AGRONEGÓCIO

Avanço consistente na semeadura do milho silagem

Publicado em

A área destinada ao cultivo do milho silagem avançou para 84% do total projetado, conforme destaca o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. A colheita para confecção de silagem de planta inteira já atinge 35% dos cultivos, impulsionando a expectativa para a Safra 2023/2024, que prevê 364.291 hectares de área cultivada, com uma estimativa de produtividade de 39.088 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, as lavouras implantadas em outubro encontram-se no estágio de milho verde. Os agricultores intensificam o monitoramento e preparam o maquinário para iniciar os trabalhos de ensilagem no final de janeiro.

Em Hulha Negra, as lavouras beneficiadas pelas chuvas em 10/01 receberam aplicações de fertilizante nitrogenado, e novos plantios foram realizados. Observou-se também a germinação de sementes que estavam intactas no solo desde o plantio, ocorrido na última semana de dezembro. Contudo, em áreas com baixos volumes de chuva e locais sem precipitação, já surgem sintomas de estresse nas plantas durante os horários mais quentes. A combinação de excesso de chuvas e nebulosidade no início do desenvolvimento da cultura, juntamente com a menor disponibilidade de umidade no solo nas últimas semanas, impactou o porte das lavouras, influenciando na produtividade de silagem. Em Aceguá, onde cerca de dois mil hectares são dedicados ao cultivo de milho para silagem, as chuvas não foram suficientes para concluir o plantio, que está em torno de 85% do total previsto.

Leia Também:  Preços futuros do milho abrem em alta na B3 e na Bolsa de Chicago

Na região de Frederico Westphalen, 5% da área semeada em resteva de milho grão e silagem encontra-se na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. No estágio de enchimento de grãos, são 25%, e 70% já foram colhidos. Ainda está prevista a implantação de 5% da área ao longo de janeiro e fevereiro. As lavouras em desenvolvimento inicial enfrentam ataques intensos de cigarrinha-do-milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço do feijão dispara com oferta restrita e atraso da safra no Paraná; mercado segue em alta

Published

on

O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com forte sustentação nos preços, refletindo a combinação entre oferta limitada, atraso da segunda safra no Paraná e dificuldades crescentes para reposição de mercadorias. O cenário mantém o feijão carioca em trajetória de valorização, enquanto o feijão preto começa a apresentar reação gradual no mercado interno.

Segundo análise de Safras & Mercado, a entressafra e os problemas climáticos seguem pressionando a disponibilidade de produto de melhor qualidade, principalmente em importantes regiões produtoras do país.

Feijão carioca mantém viés altista

O feijão carioca segue operando em ambiente de firmeza, com baixa disponibilidade de lotes e negociações bastante seletivas. Ao longo da semana, diversas sessões da bolsa registraram pouca movimentação devido à escassez de mercadorias disponíveis e à retração momentânea de compradores.

Mesmo com desaceleração no varejo e menor atuação das grandes empacotadoras, os preços continuaram avançando, especialmente para os lotes de padrão superior.

No interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, as indicações para feijão nota 9 ou superior chegaram a R$ 415 por saca. Já no Noroeste de Minas Gerais, os negócios ficaram próximos ou acima de R$ 400 por saca.

No Sul do Paraná, apesar de ajustes pontuais, as referências permaneceram elevadas, alcançando até R$ 360 por saca.

Leia Também:  Primeira Edição do Leilão Mariana Maia & Amigos Oferece 1,2 Mil Animais Nelore

Os feijões comerciais e intermediários também acompanharam o movimento de valorização. No interior paulista, os preços chegaram a R$ 377 por saca, enquanto Mato Grosso manteve sequência de altas, com cotações entre R$ 343 e R$ 345 por saca.

Atraso da safra no Paraná preocupa mercado

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o atraso da segunda safra paranaense. O avanço da colheita segue limitado, próximo de 10% da área, mantendo o mercado dependente de volumes pontuais.

Além da lentidão na colheita, o excesso de chuvas no Paraná amplia os riscos de perda de qualidade, escurecimento dos grãos e problemas fitossanitários, justamente em um momento de forte demanda por feijões de melhor padrão.

Com produtores comercializando de forma cautelosa e compradores trabalhando com estoques reduzidos, o mercado segue ajustado, favorecendo a manutenção dos preços elevados no curto prazo.

Feijão preto busca recuperação gradual

O mercado do feijão preto também encerrou a semana em movimento de recuperação, impulsionado principalmente pela forte valorização do carioca.

A diferença de preços entre as duas variedades começa a estimular substituição parcial em alguns canais de consumo, favorecendo melhora gradual no ambiente de comercialização.

Leia Também:  Exportações de milho brasileiro: Queda nos embarques indica tendência de baixa na 4ª semana de fevereiro

No interior paulista, as indicações para feijão preto extra Tipo 1 já atingem R$ 206 por saca. No Sul do Paraná, as referências buscam R$ 180 por saca, enquanto no Noroeste Mineiro os preços giram próximos de R$ 190 por saca.

Apesar da reação, a liquidez ainda permanece limitada, sem compras agressivas ou formação relevante de estoques por parte dos compradores.

Safra gaúcha entra no radar

O mercado também acompanha o avanço da segunda safra no Rio Grande do Sul. Dados da Emater-RS indicam que mais de 20% das áreas já foram colhidas, com potencial produtivo considerado satisfatório na maior parte das lavouras.

As condições climáticas têm favorecido o enchimento dos grãos e a formação das vagens, embora o aumento da umidade e a queda das temperaturas elevem o risco de doenças fúngicas nas lavouras.

Dessa forma, o setor segue dividido entre a expectativa de maior oferta nas próximas semanas e a sustentação provocada pela valorização acelerada do feijão carioca, que continua sendo o principal vetor de alta do mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA