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A importância estratégica da EPAGRI para o desenvolvimento rural de Santa Catarina

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Vanir Zanatta, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), destaca que o desenvolvimento rural catarinense está profundamente ligado ao trabalho técnico-científico da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – EPAGRI. Em um cenário de avanço da produtividade e necessidade de práticas sustentáveis, a instituição se afirma como protagonista na transformação da agricultura no estado, atuando como motor do desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Retorno social e econômico dos investimentos em 2024

Segundo o balanço social da EPAGRI, cada real investido pelo Governo de Santa Catarina retornou quase dez vezes à sociedade, totalizando R$ 9,77 por real aplicado. Esse impacto vai além da esfera financeira, refletindo aumento da produtividade, redução de custos, expansão das áreas cultivadas, valorização dos produtos e disseminação de conhecimento entre os agricultores. Ao todo, as 128 tecnologias desenvolvidas em 2024 geraram um impacto econômico estimado em R$ 11,72 bilhões.

Inovação, sustentabilidade e extensão rural: o tripé do sucesso da EPAGRI

A eficiência da instituição baseia-se na inovação constante, na sustentabilidade e na extensão rural como ferramenta de transformação. Exemplos como as cultivares de feijão preto SCS208 Cronos, resistente a variações climáticas, e o feijão carioca SCS207 Querência, tolerante à antracnose, mostram a aplicação prática da pesquisa científica para o produtor rural. O arroz SCSBRS 126 Dueto, resistente a extremos térmicos, evidencia o compromisso da EPAGRI em oferecer soluções para os desafios das mudanças climáticas, promovendo segurança alimentar e resiliência no campo.

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EPAGRI e o fortalecimento da agricultura familiar

O trabalho da EPAGRI também se destaca pelo apoio à agricultura familiar, valorização do conhecimento local e disseminação de práticas ambientais responsáveis. Essa atuação contribui para a dignificação do agricultor, preservação dos recursos naturais e redução das desigualdades estruturais no meio rural, ampliando o impacto social da pesquisa agropecuária.

Desafios globais e a necessidade de parcerias estratégicas

Diante da complexidade crescente dos desafios globais, Zanatta reforça que o fortalecimento da pesquisa agropecuária brasileira depende de investimentos compatíveis com as grandes nações do setor. A cooperação entre EPAGRI, Embrapa, universidades, centros tecnológicos, Senar, cooperativas e outros atores públicos e privados é fundamental para consolidar uma cadeia de inovação duradoura, garantindo competitividade e sustentabilidade ao agronegócio nacional.

O papel fundamental das cooperativas na difusão tecnológica

As cooperativas, pela sua capilaridade social e organização, são parceiras naturais da ciência aplicada. Elas ampliam o alcance das tecnologias desenvolvidas, multiplicando os benefícios nos territórios rurais. A convergência entre pesquisa e cooperativismo deve ser incentivada por políticas públicas que promovam mecanismos transparentes e eficientes de apoio à inovação.

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Valorização da EPAGRI como estratégia de Estado

Mais do que um reconhecimento institucional, a valorização da EPAGRI representa uma estratégia de Estado, que vê no conhecimento técnico-científico a base para o desenvolvimento rural sustentável. Continuar e ampliar os investimentos na pesquisa agropecuária é, em última análise, um compromisso com a soberania alimentar, a justiça social e o progresso de Santa Catarina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (30) a Nota Informativa nº 02/2026 com o panorama da meningite na capital. O documento, elaborado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), indica que o município segue em situação de normalidade epidemiológica, apesar da confirmação de casos e óbitos neste ano.

Até abril de 2026, foram registrados sete casos confirmados de meningite, com três mortes. A taxa de incidência é de 1,01 caso por 100 mil habitantes, índice inferior à média nacional, que é de 1,4.

Em Cuiabá, os registros são predominantemente de meningites não meningocócicas, que apresentam menor letalidade em comparação aos tipos mais graves da doença.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com ocorrência contínua ao longo dos anos.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como secreções do nariz e da garganta, além da via fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados ou contato com fezes infectadas.

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Por atingir o sistema nervoso central, a doença pode evoluir rapidamente e causar complicações graves, podendo levar à morte.

Os casos registrados em 2026 atingiram diferentes faixas etárias, incluindo bebês, adultos e idosos. Entre as causas identificadas estão vírus, bactérias como Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Há registros de pacientes que receberam alta, óbitos e também casos em investigação.

No mês de abril, até a data de publicação do boletim, não houve novos registros da doença na capital.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Sinais mais graves incluem rigidez na nuca, sensibilidade à luz, manchas na pele, convulsões e alterações respiratórias, que exigem atendimento imediato. Em bebês, irritabilidade e choro persistente também são indicativos de alerta.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite, especialmente nos casos mais graves. Em Cuiabá, as doses estão disponíveis em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas por toda a capital.

Algumas unidades contam com horário estendido, garantindo maior acesso da população:

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Região Leste (07h às 19h):
Bela Vista/Carumbé; Terra Nova/Canjica; Jardim Eldorado; Dom Aquino; Pico do Amor; Areão; Jardim Imperial.

Região Norte:
Jardim Vitória I (07h às 19h); CPA I e II (07h às 21h); Paiaguás (07h às 19h); CPA IV (07h às 19h); CPA III (07h às 19h); Ilza Terezinha Piccoli (07h às 21h).

Região Oeste (07h às 19h):
Despraiado; Ribeirão da Ponte; Novo Terceiro; Sucuri; Jardim Independência.

Região Sul:
Tijucal (07h às 21h); Parque Ohara (07h às 21h); Pedra 90 II, III e CAIC (07h às 19h); Parque Cuiabá (07h às 19h); Cohab São Gonçalo (07h às 17h); Santa Laura/Jardim Fortaleza (07h às 19h); Industriário (07h às 19h); Residencial Coxipó I e II (07h às 19h).

Zona Rural (07h às 19h):
Distrito de Nossa Senhora da Guia.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde, UPA ou policlínica. A notificação deve ser feita em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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