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Preço do feijão dispara com oferta restrita e atraso da safra no Paraná; mercado segue em alta

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com forte sustentação nos preços, refletindo a combinação entre oferta limitada, atraso da segunda safra no Paraná e dificuldades crescentes para reposição de mercadorias. O cenário mantém o feijão carioca em trajetória de valorização, enquanto o feijão preto começa a apresentar reação gradual no mercado interno.

Segundo análise de Safras & Mercado, a entressafra e os problemas climáticos seguem pressionando a disponibilidade de produto de melhor qualidade, principalmente em importantes regiões produtoras do país.

Feijão carioca mantém viés altista

O feijão carioca segue operando em ambiente de firmeza, com baixa disponibilidade de lotes e negociações bastante seletivas. Ao longo da semana, diversas sessões da bolsa registraram pouca movimentação devido à escassez de mercadorias disponíveis e à retração momentânea de compradores.

Mesmo com desaceleração no varejo e menor atuação das grandes empacotadoras, os preços continuaram avançando, especialmente para os lotes de padrão superior.

No interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, as indicações para feijão nota 9 ou superior chegaram a R$ 415 por saca. Já no Noroeste de Minas Gerais, os negócios ficaram próximos ou acima de R$ 400 por saca.

No Sul do Paraná, apesar de ajustes pontuais, as referências permaneceram elevadas, alcançando até R$ 360 por saca.

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Os feijões comerciais e intermediários também acompanharam o movimento de valorização. No interior paulista, os preços chegaram a R$ 377 por saca, enquanto Mato Grosso manteve sequência de altas, com cotações entre R$ 343 e R$ 345 por saca.

Atraso da safra no Paraná preocupa mercado

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o atraso da segunda safra paranaense. O avanço da colheita segue limitado, próximo de 10% da área, mantendo o mercado dependente de volumes pontuais.

Além da lentidão na colheita, o excesso de chuvas no Paraná amplia os riscos de perda de qualidade, escurecimento dos grãos e problemas fitossanitários, justamente em um momento de forte demanda por feijões de melhor padrão.

Com produtores comercializando de forma cautelosa e compradores trabalhando com estoques reduzidos, o mercado segue ajustado, favorecendo a manutenção dos preços elevados no curto prazo.

Feijão preto busca recuperação gradual

O mercado do feijão preto também encerrou a semana em movimento de recuperação, impulsionado principalmente pela forte valorização do carioca.

A diferença de preços entre as duas variedades começa a estimular substituição parcial em alguns canais de consumo, favorecendo melhora gradual no ambiente de comercialização.

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No interior paulista, as indicações para feijão preto extra Tipo 1 já atingem R$ 206 por saca. No Sul do Paraná, as referências buscam R$ 180 por saca, enquanto no Noroeste Mineiro os preços giram próximos de R$ 190 por saca.

Apesar da reação, a liquidez ainda permanece limitada, sem compras agressivas ou formação relevante de estoques por parte dos compradores.

Safra gaúcha entra no radar

O mercado também acompanha o avanço da segunda safra no Rio Grande do Sul. Dados da Emater-RS indicam que mais de 20% das áreas já foram colhidas, com potencial produtivo considerado satisfatório na maior parte das lavouras.

As condições climáticas têm favorecido o enchimento dos grãos e a formação das vagens, embora o aumento da umidade e a queda das temperaturas elevem o risco de doenças fúngicas nas lavouras.

Dessa forma, o setor segue dividido entre a expectativa de maior oferta nas próximas semanas e a sustentação provocada pela valorização acelerada do feijão carioca, que continua sendo o principal vetor de alta do mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Moradora da região do Porto fatura mais de R$ 50 mil na Nota Cuiabana Premiada

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A Prefeitura de Cuiabá realizou nesta sexta-feira (8) o segundo sorteio de 2026 da campanha Nota Cuiabana Premiada, iniciativa voltada ao incentivo da cidadania fiscal e à ampliação da arrecadação municipal por meio da emissão de notas fiscais de serviços.

O sorteio ocorreu na Sala da SAETI, no Palácio Alencastro, com base na extração da Loteria Federal do dia 2 de maio de 2026, conforme previsto na Portaria SMEconomia nº 294/2026. Ao todo, 44 participantes foram contemplados com prêmios entre R$ 1 mil e R$ 50 mil.

O prêmio principal, no valor de R$ 50 mil, saiu para uma moradora da região do Porto. Já o prêmio de R$ 25 mil foi destinado a um morador do município de Campo Verde. O terceiro sorteado, morador do Bairro Altos da Serra I, recebeu R$ 10 mil. A quarta premiação, de R$ 5 mil, ficou com uma moradora do bairro Areão.

Além dos quatro maiores valores, outros 40 participantes foram contemplados com prêmios de R$ 1 mil cada. Todos os vencedores serão comunicados pela Prefeitura de Cuiabá com orientações sobre o resgate dos valores.

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Participaram desta etapa os contribuintes que emitiram Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) entre os dias 4 de abril e 1º de maio de 2026. A geração dos cupons eletrônicos foi encerrada em 3 de maio.

O secretário adjunto de Receita Pública, Thiago Semensato, destacou que a iniciativa fortalece a arrecadação municipal e incentiva a participação da população no controle fiscal.

“Quando o contribuinte solicita a emissão da nota fiscal, ele contribui com a arrecadação do ISSQN [Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza], que é o principal tributo do município. Além de concorrer aos prêmios da Nota Cuiabana, o cidadão também pode obter descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano [IPTU]”, disse.

O calendário oficial da Nota Cuiabana Premiada prevê nove sorteios ao longo de 2026, com mais de R$ 1 milhão em premiações distribuídas durante o ano. A proposta também busca estimular a emissão regular de notas fiscais, ampliar a transparência tributária e fortalecer os investimentos públicos realizados pelo município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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