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Avicultura do Rio Grande do Sul avalia impactos da crise climática

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Representantes da avicultura gaúcha e do governo do Estado participaram de uma reunião virtual promovida pela Organização Avícola do RS (O.A/RS), buscando avaliar os impactos da crise meteorológica que atingiu o Rio Grande do Sul por mais de 30 dias desde o início de maio. O encontro, realizado na manhã da sexta-feira (7/6), teve como objetivo principal atualizar a situação do setor diante das adversidades climáticas. Os dados mais recentes apontam perdas acima de R$250 milhões, envolvendo aves de corte e poedeiras, material genético, estrutura, entre outros.

Esforços Conjuntos para Recuperação

José Eduardo dos Santos, presidente executivo da O.A/RS, destacou as iniciativas do setor para buscar soluções, incluindo a viabilização de linhas de financiamento compatíveis para indústrias avícolas de todos os portes. Ele ressaltou o encaminhamento de pleitos aos governos estadual e federal, buscando apoio, especialmente através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Santos enfatizou a urgência da concessão de financiamento para a retomada das atividades após as perdas significativas.

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União e Colaboração

Nestor Freiberger, presidente do Conselho Diretivo da O.A/RS, destacou a importância do trabalho conjunto neste momento desafiador, enfatizando a necessidade de união em prol da avicultura gaúcha.

Compromisso do Estado

Arthur Lemos, secretário-chefe da Casa Civil, e Marcio Madalena, secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), reiteraram o compromisso do Estado em apoiar os setores produtivos, incluindo a avicultura, buscando as melhores condições para a recuperação do segmento.

Próximos Passos

Ao final da reunião, José Eduardo dos Santos anunciou que novos encontros serão agendados para alinhar demandas, discutir cenários e buscar soluções para uma retomada mais sólida e consistente do setor avícola gaúcho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro

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A Bahia caminha para a maior safra de algodão de sua história, com produção estimada em 986,4 mil toneladas de pluma no ciclo 2025/26, crescimento de 17% sobre a temporada anterior. O volume representa quase 24% da safra brasileira prevista pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e mantém o estado na segunda posição nacional, atrás de Mato Grosso.

O destaque está no rendimento das lavouras. Em aproximadamente 418 mil hectares, a produtividade estimada chega a 2.360 quilos de pluma por hectare, cerca de 14% acima da média brasileira calculada com os dados da Abrapa. São aproximadamente 284 quilos adicionais por hectare, uma diferença que ajuda a distribuir os custos de produção por um volume maior de fibra.

Para o Brasil, a associação apresentou em setembro uma estimativa de 4,144 milhões de toneladas, cultivadas em 1,996 milhão de hectares. Mato Grosso lidera com produção projetada em 2,74 milhões de toneladas. Juntos, os dois estados concentram aproximadamente 90% do algodão nacional.

O resultado baiano aumenta a oferta em um momento de maior atenção à comercialização. Os preços da pluma continuavam em queda no início de outubro, depois do recuo registrado em setembro, conforme acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. Para o produtor, a produtividade maior ajuda na conta, mas o ganho final depende também do preço recebido, dos custos e da qualidade da fibra.

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A retirada do algodão da lavoura é apenas uma etapa desse processo. Segundo relatório da Abrapa divulgado em 9 de outubro, a colheita brasileira havia atingido 99% até 25 de setembro, enquanto o beneficiamento estava em 49%. É nessa operação que a fibra é separada do caroço e preparada para venda. Os volumes estaduais ainda estavam sujeitos à consolidação.

O mercado externo será importante para absorver a produção. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, recorde e avanço de 19% sobre o ano comercial anterior. Esse calendário é diferente do ciclo agrícola e inclui a comercialização de algodão colhido anteriormente.

Dentro do país, a indústria enfrenta dificuldades para ampliar o consumo da fibra. Dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) à Câmara Setorial do Algodão, em setembro, apontaram queda de 1,9% na produção têxtil acumulada em 12 meses. A fabricação de vestuário recuou 4,2%, enquanto as importações de roupas cresceram 50,3% entre janeiro e agosto de 2026.

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Para a Bahia, ampliar o escoamento pelo Porto de Salvador é uma das alternativas discutidas pelo setor. A rota pode reduzir a concentração dos embarques em Santos, mas sua vantagem depende do custo do frete, da disponibilidade de contêineres e da regularidade das linhas marítimas.

A qualidade também pesa na negociação. Compradores avaliam características como comprimento, resistência e uniformidade da fibra, que interferem na fabricação dos fios. Uma colheita volumosa precisa chegar ao beneficiamento e à armazenagem em boas condições para preservar seu valor comercial.

O avanço das lavouras baianas fortalece a participação do estado no mercado nacional. Com a safra próxima de 1 milhão de toneladas, o desafio agora é transformar o rendimento obtido no campo em vendas que remunerem o produtor e sustentem o próximo plantio.

Fonte: Pensar Agro

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