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Bahia recebe jornada técnica para combater mosca-dos-chifres em bovinos

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A Vetoquinol Saúde Animal realizou jornadas técnicas na Bahia para discutir estratégias eficazes para o controle da mosca-dos-chifres (Haematobia irritans), um parasita que causa danos consideráveis à pecuária brasileira. Os eventos ocorreram em duas cidades importantes para a economia do estado: Feira de Santana e Vitória da Conquista.

“Desde 2023, temos promovido esses encontros em várias regiões do Brasil, e é uma satisfação organizar essas duas jornadas na Bahia”, diz Victor Rezende, coordenador regional da Vetoquinol no Nordeste. Ele destaca a relevância dessas cidades para a pecuária e a importância de compartilhar conhecimento para melhorar o controle do parasita.

O professor Gustavo Guerino de Macedo, médico-veterinário e docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi o convidado especial do evento. Com experiência no teste de campo do brinco Fiprotag® 210, uma solução inovadora para o controle da mosca-dos-chifres, ele destacou o impacto do parasita na pecuária e apresentou métodos eficazes para combatê-lo.

Prejuízos e Soluções Inovadoras

A mosca-dos-chifres é um inseto hematófago que causa danos significativos à pecuária, com prejuízos estimados em R$ 3 bilhões anuais, devido às picadas dolorosas que afetam os bovinos dia e noite. O movimento Jornada Fiprotag® 210, promovido pela Vetoquinol, busca conscientizar pecuaristas sobre a importância do controle e da prevenção dessa infestação.

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A eficácia do brinco Fiprotag® 210 foi comprovada em testes de campo pela UFMS, que mostraram que o dispositivo zera infestações em até 30 minutos após a aplicação. Além disso, o brinco tem durabilidade de até 210 dias, agregando valor ao bem-estar animal e à rentabilidade do negócio.

O brinco mosquicida é composto por fipronil e diazinon, duas substâncias repelentes altamente eficazes contra a mosca-dos-chifres. Uma vantagem significativa do Fiprotag® 210 é sua carência zero para abate e coleta de leite, permitindo que a carne e o leite dos animais tratados possam ser consumidos normalmente após a aplicação.

Jornada Técnica Continua pelo Brasil

A Jornada Fiprotag® 210 continua a percorrer diferentes estados do Brasil, levando informações e conhecimento sobre o controle da mosca-dos-chifres para pecuaristas e profissionais do setor. Esses eventos destacam a importância do controle efetivo do parasita para melhorar a produtividade e o bem-estar animal, além de reduzir os prejuízos financeiros causados pela infestação.

Ao compartilhar experiências e informações técnicas, a Vetoquinol Saúde Animal e seus parceiros buscam proporcionar soluções eficientes e práticas para o problema da mosca-dos-chifres, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da pecuária brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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