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Atual safra da cana-de-açúcar deve ficar em 14 milhões de toneladas em PE

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A atual safra da cana-de-açúcar – que ainda está ocorrendo até a segunda semana de abril – deve chegar a 14 milhões de toneladas em Pernambuco, numa estimativa que levou em conta toda a planta processada até o último dia 29 de fevereiro, de acordo com uma estimativa feita pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE).

Até 29 de fevereiro, foram moídas 12,091 milhões de toneladas de cana-de-açúcar que resultaram na fabricação de 936 mil toneladas de açúcar e 250 milhões de litros de etanol. Caso se confirmem as 14 milhões de toneladas colhidas, serão fabricadas 1,1 milhão de toneladas de açúcar, enquanto a produção de etanol deverá ficar entre 340 milhões de litros e 360 milhões de litro

Na safra passada (2022/2023), foram processadas 14,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, segundo informações do Sindaçúcar-PE. A moagem de 2022/2023 resultou na produção de 995 mil toneladas de açúcar e 363 milhões de litros de etanol. A expectativa é de que na atual safra (23/24), sejam fabricadas 1,1 milhão de toneladas de açúcar e ocorra uma produção de etanol similar a da safra passada (22/23).

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No ano passado, a expectativa era de que na atual safra fossem processadas 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Segundo o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, “o tempo estranho” atrapalhou esta projeção. A cana-de-açúcar precisa de alternância de sol e chuva para se desenvolver. O El Niño de 2023/2024 não provocou estiagem na Zona da Mata de Pernambuco, mas trouxe uma alteração climática. Isso fez com que não ocorressem, em algumas localidades, as chuvas necessárias justamente quando a planta estava germinando e precisava da água pra se desenvolver, o que se refletiu na colheita da planta.

Em Pernambuco, são 13 usinas em funcionamento. As exportações de açúcar na safra passada totalizaram 700 mil toneladas e devem alcançar o mesmo montante na atual moagem. “As exportações têm se mantido forte. Cerca de 65% do açúcar produzido em Pernambuco vai para o exterior”, diz Renato. Na safra passada, os destinos que receberam maiores volumes foram Estados Unidos, México, Canadá, Itália e Holanda.

Safra de cana-de-açúcar no Nordeste

O Norte e Nordeste devem produzir 60 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nesta safra. No Nordeste, a moagem começa em agosto e termina entre março e abril do ano seguinte. Na região, Alagoas é o maior produtor da planta, Pernambuco é o segundo e a Paraíba, o terceiro lugar.

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No ano passado, a previsão era de que, em Alagoas, atual safra chegasse a 21 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, de acordo com uma estimativa feita em setembro último pelo Sindicato da Indústria do Áçucar e do Álcool de Alagoas.

Fonte: Portal Movimento Econômico

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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