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Cheias no Rio Grande do Sul levantam alerta para possível escassez de alimentos no Brasil

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As recentes enchentes no Rio Grande do Sul deixaram um rastro de destruição, afetando profundamente a população local e a economia do estado. Além das trágicas perdas humanas, cidades inteiras foram submersas, e a agropecuária, um setor vital para a economia gaúcha, sofreu grandes prejuízos. A destruição das colheitas, a perda de rebanhos e a danificação de infraestruturas básicas comprometem o fornecimento de alimentos como arroz e feijão para todo o Brasil.

Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico e especialista em Planejamento Sucessório, Proteção Patrimonial e Family Office, ressalta que as enchentes têm impactos severos não apenas no Rio Grande do Sul, mas também no abastecimento de alimentos em nível nacional. “Os danos à produção agrícola e às infraestruturas críticas, juntamente com as interrupções logísticas, podem causar inflação nos preços para os consumidores”, observa Baggio.

Para evitar uma crise de abastecimento, a União deve facilitar a importação de arroz e feijão. No entanto, Baggio sugere que a solução para a situação emergencial deve incluir mais do que apenas medidas paliativas. Ele propõe um plano de ação governamental que ofereça suporte imediato aos agricultores por meio de crédito emergencial e seguro agrícola. A reconstrução de infraestruturas danificadas também é essencial para garantir a recuperação da produção e a estabilidade do setor agropecuário.

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Segundo o especialista, o governo poderia colaborar para facilitar o acesso a linhas de crédito emergenciais e ampliar o seguro agrícola. A participação do Governo Federal poderia se dar por meio de medidas como subsídios ou renúncias fiscais, especialmente para setores que tiveram bom desempenho na última safra, como café e cana-de-açúcar. Contudo, Baggio reconhece que a política de austeridade fiscal do governo Haddad pode ser um obstáculo a ser superado, mas ele acredita que, diante da calamidade pública, ajustes devem ser feitos para atender às necessidades urgentes do setor agropecuário.

A situação no Rio Grande do Sul é grave e requer atenção imediata. A implementação de políticas eficazes pode fazer a diferença entre uma rápida recuperação ou um prolongado impacto no abastecimento alimentar em todo o Brasil.

Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico, especialista em Planejamento Sucessório, Proteção Patrimonial e Family Office, e co-fundador da Evoinc.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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