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Aquicultura no Brasil: Desafios e Oportunidades para um Setor em Expansão

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A aquicultura, a criação de peixes em ambientes controlados, está emergindo como uma atividade econômica promissora e sustentável, com significativo potencial para aumentar a renda dos produtores. Esse tema foi amplamente debatido na recente reunião da Comissão Técnica de Aquicultura da Faesp, onde Martinho Colpani Filho, coordenador da comissão, destacou a necessidade de aprimorar a regulamentação e desenvolver arranjos produtivos que integrem toda a cadeia produtiva.

Colpani ressaltou que assegurar a viabilidade econômica da piscicultura é crucial para que os produtores possam realizar investimentos estruturados. Ele também sublinhou a oportunidade de preencher um mercado atualmente dependente de pescados importados, enfatizando a importância de os produtores compreenderem integralmente o processo de criação e comercialização, com especial atenção às indústrias de processamento.

“Existe um potencial muito grande para expandirmos a produção e abastecermos o país com produtos de qualidade. No entanto, é fundamental avançar na regulamentação específica da aquicultura e estabelecer arranjos produtivos que incluam cooperativas, indústrias de processamento, frigoríficos e uma produção robusta. Esses elementos são essenciais para garantir a rentabilidade dos produtores,” afirmou Colpani.

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Durante a reunião, a Comissão discutiu a modernização da legislação que regula a pesca e a produção de pescados em ambientes controlados e incentivou projetos que integrem técnicas de produção, gestão e comercialização, com o suporte do Senar-SP.

Tirso Meirelles, presidente da Faesp, destacou a colaboração com o governo estadual para incluir peixe na merenda escolar, o que não só beneficiará os produtores como também melhorará a alimentação dos estudantes. Esse esforço reforça o compromisso com a aquicultura paulista. Em 2023, São Paulo produziu 69.800 toneladas de pescados, com destaque para a tilápia. O Brasil consolidou-se como o quarto maior produtor mundial da espécie, com crescimento também no mercado local de outras espécies, como o panga.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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