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ATeG impulsiona produtividade e gestão na pecuária leiteira de Santa Catarina

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Uma oficina técnica voltada à bovinocultura de leite movimentou recentemente a propriedade da família Rambo, no município de Seara, no oeste de Santa Catarina. A ação foi promovida pelo Sistema Faesc/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), em parceria com o Sindicato Rural local, como parte das atividades da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

O encontro ocorreu na propriedade de Eduardo Rambo e Monalisa Mosconi e reuniu mais de 100 produtores de leite. Durante a programação, os participantes puderam conhecer de perto os resultados alcançados com a implementação da ATeG, além de trocar experiências e aprofundar conhecimentos sobre práticas inovadoras para o setor leiteiro.

Estiveram presentes o presidente do Sindicato Rural de Seara, Valdemar Zanluchi; o supervisor regional do Senar/SC, Helder Jorge Barbosa; o supervisor técnico da ATeG, Fernando da Silveira; técnicos de campo da assistência técnica, produtores atendidos pelo programa, autoridades locais e representantes de entidades convidadas.

Ao destacar o papel da iniciativa, Valdemar Zanluchi reforçou o compromisso da ATeG com a excelência na produção leiteira e ressaltou os benefícios da parceria com o Sistema Faesc/Senar. “Esse serviço gratuito tem cumprido com êxito seu propósito de gerar renda, melhorar a produção e aprimorar a gestão nas propriedades rurais”, afirmou.

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O objetivo do evento foi oferecer atualização técnica sobre a bovinocultura de leite, promovendo a troca de experiências e o compartilhamento de estratégias que possam ser aplicadas nas propriedades dos participantes. Um dos principais destaques foi o impacto positivo da assistência técnica na rentabilidade das propriedades, com melhorias significativas na produtividade e na qualidade do leite.

Caso de sucesso

A trajetória da família Rambo foi apresentada como um exemplo concreto dos resultados da ATeG. As atividades leiteiras tiveram início em 2013, com 12 vacas em lactação e uma produção média de 15 litros por animal, totalizando 180 litros por dia.

Em 2020, a família passou a ser atendida pela ATeG. Ao final do primeiro ano de acompanhamento técnico, já contavam com 31 vacas em lactação, com uma média de 19,25 litros por vaca, alcançando 597 litros diários. Em dezembro de 2024, registraram um recorde de produção: média mensal de 25,29 litros por vaca, com 34 animais em lactação e produção diária de 860 litros.

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Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os números demonstram a importância da ATeG para o desenvolvimento da pecuária leiteira catarinense. “A assistência técnica e gerencial personalizada tem promovido aumento da produtividade, redução de custos, aprimoramento da gestão e profissionalização da atividade. Dessa forma, impulsionamos a inovação, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade no campo, valorizando toda a cadeia produtiva do leite”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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