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Aumento de Infestações por Carrapatos Preocupa Pecuaristas: Saiba Como Proteger o Rebanho

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Com a chegada do período mais quente e úmido do ano, características climáticas que favorecem a proliferação de carrapatos em bovinos, o risco de infestações torna-se uma preocupação crescente entre pecuaristas. Essas condições, ideais para a eclosão de larvas do parasita, podem impactar negativamente a saúde do rebanho e gerar significativas perdas econômicas.

De acordo com o médico-veterinário Thales Vechiato, gerente de marketing para grandes animais da Pearson Saúde Animal, os carrapatos se alimentam do sangue dos bovinos, causando anemia, perda de peso e até a morte em casos graves. “Esses parasitas também transmitem doenças sérias, como a Tristeza Parasitária Bovina (TPB), que apresenta alta taxa de mortalidade, especialmente entre os animais mais jovens”, alerta o especialista.

Impactos econômicos e de saúde

Dados da Embrapa revelam que cada fêmea de carrapato consome entre 0,5 mL e 1,0 mL de sangue ao longo de sua vida. Multiplicado pelo número de parasitas presentes, o prejuízo para o animal pode ser expressivo, comprometendo sua saúde e produtividade. Além das doenças transmitidas, a infestação eleva os custos com tratamentos e medicamentos, enquanto reduz a produção de carne e leite.

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Controle estratégico é essencial

Para evitar prejuízos, especialistas recomendam iniciar o manejo estratégico ainda na primavera, antes do pico das infestações. Práticas como a rotação de pastagens e o uso de acaricidas eficientes são fundamentais. “O controle deve ser contínuo, com intervalos de 21 dias, para prevenir a proliferação dos carrapatos”, reforça Vechiato.

Uma solução indicada para o tratamento é o Tacplus Pulverização, da Pearson Saúde Animal. Com o princípio ativo amitraz, o produto combate carrapatos adultos e impede a formação de ovos férteis, contribuindo para a saúde do rebanho e a manutenção da produtividade. Seu uso é recomendado para bovinos a partir de 12 meses e pode ser integrado a uma estratégia mais ampla de manejo.

Adotar medidas preventivas e seguir orientações técnicas são passos essenciais para mitigar os efeitos das infestações e garantir a sustentabilidade da produção pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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