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Boletim da Conab aponta alta no preço de cenoura superior a 90% na média ponderada do último mês

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De acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços do produto no atacado mais que dobraram nas Ceasas de Goiânia, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A menor elevação foi registrada em Brasília, onde foi verificado um aumento de 38,89%. Com isso, o percentual de alta da média ponderada da cenoura ficou em 96,91%, como mostra o 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) divulgado nesta quinta-feira (22).

“A menor oferta registrada no mercado atacadista influenciou diretamente nos preços da cenoura. Depois de ter atingido os maiores volumes de comercialização nos últimos três meses do ano passado, em janeiro a movimentação nesses entrepostos apresentou queda de quase 20%, em relação a dezembro de 2023. Minas Gerais, principal abastecedor dos mercados a nível nacional, teve seus envios às Ceasas reduzidos em cerca de 30%. Goiás, outro estado importante na produção de cenoura, também registrou uma redução em torno de 25% no volume enviado”, explica a gerente de Produtos Hortigranjeiros da Conab, Juliana Torres. “O clima desfavorável para a colheita também afetou a produção e os plantios, o que poderá ocasionar novas altas de preço nos meses seguintes”, ressalta.

Alta também para a batata, que na média ponderada subiu 35,25%. De acordo com o Boletim da Conab, o abastecimento do tubérculo está concentrado na safra das águas, que não tem sustentado os níveis de oferta. As chuvas sobre as principais regiões produtoras ocasionaram o atraso do plantio, impactando nos envios aos mercados em janeiro. Já para a alface não foi verificado um movimento uniforme no comportamento dos preços nas Ceasas analisadas. Ainda assim, a média ponderada teve uma leve alta de 6,28%.

Dentre as frutas, a maior elevação nos preços ficou para a banana. Na média ponderada a alta ficou em 13,84%, sendo Brasília e Rio de Janeiro as Ceasas que registraram os maiores acréscimos nos índices percentuais, 33,65% e 26,09% respectivamente. A subida das cotações é explicada, principalmente, pela entressafra da produção da variedade prata na Bahia e no norte de Minas Gerais, principais fornecedores aos mercados atacadistas.

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A laranja também ficou mais cara. Os altos preços se deveram à oferta restrita para o varejo e à forte demanda tanto da indústria quanto do atacado. “A procura internacional por suco se mantém aquecida. Além disso, vale lembrar que as três safras anteriores foram menores, o que possibilita que os estoques das frutas permaneçam baixos. Esse cenário contribui para que haja pressão de alta nos preços”, explica Torres. No que tange ao mercado de maçã, ocorreram pequenas elevações na maioria das Ceasas. Esse aumento se justifica por causa da baixa oferta. No entanto, a menor demanda, resistente aos preços elevados já praticados, ajudou a frear a alta.

Preços mais baixos – Em contrapartida aos aumentos verificados, cebola, tomate, mamão e melancia ficaram mais baratos no último mês. Em janeiro, ocorreu a reversão do movimento de alta de preço que vinha se apresentando no mercado de cebola. As chuvas no final de 2023 e início de 2024 na região sul prejudicaram a colheita e a qualidade do bulbo. A qualidade prejudicada pela umidade do produto provoca desvalorização e é fator de contenção dos preços.

Já no caso do tomate, a queda nas cotações é explicada pelo aumento na oferta. Os envios de São Paulo, por exemplo, apresentaram aumento de quase 50%. Mas, esse cenário pode não se repetir em fevereiro. No início deste mês, os preços voltaram a apresentar alta, muito provavelmente pela reduzida disponibilidade de tomate em ponto de colheita.

Também foi verificado um aumento na oferta tanto para o mamão papaya quanto para o formosa, o que influencia nos menores preços praticados. O calor nas principais regiões produtoras acelerou o amadurecimento, e muitas frutas tiveram que ser colhidas muito pequenas. Além da maior quantidade ofertada nos mercados, a demanda foi baixa, outro fator de pressão de queda nas cotações. Já na melancia, a redução nos preços é explicada, principalmente, por causa da menor demanda verificada na região Centro-Sul do país, devido ao tempo mais chuvoso e à menor qualidade de alguns carregamentos de melancia originários de praças gaúchas e paulistas.

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Exportações – Em janeiro de 2024, o volume total enviado ao exterior foi de 84 mil toneladas, inferior em 6,75% em relação a janeiro de 2023, e o faturamento foi de U$S 92 milhões, superior 26,73% em relação ao primeiro mês de 2022 e de 4,23% em relação a janeiro de 2023. A expectativa é que em 2024 as exportações se mantenham em bons níveis, com possível aumento do volume exportado. Essa boa perspectiva se deve aos investimentos nas culturas feitos no ano passado, à estabilidade nos custos de produção pós-pandemia, aos problemas climáticos em alguns países, entre outros fatores.

Destaque – Nesta edição, o destaque do Boletim aborda as chuvas intensas do início do ano de 2024 que atingiram diversas Centrais de Abastecimento, em especial, as localizadas nos estados do Sul e Sudeste do país. O intenso trabalho de manutenção realizado pelas diretorias e corpo funcional dos entrepostos, como também, a atenção e apoio imediato para atenuar os efeitos deletérios causados pelas tempestades, fez com que fossem mitigados ou eliminados os problemas operacionais. Também, com relação às precipitações ocorridas nos perímetros produtivos que abastecem os mercados, os núcleos técnicos das Ceasas informam que, a não ser por problemas pontuais em algumas culturas de produtos hortigranjeiros, o abastecimento ocorre dentro do esperado para o período.

Os dados estatísticos da Conab são levantados em dez Centrais de Abastecimento do país. Outras informações sobre os preços das principais frutas e hortaliças comercializadas no setor atacadista podem ser encontradas no boletim publicado na página da Companhia.

Fonte: CONAB

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura entrega cobertores e filtros a indígenas Warao em Cuiabá

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Com a chegada da frente fria em Cuiabá, a Prefeitura intensificou nesta terça-feira (19) o atendimento social às famílias indígenas venezuelanas da etnia Warao que vivem na comunidade Pequizeiro, na região do Nova Esperança. Durante a ação coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, foram entregues 98 cobertores e 25 filtros de barro para cerca de 25 famílias, totalizando aproximadamente 100 pessoas.

A iniciativa foi realizada após pedido da cacique Hernaida Ribeiro Estrela, líder da comunidade, que relatou a preocupação com crianças e idosos expostos às baixas temperaturas dos últimos dias. Segundo ela, a solicitação foi feita diretamente à equipe da assistência social diante da necessidade urgente de proteção contra o frio. “Vendo o frio intenso que faz aqui e olhando para as crianças que estavam sem cobertor, eu senti a dor delas e falei com o assistente social para que nos ajudasse com cobertores, para dar um abrigo tanto para as crianças quanto para os mais velhos”, afirmou a líder indígena. Ela também agradeceu o atendimento realizado pela Prefeitura de Cuiabá e destacou a continuidade do acompanhamento social prestado às famílias Warao.

Hernaida explicou que a comunidade é originária do estado de Delta Amacuro, na Venezuela, e chegou ao Brasil passando por Roraima até se estabelecer em Mato Grosso. Segundo ela, os indígenas vivem há nove anos no estado e há cerca de um ano estão instalados na comunidade Pequizeiro, após passarem por bairros como Tijucal, Coxipó e Nova Esperança.

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Além da entrega dos itens, a comunidade também apresentou outras demandas durante a visita. A principal delas foi o pedido de apoio para a realização periódica da coleta de lixo na região, devido ao acúmulo de resíduos nas proximidades das moradias. Em resposta, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, informou que irá dialogar com a direção da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) para avaliar a possibilidade de instalação de um contêiner no local, medida que deve facilitar o descarte adequado dos resíduos e a posterior coleta do material.

A vice-cacique Malvília também apresentou uma demanda ligada aos costumes tradicionais da comunidade. Segundo ela, muitas famílias mantêm o hábito cultural de dormir em redes, prática preservada desde o período em que viviam na Venezuela. “Nós precisamos muito de redes para cada família, pois as crianças estão acostumadas a dormir em rede”, relatou. Diante da solicitação, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou que irá avaliar alternativas e possíveis parcerias para atender a demanda apresentada pela comunidade.

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De acordo com a gerente do CRAS Getúlio Vargas, Andrielly Karine Ferreira da Silva Guidini, a ação foi organizada após comunicação feita pela secretária Hélida na noite de segunda-feira (18), diante da mudança brusca de temperatura registrada na capital. Ela explicou que as famílias já são acompanhadas pela rede socioassistencial do município desde 2021. “Todos estão inseridos no Cadastro Único, quase todas as famílias recebem o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de serem assistidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social de forma contínua, com entrega de cesta básica, caixas de leite e outros benefícios eventuais”, informou.

A secretária Hélida Vilela ressaltou que o atendimento à comunidade ocorre por meio do CRAS Getúlio Vargas, responsável pela região do Pequizeiro. Segundo ela, além das ações emergenciais, o município desenvolve outras iniciativas voltadas à inclusão social e ao fortalecimento da autonomia das famílias indígenas. “Nós temos outros projetos e ações para fortalecer a inclusão dessas famílias por meio da oferta de emprego e de outros serviços da nossa rede. Os indígenas Warao já foram cadastrados e estão incluídos no sorteio de casas cuiabanas”, afirmou a secretária.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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