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Belo Horizonte receberá o Campeonato Brasileiro de Barista durante a SIC em novembro

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Belo Horizonte (MG) será o palco do Campeonato Brasileiro de Barista 2024, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O evento faz parte do projeto “Brazil. The Coffee Nation” e acontecerá durante a Semana Internacional do Café (SIC), de 20 a 22 de novembro, no Expominas.

Como a competição mais tradicional de barismo no Brasil, o campeonato desafiará os participantes a preparar, em 15 minutos, quatro espressos, quatro bebidas à base de leite vaporizado e quatro drinques de assinatura. Os juízes avaliarão critérios como sabor, qualidade e persistência da crema do espresso, harmonia entre café e leite, criatividade das bebidas de assinatura e a manipulação profissional dos ingredientes, do moinho e da máquina de espresso.

O campeão desta edição representará o Brasil no “World Barista Championship”, que ocorrerá em Milão, na Itália, de 17 a 21 de outubro de 2025. As inscrições para competidores e juízes interessados devem ser realizadas exclusivamente no site da BSCA (www.bsca.com.br), a partir das 10 horas do dia 19 de setembro. Para patrocinadores, o contato pode ser feito pelo telefone (11) 97577-9951.

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Boram Um, vencedor do campeonato em 2022 e o primeiro brasileiro a conquistar o título mundial de barista, enfatizou a relevância da realização de competições no Brasil, destacando o suporte oferecido pela BSCA e a ApexBrasil. “Há toda uma estrutura que nos permite representar o Brasil da melhor forma nas competições internacionais. O apoio, a divulgação e a organização dos campeonatos nacionais são excepcionais”, afirmou na ocasião.

O Campeonato Brasileiro de Barista contará com a Grancoffee/Nuova Simonelli como equipamento oficial, além do patrocínio Diamante da Nescafé e patrocínios Bronze da Bravo Concept e Da Vinci Gourmet. A SIC servirá como anfitriã do evento, que também receberá apoio da mídia da Espresso&Co.

A competição é sancionada pela World Coffee Events (WCE), a entidade internacional responsável pela organização do World Barista Championship (WBC) e detentora dos direitos da competição globalmente. Como National Body no Brasil, a BSCA é responsável pela realização das etapas qualificatórias que levam os campeões nacionais para a fase final das competições mundiais, abrangendo sete modalidades: Barista, Latte Art, Brewers, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters, Roasters e Cezve Ibrik.

Brazil. The Coffee Nation

O Campeonato Brasileiro de Barista é uma das iniciativas do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, que visa promover o café especial brasileiro no mercado internacional, enfatizando qualidade, diversidade e sustentabilidade. O projeto busca posicionar o Brasil como uma nação rica em recursos naturais essenciais para o cultivo de cafés de alta qualidade, comprometendo-se a atender os mais rigorosos padrões de qualidade de maneira sustentável, respeitando normas sociais e ambientais.

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Com vigência até agosto de 2025, uma das prioridades do projeto é investir em ações de qualificação e diversificação, apoiando os produtores de café canéfora (robusta e conilon), certificações de qualidade e sustentabilidade, e promovendo a equidade de gênero na cafeicultura brasileira. O projeto foca também na capacitação de provadoras profissionais de café. Os mercados-alvo incluem países como África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para cafés crus especiais, além de Canadá, Chile, China e Estados Unidos para produtos da indústria de torrefação e moagem.

Empresas que desejam se envolver no projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, pelos telefones (35) 3212-4705 / 99824-9845 / 99879-8943 ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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