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Boi gordo sustenta alta e impulsiona reposição em MT; procura por prenhes e garrotes mantém mercado firme

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O mercado pecuário brasileiro inicia maio com movimento de firmeza na reposição em Mato Grosso, impulsionado pela valorização recente da arroba do boi gordo e pela estratégia dos pecuaristas de recompor rebanhos com maior eficiência produtiva.

Na última semana de abril, a demanda aquecida sustentou alta em diversas categorias, com destaque para a forte procura por fêmeas prenhas e garrotes Nelore, refletindo um momento de ajuste estratégico dentro da pecuária de corte.

Reposição firme com alta em várias categorias

No comparativo semanal, os preços avançaram para a maioria das categorias:

  • Boi magro: +0,8%
  • Garrote: +0,9%
  • Bezerro de ano: +1,0%
  • Bezerro desmamado: -1,3%

Entre as fêmeas:

  • Vaca magra: +0,8%
  • Novilha: +1,1%
  • Bezerra desmamada: +0,9%
  • Bezerra de ano: -0,1%

O destaque segue sendo a forte procura por animais que proporcionam maior previsibilidade produtiva e retorno mais rápido, como as fêmeas prenhes — que garantem reposição futura — e os garrotes, que apresentam ciclo mais curto até o abate.

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Oferta enxuta sustenta preços

A disponibilidade limitada de boi magro tem sido um dos principais fatores de sustentação das cotações. Além disso, negócios envolvendo bezerros vêm sendo fechados acima da média de mercado, indicando competição entre compradores.

Esse cenário reforça a firmeza do mercado, mesmo diante de ajustes pontuais em algumas categorias.

Boi gordo em alta melhora relação de troca

No mercado físico, o boi gordo segue valorizado neste início de maio, com frigoríficos ainda enfrentando escalas de abate mais curtas em algumas regiões e oferta controlada de animais terminados.

No comparativo mensal:

  • Arroba do boi gordo: +4,5%
  • Boi magro: -3,1%
  • Garrote: -3,0%
  • Bezerro de ano: -1,8%
  • Bezerro desmamado: -0,8%

Esse movimento resultou em melhora da relação de troca para recriadores e invernistas, ampliando o poder de compra desses agentes.

Atualmente, são necessárias:

  • 14,2 arrobas para adquirir um boi magro
  • 12,2 arrobas para um garrote
  • 10,6 arrobas para um bezerro de ano
  • 9,3 arrobas para um bezerro desmamado
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Tendência de curto prazo

Apesar da firmeza predominante, a expectativa no curto prazo é de um mercado com leve pressão nas cotações, reflexo de ajustes pontuais na oferta e demanda. Ainda assim, o viés segue sustentado pela combinação de:

  • oferta restrita de animais
  • demanda consistente por reposição
  • valorização da arroba
Estratégia do pecuarista ganha destaque

O atual cenário evidencia uma mudança de postura no campo, com produtores buscando reduzir riscos e encurtar ciclos produtivos, apostando em categorias mais eficientes e previsíveis.

Com o boi gordo firme e a reposição aquecida, o mercado pecuário brasileiro segue com fundamentos positivos, mantendo o setor atento às oportunidades de margem e à evolução da oferta ao longo da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Avicultura brasileira bate recorde na produção de carne de frango, enquanto oferta menor impulsiona preços dos ovos

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A avicultura brasileira iniciou 2026 com cenários distintos para seus principais segmentos. Enquanto a produção de carne de frango atingiu um novo recorde histórico para o primeiro trimestre do ano, o setor de ovos registrou redução na oferta, movimento que contribuiu para a elevação dos preços ao produtor. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No mercado de carne de frango, as cotações seguem em trajetória de alta desde o início de junho, comportamento considerado atípico para o período da segunda quinzena do mês, quando tradicionalmente a demanda apresenta desaceleração. Segundo o Cepea, a valorização foi observada em todas as regiões monitoradas e está relacionada à retomada gradual do consumo e ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Produção de carne de frango alcança maior volume da série histórica

Além da firmeza nos preços, o setor avícola registrou um marco produtivo. De acordo com o IBGE, a produção nacional de carne de frango somou 3,734 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

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O resultado representa crescimento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e avanço expressivo de 6,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a produção totalizou 3,492 milhões de toneladas.

O desempenho reforça a competitividade da avicultura brasileira, sustentada pelo aumento da produtividade, pela demanda doméstica consistente e pelo fortalecimento das exportações, fatores que mantêm o setor entre os mais relevantes do agronegócio nacional.

Menor produção de ovos reduz oferta e eleva preços

Em sentido oposto, a produção brasileira de ovos para consumo apresentou retração no início deste ano. Segundo os dados do IBGE compilados pelo Cepea, foram produzidas 995,5 milhões de dúzias entre janeiro e março de 2026.

O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2025 e recuou 3,8% em relação ao último trimestre do ano passado, indicando uma desaceleração na oferta interna.

Com menor disponibilidade do produto no mercado, os preços reagiram positivamente. Em Bastos (SP), principal referência nacional da atividade, a média dos ovos brancos tipo extra, comercializados na modalidade FOB, atingiu R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias no primeiro trimestre, alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de maio de 2026.

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No caso dos ovos vermelhos, a valorização foi ainda mais intensa. A média alcançou R$ 167,04 por caixa, avanço real de 11,5% na mesma base de comparação.

Perspectivas para o setor avícola

Os dados do primeiro trimestre mostram um setor avícola aquecido, com a cadeia da carne de frango ampliando sua produção e registrando recuperação da demanda, enquanto o mercado de ovos encontra suporte em uma oferta mais restrita.

Para os próximos meses, agentes do setor acompanham de perto a evolução do consumo interno, os custos de produção e o desempenho das exportações, fatores que deverão continuar influenciando a formação dos preços e o ritmo produtivo da avicultura brasileira ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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