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Bioeconomia na cadeia da erva-mate: o IICA avança em uma agenda de cooperação em produção e meio ambiente com a província argentina de Missões, rica em biodiversidade e recursos naturais

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Missões é considerada um hotspot de biodiversidade e está localizada na ecorregião denominada Selva Paranaense. Localizada no nordeste da Argentina e fronteiriça do Brasil e do Paraguai, possui 52% da biodiversidade da Argentina, com centenas de espécies de mamíferos, aves, peixes de água doce, répteis, anfíbios e milhares de plantas e cogumelos.

A província tem uma grande tradição na produção de erva-mate, espécie vegetal que propicia uma indústria de grande importância econômica e cumpre uma função social fundamental, porque é a fonte de renda de milhares de agricultores familiares.

O Representante do IICA na Argentina, Fernando Camargo, foi recebido em Posadas pelo presidente e pelo vice-presidente do Instituto Nacional da Yerba Mate (INYM), Juan José Szichowski e Ricardo Maciel, com os quais discutiu temas ligados à bioeconomia, em especial ao processo de transição ecológica da produção de erva-mate (bioinsumos e eficiência energética) e ao valor agregado da produção.

Também debateram as possibilidades de cooperação técnica para o fortalecimento de políticas diferenciadas em sistemas territoriais com enfoque nos pequenos produtores de erva-mate, que somam mais de 13.000.

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Camargose reuniu ainda com Hugo Passalacqua, governador eleito da província de Missões, e com o deputado provincial Mario Vialey, ex-Ministro de Ecologia e Recursos Naturais, com os quais abordou linhas estratégicas em matéria de conservação da biodiversidade e de impulso aos serviços ecossistêmicos prestados por Missões ao país e à região.

“As sociedades já não admitem que a atividade produtiva não leve em conta a proteção ambiental, como sucedia no passado. E a agricultura deu grandes passos à frente nos últimos anos, integrando a produção de alimentos com a conservação e a restauração dos ecossistemas degradados por meio de boas práticas. As florestas nativas de Missões fazem uma contribuição fundamental para o combate global à mudança do clima”, observou Camargo.

Agricultura familiar

A presidente do Instituto Misionero de Biodiversidad (IMIBIO), Viviana Rovira, e seus colaboradores explicaram as políticas públicas desenhadas para a conservação à equipe do IICA, que estava integrada também pela coordenadora do IICA Argentina, Carolina Pivetta, pela administradora, Ana Echeverri, e pela consultora em temas ambientais, Florencia Gómez.

O IMIBIO é uma instituição pública única na Argentina, que desenvolve iniciativas com o objetivo de fortalecer o setor de produção alimentar provincial, mediante a valorização dos recursos locais. Também oferece assistência técnica, alternativas produtivas, capacitações e pesquisa aplicada.

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O papel fundamental dos pequenos produtores para a segurança alimentar e o cuidado dos recursos naturais foram o tema abordado com a Ministra da Secretaria de Agricultura Familiar, Marta Ferreira, com quem compartilharam as linhas estratégicas do IICA em temas de gênero e juventude.

A ministra detalhou os avanços da província em matéria de políticas diferenciadas para a agricultura familiar, presentes nas leis provinciais que garantem a continuidade da política pública.

Também foram explorados caminhos de cooperação no âmbito da produção de tabaco, da floricultura e da apicultura, em encontro com Facundo López Sartori, Ministro do Agro e da Produção, e com a Diretora Geral de Economia Agrária, Arabela Soler. Foram discutidas diversas oportunidades de fortalecimento das linhas de trabalho priorizadas pela província, como conectividade e arraigamento dos habitantes rurais.

Fonte: IICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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