciais e mudanças nas relações entre as principais economias do mundo. A avaliação faz parte do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que analisa os impactos das tarifas, acordos comerciais e dos movimentos macroeconômicos sobre os mercados agrícolas internacionais.

Segundo o banco, o ambiente global segue marcado por elevada volatilidade, exigindo atenção redobrada de produtores, exportadores e agentes da cadeia agroindustrial. Conflitos geopolíticos, mudanças tarifárias e negociações comerciais continuam influenciando diretamente os preços das commodities, os custos logísticos e a competitividade dos países exportadores.

Geopolítica segue influenciando preços agrícolas

De acordo com o Rabobank, a primeira metade de 2026 foi fortemente impactada por eventos geopolíticos que alteraram o comportamento dos mercados globais.

No complexo soja, por exemplo, a expectativa de exportações norte-americanas para a China e os conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã contribuíram para elevar os preços internacionais do petróleo e dos óleos vegetais, influenciando diretamente as cotações da oleaginosa nos mercados internacionais.

O banco destaca que os movimentos geopolíticos passaram a exercer influência significativa sobre as commodities agrícolas, muitas vezes superando temporariamente os fundamentos tradicionais de oferta e demanda.

Comércio internacional passa por reconfiguração

O relatório aponta que as disputas comerciais e os mecanismos de proteção adotados por diferentes países continuam promovendo mudanças nos fluxos globais de comércio.

Na carne bovina, por exemplo, o preenchimento das cotas de exportação destinadas à China poderá reduzir significativamente os embarques brasileiros no terceiro trimestre de 2026, apesar da manutenção de uma demanda robusta por parte dos Estados Unidos.

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O Rabobank ressalta que a elevada concentração das exportações brasileiras em poucos mercados aumenta a vulnerabilidade do setor a alterações regulatórias, tarifárias ou sanitárias.

Além disso, medidas relacionadas ao uso de antimicrobianos em sistemas produtivos e exigências sanitárias internacionais também passaram a integrar o conjunto de fatores que influenciam o comércio global de proteínas animais.

Competitividade brasileira enfrenta desafios cambiais e logísticos

Embora o Brasil mantenha posição de destaque como fornecedor global de alimentos, o relatório alerta para fatores que podem limitar a competitividade de algumas cadeias produtivas.

No mercado de milho, a valorização do real frente ao dólar, somada à forte concorrência de exportadores como Estados Unidos e Argentina, tende a reduzir o ritmo dos embarques brasileiros ao longo de 2026.

Outro ponto de atenção é o aumento dos custos logísticos. Segundo o banco, a elevação dos fretes rodoviários observada no primeiro semestre do ano pode pressionar a rentabilidade dos produtores e impactar a comercialização de diversas commodities agrícolas.

El Niño entra no radar dos mercados globais

Além das questões comerciais, o Rabobank destaca a crescente preocupação com os possíveis efeitos climáticos do fenômeno El Niño.

O evento climático pode influenciar a produção agrícola em importantes regiões produtoras da América do Sul, afetando culturas como soja, milho, laranja e até mesmo atividades pecuárias.

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A combinação entre riscos climáticos e incertezas geopolíticas aumenta a volatilidade dos mercados e reforça a necessidade de estratégias de gestão de risco por parte dos produtores.

Brasil mantém protagonismo em diversas cadeias do agro

Apesar dos desafios, o relatório destaca o forte desempenho do agronegócio brasileiro em diversos segmentos.

Na soja, o país caminha para uma safra recorde estimada em 182 milhões de toneladas, sustentada por condições climáticas favoráveis e crescimento da demanda global.

No algodão, o Brasil consolida sua posição como um dos principais exportadores mundiais, impulsionado por elevados volumes de produção e embarques recordes.

Já no mercado de carne bovina, as exportações seguem renovando recordes de receita e volume, mesmo diante das incertezas relacionadas às cotas internacionais e às exigências sanitárias dos principais compradores.

Cenário exige planejamento e adaptação

Para o Rabobank, o ambiente global continuará exigindo elevado grau de adaptação das cadeias produtivas.

A combinação de tarifas, acordos comerciais, disputas geopolíticas, custos logísticos, câmbio e eventos climáticos deve permanecer no centro das decisões estratégicas do agronegócio nos próximos meses.

Nesse contexto, produtores, cooperativas, tradings e indústrias precisarão acompanhar de perto as transformações do mercado internacional para preservar competitividade e aproveitar oportunidades em um cenário cada vez mais dinâmico e desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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