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Bauer lança guia técnico sobre irrigação da soja e destaca ganhos de produtividade de até 70%

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Bauer amplia série de guias sobre irrigação e foca na soja

A Bauer do Brasil lançou um novo volume da série Guia de Culturas Irrigadas, desta vez dedicado à soja, principal grão do país, cultivado em mais de 47 milhões de hectares e responsável por uma produção superior a 166 milhões de toneladas por safra. O guia, de caráter técnico e gratuito, reúne informações de instituições como Conab, IBGE e Abiove e detalha como a irrigação por pivô central pode elevar a produtividade da soja em até 70%, além de reduzir riscos climáticos e aumentar a previsibilidade dos resultados no campo.

Irrigação como ferramenta estratégica para o agronegócio

Segundo Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer LATAM e diretor global de vendas e marketing do grupo, o objetivo do guia é tornar o conhecimento técnico acessível e aplicável à realidade do produtor.

“Nosso propósito com o Guia de Culturas Irrigadas Bauer é oferecer ao produtor rural um conteúdo técnico e confiável, que o ajude a enxergar a irrigação como uma parceira estratégica do seu negócio. A soja é um exemplo claro de como o uso correto da tecnologia pode transformar a produtividade e dar mais previsibilidade à operação agrícola”, afirma.

O material destaca que, especialmente no Cerrado, em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, a irrigação possibilita o plantio antecipado e o uso de cultivares de ciclo mais longo, sem comprometer culturas subsequentes como algodão ou milho.

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Produtividade e rentabilidade comprovadas

O guia apresenta cenários comparativos de produtividade e rentabilidade, mostrando que o uso de pivôs centrais pode aumentar os rendimentos em até 70% em determinadas regiões. Além disso, a tecnologia reduz o payback do investimento, permitindo retorno em poucos ciclos de colheita, de acordo com médias regionais.

Para Luiz Alberto Roque, Co-CEO da Bauer LATAM e CEO da Irricontrol, a publicação cumpre papel essencial na democratização do acesso à informação técnica.

“Cada edição do guia é construída para apoiar o produtor na tomada de decisão, mostrando de forma prática como a irrigação pode aumentar a eficiência, reduzir riscos e garantir maior retorno sobre o investimento. É uma ferramenta pensada para o dia a dia no campo”, destaca.

Benefícios da irrigação para a soja no Brasil

O guia evidencia que a irrigação tem avançado rapidamente no bioma Cerrado, permitindo controle preciso da umidade do solo, planejamento eficiente do calendário agrícola e cultivo de variedades mais produtivas. Em regiões com estiagens ou chuvas irregulares, a tecnologia se mostra decisiva para mitigar riscos climáticos, reduzir perdas e assegurar regularidade das safras, tornando os produtores mais competitivos, especialmente em mercados de exportação.

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Levantamentos indicam que, em estados como Mato Grosso e Rio Grande do Sul, a produtividade média pode passar de 65 para até 85 sacas por hectare, representando ganhos de até 70% em relação às áreas de sequeiro.

Guia gratuito e acessível para produtores e profissionais do agronegócio

O Guia de Culturas Irrigadas Bauer é voltado a produtores rurais, técnicos e profissionais do setor e está disponível para download gratuito no site: https://bauer-at.rds.land/guiadeculturas.

A publicação integra uma série mensal sobre culturas essenciais do agronegócio brasileiro, incluindo batata, milho, feijão e cana-de-açúcar, reforçando o compromisso da Bauer em democratizar o conhecimento técnico, estimular a irrigação de precisão e promover uma produção agrícola mais eficiente, sustentável e rentável em todas as regiões do país.

Guia Soja

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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