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Mercados Asiáticos Sobem com Promessas de Mais Apoio ao Consumo e à Tecnologia pela China

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Nesta quarta-feira, os índices acionários da China e de Hong Kong registraram uma recuperação após o governo de Pequim estabelecer metas ambiciosas para o crescimento econômico e prometer mais apoio ao consumo doméstico e ao setor de tecnologia, especialmente em meio à intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos.

O índice CSI300, que reúne as maiores empresas da bolsa de Xangai e Shenzhen, avançou 0,45%, enquanto o índice SSEC de Xangai subiu 0,53%, recuperando as perdas iniciais do dia. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve um desempenho ainda mais robusto, registrando uma alta de 2,84%.

As autoridades chinesas divulgaram uma meta de crescimento para 2025 de aproximadamente 5%, com um déficit orçamentário de 4% do PIB, além de uma meta de inflação de 2%, em linha com as expectativas. Essas metas foram anunciadas no contexto da reunião anual do Congresso Nacional do Povo, que atraiu grande atenção.

O governo chinês também apresentou um conjunto de medidas voltadas para o setor de tecnologia, destacando o apoio ao desenvolvimento e à aplicação de modelos de inteligência artificial (IA) em larga escala. A menção explícita à IA em um relatório de trabalho oficial surge após o crescente destaque internacional da startup chinesa DeepSeek, especializada em tecnologias de inteligência artificial.

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Além disso, Pequim anunciou um “plano de ação especial” para estimular o consumo interno, alocando 300 bilhões de iuanes (aproximadamente US$ 41,27 bilhões) para um subsídio ao consumidor ampliado, com o objetivo de reaquecer a economia interna, diante da crescente pressão das tarifas americanas sobre as exportações chinesas.

Essas medidas, amplamente previstas pelos analistas, geraram uma reação positiva nos mercados, conforme observou Jason Chan, estrategista sênior de investimentos do Bank of East Asia.

No setor de tecnologia, as ações relacionadas à inteligência artificial lideraram os ganhos, com o índice que acompanha as empresas do setor em Hong Kong subindo 4%.

Nos outros mercados asiáticos, o índice Nikkei de Tóquio avançou 0,2%, a 37.418,24 pontos, enquanto em Seul o KOSPI valorizou-se em 1,16%, atingindo 2.558 pontos. Em Taiwan, o TAIEX registrou alta de 1,22%, alcançando 22.871 pontos. O índice Straits Times, de Cingapura, teve um ganho modesto de 0,20%, fechando a 3.898 pontos. Já em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,70%, a 8.141 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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