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Dólar Forte Pressiona Mercado Externo e Milho Inicia Quinta-feira com Leves Recuos em Chicago

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Os contratos futuros de milho começaram a quinta-feira (14) em leve recuperação na Bolsa Brasileira (B3), com preços operando em alta moderada. Por volta das 9h49 (horário de Brasília), as principais cotações oscilavam entre R$ 74,28 e R$ 76,22. O contrato para novembro de 2024 estava cotado a R$ 74,28, com uma valorização de 0,24%. O contrato de janeiro de 2025 registrava R$ 75,95, uma alta de 0,53%, enquanto o vencimento de março de 2025 era negociado a R$ 76,22, com ganho de 0,45%.

Mercado Externo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços futuros do milho apresentaram leve recuo na abertura do pregão desta quinta-feira, com movimentações negativas nas primeiras horas. Às 9h44 (horário de Brasília), o contrato para dezembro de 2024 estava cotado a US$ 4,26, uma queda de 0,25 pontos. Os vencimentos para março, maio e julho de 2025 também registravam perdas de 0,25 pontos cada, com cotações de US$ 4,37, US$ 4,44 e US$ 4,47, respectivamente.

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De acordo com o portal internacional Successful Farming, a queda nos preços do milho reflete o fortalecimento do dólar, que impacta a competitividade dos produtos agrícolas americanos no mercado global. A valorização da moeda norte-americana, que subiu 0,3% durante a madrugada, atingiu seu maior patamar desde o final de 2023 em relação a uma cesta de moedas globais. Tony Dreibus, analista da Successful Farming, destacou que “um dólar mais forte torna produtos denominados em dólar, incluindo produtos agrícolas, menos acessíveis para compradores estrangeiros.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semi-hidroponia avança no Brasil e transforma produção agrícola em solos degradados

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Produzir no campo brasileiro tem se tornado cada vez mais desafiador diante das mudanças climáticas, da irregularidade das chuvas e da crescente degradação dos solos. Em culturas mais sensíveis, como as hortaliças, esses fatores elevam os riscos e podem comprometer totalmente a viabilidade econômica das lavouras.

Doenças de solo como murcha bacteriana, fusariose e a presença de nematoides estão entre os principais entraves à produtividade, especialmente em áreas já afetadas. Nesse cenário, soluções inovadoras têm ganhado espaço, com destaque para sistemas de cultivo sem solo, como a semi-hidroponia.

Alternativa sustentável para solos problemáticos

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que uma parcela significativa dos solos agrícolas do país apresenta algum nível de degradação, o que reforça a necessidade de tecnologias mais adaptáveis e resilientes.

A semi-hidroponia surge como uma evolução dos sistemas hidropônicos tradicionais. Nesse modelo, o solo é substituído por substratos inertes que sustentam as plantas, enquanto a nutrição ocorre por meio da fertirrigação — técnica que permite o fornecimento controlado de água e nutrientes.

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Na prática, o produtor passa a ter maior controle sobre o ambiente de cultivo, reduzindo significativamente os riscos fitossanitários.

“Problemas como murcha bacteriana, fusariose e nematoides são comuns no solo e de difícil controle. Com a semi-hidroponia, é possível praticamente eliminar essas ameaças, mantendo a produtividade”, explica o especialista em agricultura Felipe Vicentini Santi.

Substratos acessíveis e eficientes

Entre as alternativas mais viáveis economicamente, destaca-se a combinação de casca de arroz carbonizada com areia lavada, geralmente na proporção 50/50.

Essa mistura oferece condições ideais para o desenvolvimento das plantas: a casca de arroz contribui para a retenção equilibrada de umidade e aeração das raízes, enquanto a areia favorece a drenagem, evitando o encharcamento — fator diretamente ligado ao surgimento de doenças.

Ganhos em produtividade e uso de recursos

Além de reduzir drasticamente problemas sanitários, o sistema semi-hidropônico apresenta outras vantagens relevantes. Entre elas, a possibilidade de cultivo contínuo ao longo do ano, inclusive em períodos de alta pluviosidade, e a eliminação da necessidade de rotação de culturas.

Outro ponto estratégico é a eficiência no uso de insumos. A fertirrigação permite economia de água e fertilizantes, reduz perdas e minimiza impactos ambientais, tornando o sistema mais sustentável no longo prazo.

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Desafios ainda limitam expansão

Apesar dos benefícios, a adoção da semi-hidroponia ainda enfrenta barreiras. O investimento inicial em infraestrutura e a necessidade de conhecimento técnico para o manejo adequado da irrigação e da nutrição das plantas são os principais desafios apontados.

Em operações de maior escala, questões como custo, logística e acesso à tecnologia também podem dificultar a implementação.

Inovação como caminho para o futuro

Mesmo diante desses entraves, o avanço de sistemas como a semi-hidroponia sinaliza uma transformação importante na agricultura brasileira. Em um cenário de maior instabilidade climática e pressão por produtividade, a adoção de tecnologias que aumentem o controle e a eficiência tende a ser decisiva.

A capacidade de adaptação, aliada à inovação e ao manejo técnico, desponta como o principal diferencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da produção agrícola no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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