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Com efeitos climáticos, Conab reduz projeção para safra de soja, mas ainda prevê recorde

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Apesar da redução, a companhia estatal ainda projeta um crescimento de 0,4% na safra de soja do maior produtor e exportador global na comparação com o ciclo passado, quando o país colheu 154,6 milhões de toneladas, segundo números oficiais.

A estimativa da Conab sobre a colheita, que está em seu início no Brasil, está abaixo da projeção de alguns analistas privados, que indicam uma redução na safra na comparação anual.

“A atual safra tem a característica de ser uma das mais complexas para a estimativa de área, produtividade e produção nos últimos tempos. As dificuldades podem ser resumidas nos problemas climáticos, que geram incertezas e prejudicam a tomada de decisão pelos produtores”, ponderou o superintendente de Informações da Agropecuária da Conab, Aroldo Antonio de Oliveira Neto, em nota.

A maior redução na expectativa de produção aconteceu em Mato Grosso, maior produtor brasileiro, com corte de cerca de 3,3 milhões de toneladas na comparação com a previsão do mês anteriores, para 40,2 milhões de toneladas.

A área plantada com soja no Brasil em 2023/24 foi estimada em 45,26 milhões de hectares, leve redução ante os 45,31 milhões da previsão anterior, mas ainda um recorde que supera a marca da temporada passada (44,08 milhões de hectares).

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“As condições climáticas também foram determinantes para alguns produtores migrarem para outras culturas, contribuindo para a redução da área em relação ao levantamento divulgado em dezembro”, explicou a Conab.

A produtividade média da soja do país cairá 2,2% ante a temporada passada, para 3,4 toneladas por hectare, com melhores rendimentos esperados no Rio Grande do Sul compensando parte das perdas na região central do país.

Uma vez que grande parte da cultura ainda está em desenvolvimento no país, novas revisões de safra devem ser feitas nos próximos meses.

Exportação menor

Com um corte na previsão de safra de soja, a Conab reduziu a expectativa de exportação da oleaginosa do Brasil para 98,45 milhões de toneladas em 2024, versus 101,6 milhões de toneladas na previsão anterior e também abaixo do recorde de mais de 101,8 milhões de toneladas de 2023.

Além do corte de safra, a Conab citou decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre o aumento da mistura do biodiesel ao diesel, de 12% para 14%, “o que indica que haverá um incremento na demanda interna de óleo de soja”.

O óleo de soja é a principal matéria-prima do biodiesel. Com a maior mistura, a indústria local deverá consumir uma parte do que seria exportado.

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Milho

A Conab também reduziu as suas projeções para a produção e exportação de milho, mercado no qual o Brasil obteve a liderança no comércio global no ano passado.

A safra total de milho do Brasil 2023/24 foi estimada em 117,6 milhões de toneladas, ante 118,53 milhões na previsão anterior, versus um recorde de 131,9 milhões de toneladas na temporada passada.

A Conab reduziu projeção para milho de verão em quase de 1 milhão de toneladas, para 24,38 milhões de toneladas, acentuando a queda anual para mais de 10%, enquanto manteve a previsão para a segunda safra do cereal, a maior do Brasil, em 91,2 milhões de toneladas, versus 102,36 milhões no ciclo passado.

Com a expectativa de safra menor, a exportação de milho brasileiro deverá recuar fortemente para 35 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 38 milhões de toneladas e um recorde de 56 milhões do ano passado.

Algodão

Já a safra de algodão do Brasil 23/24 foi estimada em 3,1 milhão de toneladas (pluma), ante 3,06 milhões na previsão anterior, abaixo da temporada passada.

A safra total de grãos e oleaginosas do Brasil 2023/24 ficou estimada em 306,4 milhões de toneladas, queda anual de 4,2%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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