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Estudos da LongPing High-Tech apontam aumento na incidência de Mancha-de-bipolaris nas lavouras

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O Brasil apresenta a 14ª maior produtividade de milho e ainda é considerado o terceiro maior produtor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Só em 2023, a área de milho alcançou cerca de 22 milhões de hectares, com uma produtividade média de 5.900 kg/ha, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entretanto, a intensificação dos cultivos traz consigo novos desafios, como a maior incidência de doenças como ferrugem-polissora, mancha-de-cercóspora, mancha-de-turcicum, complexo de mancha-branca, e, especialmente, a mancha-de-bipolaris.

Doenças como a mancha-de-bipolaris, sendo o Bipolaris spp o agente causal, têm apresentado diferentes espécies em campo, como Bipolaris maydis e Bipolaris zeicola. Ambas apresentam sintomas semelhantes, dificultando a distinção. A B. mandys apresenta lesões foliares longitudinais, não sendo perfeitamente delimitadas pelas nervuras, com coloração que evolui de uma clorose ao marrom-necrótico. Já os sintomas da infecção por B. zeicola são manchas circulares a ovais de cor palha, com aneis concêntricos, ou lesões estreitas e alongadas de cor castanha.

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No intuito de entender as doenças predominantes, o time de Pesquisa e Desenvolvimento da LongPing High-Tech, analisou dados do seu laboratório de Fitopatologia, localizado em Jardinópolis, SP. Na análise, foi notado um aumento significativo nas amostras recebidas, de 61 em 2016 para 676 em 2023, permitindo um mapeamento estratégico das doenças que impactam as lavouras de milho no Brasil. Bipolaris maydis e Bipolaris zeicola representaram 63% e 18% dos resultados de campo, respectivamente.

Especializada em desenvolver soluções avançadas para os desafios agrícolas, a Forseed oferece híbridos tecnológicos que se destacam por sua tolerância às doenças, incluindo a mancha-de-bipolaris. Produtos como o FS552, FS615 e FS575, presentes em seu portfólio, atendem à demanda por resistência genética, tratamento de sementes avançados e tecnologias de cultivo, e ainda representam uma resposta eficaz para preservar a saúde das lavouras e assegurar a continuidade da produção alimentar no Brasil.

A dedicação da Forseed em proporcionar soluções inovadoras e eficazes, aliada à expertise da LongPing High-Tech, demonstra um comprometimento integral em enfrentar os desafios agrícolas, consolidando sua posição como uma parceira essencial para a sustentabilidade do setor no País.

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Fonte: RPMA Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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