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Bolsas da China e Hong Kong recuam com balanço fraco do Alibaba e novas tensões com os EUA no setor de tecnologia

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Queda nas bolsas chinesas com pressão de balanços e tensões geopolíticas

As bolsas da China e de Hong Kong fecharam em baixa nesta sexta-feira (data local), impactadas por um resultado trimestral abaixo do esperado do Alibaba e pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e China no setor de tecnologia.

Apesar da queda no dia, os mercados chineses encerraram a semana com saldo positivo. O Índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou ganho semanal pelo quinto período consecutivo.

Principais índices em queda
  • Xangai (SSEC): recuou 0,4%, encerrando aos 3.367 pontos
  • CSI300 (maiores empresas de Xangai e Shenzhen): caiu 0,46%, fechando em 3.889 pontos
  • Hang Seng (Hong Kong): perdeu 0,46%, terminando em 23.345 pontos

Entre os setores mais afetados, empresas de bebidas alcoólicas e seguros lideraram as perdas, com queda de 1,4% cada.

Alibaba decepciona e ações caem mais de 4%

O gigante do comércio eletrônico Alibaba Group registrou queda superior a 4% após divulgar um balanço trimestral com receita abaixo das expectativas dos analistas, frustrando investidores e pressionando o mercado.

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EUA avaliam novas restrições contra empresas chinesas de tecnologia

No campo geopolítico, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos estuda impor novas restrições a empresas chinesas de tecnologia. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, estão em análise medidas contra:

  • ChangXin Memory Technologies (CXMT)
  • Subsidiárias da Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC)
  • Subsidiárias da Yangtze Memory Technologies Co (YMTC)

As empresas podem ser adicionadas à chamada “Lista de Entidades”, o que limita suas relações comerciais com empresas americanas.

Para Dickie Wong, diretor executivo de pesquisa da Kingston Securities, o foco do mercado está mudando:

“A disputa entre EUA e China agora se concentra em setores como semicondutores e saúde, especialmente após os dois países reduzirem significativamente as tarifas entre si.”

Desempenho de outras bolsas asiáticas

Apesar do recuo nas bolsas chinesas, outros mercados da Ásia fecharam em alta ou estáveis:

  • Tóquio (Nikkei): estável, a 37.753 pontos
  • Seul (Kospi): alta de 0,21%, a 2.626 pontos
  • Taiwan (Taiex): subiu 0,52%, a 21.843 pontos
  • Cingapura (Straits Times): avanço de 0,15%, a 3.897 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): alta de 0,56%, a 8.343 pontos
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Mesmo com a pressão de balanços e incertezas sobre políticas comerciais, o cenário geral nos mercados asiáticos permanece resiliente, com investidores atentos aos próximos desdobramentos na relação entre EUA e China.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico e somam US$ 16,6 bilhões em abril

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O agronegócio brasileiro registrou novo recorde nas exportações em abril de 2026. As vendas externas do setor somaram US$ 16,65 bilhões, maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado representa crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e reforça a força do agro brasileiro no comércio internacional. O setor respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período.

No acumulado de janeiro a abril, o agronegócio alcançou US$ 54,6 bilhões em exportações, estabelecendo também recorde histórico para o primeiro quadrimestre.

Volume exportado cresce e superávit do agro chega a US$ 15 bilhões

Além do avanço em receita, o volume exportado pelo agronegócio brasileiro aumentou 9,5% na comparação anual. O preço médio dos produtos embarcados também apresentou alta de 2,1%.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,62 bilhão em abril, recuo de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, o setor fechou o mês com superávit comercial de aproximadamente US$ 15 bilhões.

O desempenho ocorre em um cenário internacional marcado pela valorização da segurança sanitária, da regularidade no fornecimento e da capacidade de entrega, fatores que fortalecem a competitividade do Brasil nos mercados globais.

China lidera compras do agro brasileiro

A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor.

O volume representa crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A União Europeia apareceu na segunda posição, com US$ 2,36 bilhões em compras e participação de 14%, avanço de 8,7% na comparação anual.

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Os Estados Unidos ocuparam a terceira colocação, com US$ 1 bilhão exportado, apesar da queda de 16,8% em relação a abril do ano passado.

Soja lidera exportações e bate recorde de volume embarcado

A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas chegaram a US$ 6,9 bilhões em abril, crescimento de 18,8% sobre 2025.

O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, alta de 9,7% e recorde histórico para meses de abril.

O resultado acompanha a safra recorde de soja do ciclo 2025/2026, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento, além da valorização de 8,4% no preço médio da commodity.

Carne bovina brasileira alcança desempenho histórico

A carne bovina in natura também apresentou resultado histórico nas exportações brasileiras.

As vendas externas somaram US$ 1,6 bilhão em abril, crescimento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2025. O volume exportado atingiu 252 mil toneladas, avanço de 4,3%.

Tanto a receita quanto o volume embarcado foram recordes para o mês de abril.

A China continuou sendo o principal mercado comprador da proteína bovina brasileira, respondendo por US$ 877,4 milhões em aquisições, equivalente a 55,8% das exportações do produto.

Complexo soja, proteínas animais e celulose impulsionam resultado

Entre os segmentos com maior destaque nas exportações do agro brasileiro em abril estão:

  • Complexo soja: US$ 8,1 bilhões, alta de 20,4%;
  • Proteínas animais: US$ 3 bilhões, crescimento de 18%;
  • Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão, avanço de 8,6%;
  • Café: US$ 1,2 bilhão, apesar de retração de 12,1%.
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O algodão também registrou recorde histórico em valor e volume exportado, enquanto a celulose alcançou US$ 854,7 milhões em embarques, crescimento de 16%.

Outro destaque foi o farelo de soja, que atingiu 2,4 milhões de toneladas exportadas, avanço de 12,7%.

Produtos diferenciados ampliam espaço no comércio exterior

Além das commodities tradicionais, produtos considerados de nicho também ganharam espaço na pauta exportadora brasileira.

Entre os destaques estão pimenta piper seca, óleo essencial de laranja, rações para animais domésticos, sebo bovino, manga e abacate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

A fruticultura brasileira também ampliou participação internacional. Desde 2023, o Brasil abriu 34 novas oportunidades de exportação para frutas.

Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de vendas externas.

Governo destaca abertura de mercados e força do agro brasileiro

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, afirmou que o desempenho reforça a posição do Brasil como parceiro estratégico no comércio internacional.

Segundo ele, o avanço das exportações é resultado da combinação entre capacidade produtiva, abertura de mercados e atuação internacional do país.

Já o ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que o resultado fortalece a geração de renda, empregos e investimentos em toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

“O recorde de abril confirma o tamanho e a responsabilidade do agro brasileiro. O resultado nasce do trabalho dos produtores, cooperativas, agroindústria, exportadores e de uma atuação próxima do setor produtivo”, afirmou o ministro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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