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Mercado internacional de açúcar apresenta valorização em Nova York e Londres

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Na terça-feira (19), os contratos futuros do açúcar testemunharam uma ascensão tanto em Nova York quanto em Londres, marcando um cenário influenciado por fatores diversos. De acordo com a agência de notícias britânica Reuters, especuladores estão optando por liquidar posições longas, principalmente em decorrência da robusta produção na expressiva região Centro-Sul do Brasil.

Apesar dessa dinâmica, o mercado encontra suporte nas atividades de Índia e Tailândia. A Associação Indiana de Usinas de Açúcar revelou que as indústrias indianas produziram 7,4 milhões de toneladas métricas de açúcar entre 1º de outubro e 15 de dezembro, registrando uma redução de 10,7% em comparação com o ano anterior. Adicionalmente, a Índia tomou a iniciativa de permitir que as usinas desviem até 1,7 milhão de toneladas de açúcar para a produção de etanol.

No contexto financeiro, o apoio veio do aumento de mais de 1% no preço do petróleo. As flutuações no preço do óleo possuem o potencial de impactar diretamente as decisões relacionadas ao mix de produção nas usinas. Além disso, a desvalorização do dólar em relação ao real também contribuiu para sustentar o valor do açúcar.

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Bolsas Internacionais: Movimentos Positivos em Nova York e Londres

Na ICE Futures de Nova York, todos os contratos encerraram em alta. O contrato de março/24 registrou um acréscimo de 12 pontos, alcançando a marca de 21,43 centavos de dólar por libra-peso. De maneira semelhante, o contrato de maio/24 avançou 23 pontos, sendo negociado a 20,91 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Europe, em Londres, a tendência foi análoga, com todos os contratos encerrando no positivo. O contrato de março/24 experimentou um aumento de 2,60 dólares, atingindo o valor de US$ 615,20. Já o contrato de maio/24 apresentou uma elevação de 3,40 dólares, sendo negociado a US$ 599,30.

Commodities Relacionadas: Desempenho do Açúcar Cristal e Etanol Hidratado

O açúcar cristal encerrou em alta no Indicador do Cepea/Esalq da USP, apresentando um aumento de 1,66% em relação ao dia anterior, com a saca de 50 quilos negociada por R$ 153,95.

No que diz respeito ao etanol hidratado, observou-se uma valorização significativa, conforme indicado pelo Indicador Diário de Paulínia. As usinas negociaram o biocombustível a R$ 1.983,50 por metro cúbico, refletindo um incremento de 1,80% em comparação com o dia anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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