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Balanço 2023: Armazéns da Conab comprovam alto nível de aproveitamento nas operações de abastecimento social

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Entre os destaques do ano está o suporte às políticas públicas que a empresa executa com a utilização de suas unidades. No trabalho desenvolvido em conjunto com o Governo Federal, tanto no combate à fome quanto no apoio à produção rural, a Conab movimentou-se para disponibilizar uma maior capacidade de armazenagem para a formação de estoques públicos, entre privados credenciados e unidades próprias, a partir do aumento de 63.860 toneladas (junho/2023) para as atuais 703.822 toneladas, que estão disponíveis a possíveis intervenções que venham a ser necessárias.

Quanto aos programas sociais, os armazéns da Conab foram ainda responsáveis pela guarda, conservação e comercialização do milho, no âmbito do Programa de Venda em Balcão (ProVB), que atendeu a pequenos criadores em 975 municípios. Outro ponto de apoio prestado pela Companhia é o auxílio institucional mantido por meio de sua rede de armazéns, com abono tarifário para diferentes órgãos públicos e instituições. Essas parcerias promovem suporte para a distribuição de alimentos às famílias em insegurança alimentar em diversos estados, além de propiciar cooperação logística nas ações de entes públicos do setor agropecuário nacional.

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No ano de 2023, foram também autorizadas 12 parcerias para armazenamento de diversos itens, como alimentos, sementes, equipamentos e ferramentas para fomento da produção familiar. Além desse apoio dado aos parceiros institucionais, os armazéns da Conab mantiveram sob guarda e conservação cerca de 3,49 milhões de quilos em alimentos. Os produtos foram distribuídos para 79.925 famílias, a partir da celebração de Termos de Execução Descentralizados.

Difusão de Conhecimento – Em seu compromisso com a produção e difusão de informação de qualidade, a Companhia compartilhou conhecimento sobre armazenagem com a sociedade por meio de sua plataforma especializada, o Portal Armazéns do Brasil, do aplicativo Descontos de Armazenagem e publicou o compêndio de estudos “A Perda de Grãos no Brasil e no Mundo: dimensão, representatividade e diagnóstico”. Além desses projetos, a direção-executiva de Operações e Abastecimento da Conab, junto com sua equipe técnica, estiveram à frente na apresentação de palestras em eventos como os da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura do Congresso Nacional; da Associação Brasileira de Pós-Colheita de Grãos (Abrapos), na cidade de Rio Verde/GO; da Câmara Temática de Infra-Estrutura e Logística do Agronegócio do Ministério da Agricultura e Pecuária (CTLog/Mapa); e do workshop Desafios para Ampliação da Armazenagem Agrícola, realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Mapa.

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Fonte: CONAB

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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