AGRONEGÓCIO

Arco apresenta cadeia produtiva de cordeiros a mais de 600 profissionais da JBS Swift

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Apresentação da cadeia produtiva para equipe de vendas

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) realizou uma apresentação para cerca de 610 gerentes e subgerentes das lojas da JBS Swift, com o objetivo de mostrar o funcionamento da cadeia produtiva do cordeiro e os diferenciais da carne ovina nacional. O encontro contou com a participação do vice-presidente da Arco, Francisco Fernandes, e do zootecnista Hélio Ricardo, presidente da Câmara Setorial do Estado de São Paulo, que conduziram palestras e apresentações.

Detalhes sobre o sistema de produção e raças

Durante a reunião, foram explicadas as principais etapas do sistema produtivo do cordeiro no Brasil, desde o ciclo reprodutivo até o abate. Fernandes ressaltou a importância de apresentar as fases da gestação, parto, recria, confinamento e abate, destacando os animais mais produtivos e as principais raças voltadas para a produção de carne.

Cortes, diversificação e experiência da Swift

A Arco também compartilhou dados sobre o mercado brasileiro de carne ovina e as possibilidades de diversificação dos cortes. Considerando que a Swift já importa carne ovina do Chile e Uruguai em diferentes formatos, foram apresentados exemplos de produtos como carne moída, hambúrguer, carré em pequenas quantidades e carne temperada para preparo rápido, inclusive em airfryer — assim como ocorre com carnes suína e bovina.

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Perspectivas para valorizar o cordeiro brasileiro

Um dos principais objetivos da JBS Swift, segundo Fernandes, é reduzir a dependência da carne ovina importada, abrindo espaço para valorizar o cordeiro produzido no Brasil. A iniciativa reforça a intenção de fortalecer o mercado interno e ampliar a oferta nacional nas prateleiras.

Visitas técnicas e capacitação contínua

Como proposta de aproximação, a Arco sugeriu visitas técnicas a propriedades associadas em São Paulo, Goiânia (GO) e Brasília (DF), permitindo que os representantes da Swift conheçam de perto os sistemas produtivos. A ideia é capacitar os atendentes para que repassem informações detalhadas sobre a criação e a produção de carne ovina aos consumidores.

Próximos passos e nova rodada de reciclagem

Foi acordada uma nova rodada de capacitação, com participação da Arco e entidades estaduais, para esclarecer dúvidas regionais específicas. Fernandes destacou o sucesso da iniciativa: “Foi uma conversa muito produtiva e, ao final, a Swift confirmou a presença de mais de 600 profissionais acompanhando a apresentação em tempo real.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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