AGRONEGÓCIO

Ovinocultura mais uma vez será destaque em feira que abre o calendário do agronegócio brasileiro

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A Associação Paranaense de Criadores de Ovinos (Ovinopar), com o apoio da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), se prepara para apresentar o que há de melhor na ovinocultura durante evento da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel, a Coopavel. O 36° Show Rural Coopavel ocorrerá de 5 a 9 de fevereiro no Parque Tecnológico da Cooperativa, em Cascavel, no Paraná.

O propósito principal do Show Rural Coopavel é difundir conhecimento, tecnologia e oportunidades para toda a cadeia do agronegócio, tornando a produção de alimentos no mundo cada vez mais sustentável e com responsabilidade socioambiental. A organização do evento projeta R$ 5,5 bilhões em negócios e expectativa de 500 mil visitantes. O Show Rural dará início também ao Ranking 2024 de julgamentos da Ovinopar, e, desta forma, a Coopavel mais uma vez proporcionará aos criadores de ovinos apresentarem seus animais para comercialização visando também a possibilidade de aquisição de um material genético de ponta, com foco no melhoramento dos rebanhos dos associados da Cooperativa.

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O presidente da Ovinopar, Jorge Augusto Szczypior, ressalta que este será o terceiro ano de participação dos criadores de ovinos do Paraná no Show Rural Coopavel. O dirigente adianta que participarão da feira em torno de dez raças ovinas e suas derivadas. Entre elas estão Dorper, White Dorper, Texel, Ile de France, Poll Dorset, Suffolk, Texel Naturalmente Colorido (NC), Ile de France NC, Santa Inês, Hampshire Down e East Friesian. Estas raças serão apresentadas por cerca de 20 criadores, incluindo alguns dos mais destacados e renomados do Paraná.

Sobre os desafios e oportunidades para o setor de ovinocultura paranaense, Jorge Augusto Szczypior ressalta a importância das feiras de um modo geral. “As feiras contribuem muito para a ovinocultura, permitindo contato com entidades governamentais e demonstrando um trabalho na busca da formação da cadeia produtiva, o que também tem melhorado as parcerias com órgãos como Sebrae, Instituto do Desenvolvimento Rural e Sindicatos.”

Para o futuro, a Ovinopar estabeleceu metas de continuidade nas atividades do Ranking de Julgamentos Paranaense, fortalecimento das parcerias com entidades governamentais e busca por fomento para a formação da cadeia produtiva. “Sabemos dos pontos negativos que não contribuem com o crescimento da ovinocultura, mas precisamos superar”, conclui Szczypior.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ferramenta de IA ajuda pecuarista a fazer melhoramento genético grátis

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para ajudar pecuaristas a escolher reprodutores Brangus, raça que combina características do Angus com a adaptação dos bovinos zebuínos ao clima tropical. Gratuito, o sistema permite consultar avaliações genéticas e identificar animais conforme objetivos como produzir bezerros mais pesados ou aumentar a resistência do rebanho ao carrapato.

A tecnologia, divulgada pela instituição em 22 de setembro, acrescenta uma interface de conversa ao Brangus+, programa de melhoramento genético lançado em 2023 em parceria com a Associação Brasileira de Brangus (ABB). O produtor escreve o que procura e recebe respostas em textos, tabelas ou gráficos, a partir das informações disponíveis no programa.

O desenvolvimento foi conduzido pelo Laboratório de Bioinformática e Estatística Genômica (Labegen), da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, no Rio Grande do Sul. A unidade tem uma ligação histórica com a raça: ocupa a área da Fazenda Experimental Cinco Cruzes, onde começaram, em 1946, os trabalhos de formação do Brangus brasileiro, então conduzidos pelo Ministério da Agricultura.

A origem internacional do Brangus remonta a cruzamentos realizados nos Estados Unidos no início do século passado. A proposta era reunir qualidade de carne e precocidade do Angus com rusticidade, tolerância ao calor e resistência a parasitas dos zebuínos. Nos Estados Unidos, a formação utilizou Angus e Brahman; no Brasil, os trabalhos iniciais combinaram Angus e Nelore.

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Os animais brasileiros foram inicialmente chamados de Ibagé, depois de Brangus-Ibagé e, posteriormente, de Brangus. Na composição clássica, a raça reúne cinco oitavos de Angus e três oitavos de zebu, equivalentes a 62,5% e 37,5%, respectivamente. É uma raça composta, formada pela combinação planejada de populações de origens diferentes.

Essa combinação explica seu espaço na pecuária. Em relação ao Angus, o cruzamento busca ampliar a adaptação às condições tropicais. Ao incorporar genética Angus a animais zebuínos, procura agregar precocidade e características de carcaça valorizadas pelo mercado. O resultado depende da seleção dos animais, da alimentação, da sanidade e do manejo adotado na propriedade.

A resistência a parasitas também é relativa: animais com avaliações favoráveis para essa característica continuam sujeitos à infestação e precisam de acompanhamento sanitário. A seleção genética permite trabalhar diferenças entre os indivíduos para melhorar o rebanho ao longo das gerações.

É nesse processo que entra o Brangus+IA. O criador pode solicitar uma lista de touros com avaliações favoráveis para peso à desmama e combinar esse critério com resistência ao carrapato. Também pode atribuir importância diferente a cada característica, ajustando a pesquisa às prioridades da fazenda.

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A ferramenta explica indicadores como a Diferença Esperada na Progênie (DEP), usada para comparar o potencial dos animais de transmitir características aos descendentes. Também esclarece a posição de cada indivíduo entre os avaliados e o grau de confiança das estimativas genéticas.

O Sumário Brangus+ 2025/2026 informa que a base do programa reúne dados de mais de 82 mil animais, com 13.884 genotipados, isto é, submetidos à análise de marcadores do DNA. Esses números dimensionam o trabalho de avaliação genética e não correspondem à contagem de animais vivos da raça no país.

A associação informou neste ano reunir 357 associados em 18 estados. Fora do Brasil, o Brangus tem criadores em países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Austrália e África do Sul, além de entidades representativas em outras regiões.

Para o produtor, a contribuição da ferramenta está em facilitar a consulta às informações que sustentam a seleção. O acesso gratuito está disponível na plataforma do programa, e o site da Associação Brasileira de Brangus reúne, na seção Brangus+, os sumários e materiais de orientação ao criador.

Fonte: Pensar Agro

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