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Bolsonaro pode receber alta hospitalar na sexta-feira após tratamento de pneumonia

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O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar na próxima sexta-feira, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (25) por sua equipe médica. A previsão ocorre após dias de internação para tratamento de pneumonia em Brasília.

Alta hospitalar está prevista para sexta-feira

De acordo com o médico Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, a equipe trabalha com a expectativa de liberação hospitalar até o fim da semana.

A declaração foi dada na entrada do hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado. Segundo o profissional, o ciclo de antibióticos deve ser concluído na quinta-feira, etapa fundamental para a recuperação.

Tratamento foi motivado por pneumonia bacteriana

Bolsonaro foi internado no último dia 13 de março após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana, decorrente de um quadro de broncoaspiração.

Durante o período de internação, a equipe médica monitorou a evolução clínica do ex-presidente, que apresentou melhora progressiva, permitindo a previsão de alta nos próximos dias.

Ambiente domiciliar está sendo preparado

Segundo o médico, a família do ex-presidente já realiza os preparativos necessários para recebê-lo em casa após a alta.

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A medida ocorre em meio à decisão recente do Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, que concedeu prisão domiciliar humanitária por pelo menos 90 dias.

Possibilidade de cirurgia no ombro é avaliada

Durante a internação, Bolsonaro também relatou dores no ombro direito. Exames realizados e avaliação de um ortopedista indicaram a possibilidade de necessidade de cirurgia.

Caso o procedimento seja confirmado, ele deverá ser realizado posteriormente, após a recuperação do quadro respiratório.

Histórico recente inclui prisão e internação

A defesa do ex-presidente solicitou a prisão domiciliar após a internação, argumentando risco à saúde com base em relatórios médicos.

Bolsonaro estava preso preventivamente desde novembro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após descumprimento de medidas judiciais relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

Posteriormente, a prisão foi convertida em definitiva para cumprimento de pena ligada à condenação por tentativa de golpe de Estado, com transferência para unidade prisional em Brasília.

Situação segue sob monitoramento

Mesmo com a previsão de alta, o quadro de saúde do ex-presidente continuará sendo acompanhado de perto pela equipe médica.

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A evolução clínica e eventuais novos procedimentos devem orientar os próximos passos, tanto no tratamento quanto no cumprimento da prisão domiciliar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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