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Mapa apreende cerca de R$ 1 milhão em bebidas irregulares em Santa Catarina

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A 55ª Operação Ronda Agro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu cerca de 72.946 litros de produtos, entre vinhos coloniais, vinagres e outras bebidas alcoólicas, que se encontravam em situação irregular. O valor aproximado de prejuízo aos infratores é de R$ 1 milhão.

A ação ocorreu no município de Pinheiro Preto, no estado de Santa Catarina, e teve como objetivo combater à rede criminosa de produção, distribuição e comercialização do Vinho Colonial fraudado, principalmente perto de datas festivas como o Natal e Ano Novo.

Ao todo, foram fiscalizados três estabelecimentos produtores de vinho e derivados da uva e do vinho, além de dois estabelecimentos que serviam como depósito do produto irregular.

Durante a operação, as equipes também conseguiram flagrar a produção clandestina de vinagre colonial em um galpão nas dependências de uma das vinícolas fiscalizadas, bem como a colocação de rótulos irregulares em vinhos coloniais e outras bebidas em uma dependência nos fundos de um dos depósitos.

Na ação, foram emitidos seis autos de infração e 19 termos entre apreensão, colheita de amostras e inspeção.

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A operação do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira) foi realizada como desdobramento da 39º Operação Ronda Agro desempenhada em junho deste ano na mesma região, quando foram apreendidos 41 mil litros de bebidas irregulares com a denominação de “Vinho Colonial”.

Participaram da ação, servidores que atuam no Vigifronteira, além de especialistas da Coordenação de Fiscalização de Vinhos e Bebidas e dos Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal. A operação contou ainda com o apoio do Centro Integrado de Operações de Fronteira do Ministério da Justiça e Segurança Pública (CIOF/MJSP).

O papel da fiscalização

As fiscalizações do Mapa buscam coibir o comércio e a produção ilegal que levam à concorrência desleal com aquelas indústrias que respeitam os ditames legais na produção e comercialização de vinhos e derivados da uva e do vinho.

Para o consumidor, o coordenador de Fiscalização de Vinhos e Bebidas, Marcelo Mota, faz o alerta sobre o risco de consumir produtos que não possuem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária. “Além de os consumidores estarem sujeitos a pagar caro por um vinho irregular, não há segurança sobre a natureza do líquido contido nas garrafas, que pode ser desde uma bebida adicionada de aditivos com a intenção de reproduzir, de forma enganosa, um produto idôneo, até uma bebida elaborada com ingredientes proibidos e que podem colocar em risco a saúde humana”.

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É importante destacar que as bebidas, vinhos e derivados da uva e do vinho comercializados devem ser registrados junto ao Mapa e este número de registro deve ser informado em sua rotulagem. Ao se deparar com produtos desprovidos de registro, o consumidor pode encaminhar denúncia por meio do canal oficial Fala.BR.

Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café em Minas Gerais avança com expectativa de recuperação produtiva e pressão nos preços

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A safra de café 2026 em Minas Gerais avança com perspectiva de recuperação produtiva e melhora na qualidade dos grãos, segundo novo levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar. Apesar do cenário mais positivo no campo, produtores seguem cautelosos diante da volatilidade do mercado internacional, da pressão sazonal da colheita e das incertezas climáticas para os próximos meses.

De acordo com o informativo de mercado do café referente a maio de 2026, a safra mineira está na fase preparatória para a colheita, embora algumas regiões já apresentem trabalhos bastante avançados.

Colheita de café avança no Cerrado Mineiro e Matas de Minas

Segundo os relatos de campo apresentados no levantamento, regiões como Matas de Minas e Cerrado Mineiro já registram avanço significativo da colheita devido à altitude, utilização de variedades mais precoces e aplicação de maturadores.

A expectativa do setor é de uma safra maior em relação ao ciclo anterior, com recuperação da produtividade e melhora na qualidade física dos grãos.

Os técnicos apontam que os cafés apresentam peneira maior e melhor formação, cenário que pode favorecer o rendimento industrial e ampliar o potencial para produção de cafés especiais em Minas Gerais.

Mercado futuro do café oscila com expectativa de maior oferta brasileira

No mercado internacional, os contratos futuros do café arábica negociados na ICE Futures US registraram forte volatilidade durante abril.

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Segundo o relatório, o movimento refletiu ajustes técnicos provocados pela expectativa de avanço da colheita brasileira — fator considerado baixista — ao mesmo tempo em que preocupações climáticas e estoques globais ainda apertados ofereceram sustentação às cotações.

A média mensal do contrato maio/2026 ficou em US$ 3,00 por libra-peso, equivalente a aproximadamente R$ 1.996,70 por saca, retração de 3% frente ao mês anterior.

Mesmo com expectativa de safra maior no Brasil, o mercado ainda não trabalha com cenário confortável de oferta global, o que mantém a volatilidade elevada nas negociações internacionais.

Mercado físico do café em Minas Gerais registra queda nos preços

No mercado físico brasileiro, os preços também recuaram em abril, embora as negociações tenham permanecido relativamente sustentadas pela postura cautelosa dos produtores.

Segundo o levantamento, muitos cafeicultores seguem segurando parte das vendas à espera de preços mais atrativos.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada para café arábica tipo 6 bebida dura registrou média mensal de R$ 1.811,90 por saca, queda de 6,3% no período.

Entre as regiões produtoras de Minas Gerais, todas encerraram abril em baixa:

  • Montanhas de Minas: queda de 7,2%, com média de R$ 1.685,50/sc;
  • Chapada de Minas: retração de 2,8%, média de R$ 1.735,00/sc;
  • Cerrado Mineiro: média de R$ 1.871,40/sc, queda de 4,5%;
  • Sul de Minas: média de R$ 1.861,60/sc, baixa de 5,6%.
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Clima e risco de geadas seguem no radar do setor cafeeiro

As condições climáticas continuam sendo um dos principais fatores de atenção para os produtores de café em Minas Gerais.

O relatório aponta que maio marca a transição entre o período úmido e o seco nas regiões cafeeiras do estado, com redução gradual das chuvas e temperaturas ainda acima da média.

No entanto, a entrada de frentes frias aumenta o risco de ocorrência de geadas, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

O setor acompanha de perto a evolução do clima, já que eventuais episódios de frio intenso podem afetar a produtividade e a qualidade das lavouras durante a fase de colheita e desenvolvimento final da safra.

Especialistas recomendam que os produtores monitorem simultaneamente o mercado físico, os contratos futuros e as previsões meteorológicas para melhorar a gestão comercial e reduzir riscos diante da volatilidade atual do setor cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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