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Apla e ApexBrasil levam 23 empresas brasileiras para a Guatemala

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O Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), por meio do Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, realizam de 11 a 15 de dezembro missão técnica e comercial na Guatemala.

A ação internacional com 23 empresas brasileiras contempla ampla programação com visitas técnicas e encontros comerciais em engenhos e nos principais grupos açucareiros do país. Os fornecedores do Brasil vão ofertar seus produtos, máquinas, equipamentos, serviços e soluções para produção de açúcar, etanol, bioenergia e todos os bioprodutos derivados da cana-de-açúcar.

Importante comprador da tecnologia brasileira voltada para o setor sucroenergético, a Guatemala é o sexto maior exportador de açúcar do mundo, de acordo com a Organização Internacional do Açúcar.

O diretor-executivo do Apla e organizador da missão, Flavio Castellari, avalia o país como um dos mais importantes mercados para os fornecedores brasileiros. “Durante a missão, vamos conhecer mais de nove engenhos com a realização de visitas técnicas e de rodadas de negócios com os nossos participantes mostrando seus portfólios com as mais diversas soluções e tecnologias do Brasil.”

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Na Guatemala, 60% da produção de açúcar é destinada à exportação e os 40% restantes ficam no país para o consumo local, sendo uma das principais atividades econômicas para o país. Em busca da redução de emissões de gases de efeito estufa e da diversificação de fontes de energia, a partir de 2024 a Guatemala vai aderir à mistura obrigatória de 10% do etanol na gasolina em todo o país.

Sobre o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution

Desde 2007, o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution – uma parceria entre o Apla e a ApexBrasil – agrega empresas e instituições públicas e privadas ligadas ao setor sucroenergético, cobrindo a cadeia agroindustrial da cana-de-açúcar desde o desenvolvimento de tecnologias industriais e agrícolas, fabricação de máquinas e equipamentos, ampliação de variedades de cana e prestação de serviços diversos, até a participação efetiva no desenvolvimento e estruturação de mercados.

Diversas ações são realizadas pelo Brazil Sugarcane, com destaque para o Projeto de Promoção Comercial de Exportações dos Equipamentos, Produtos e Serviços das Empresas do Setor Sucroenergético que, em parceria com a ApexBrasil, realiza rodadas de negócios em diversos países e participações em feiras, conferências e encontros com especialistas do setor, como por exemplo, o Ethanol Talks e a Datagro Conferences. No Projeto Comprador e Imagem, o Apla e a ApexBrasil organizam receptivo de interessados no mercado sucroenergético nacional, fomentando e ampliando o comércio exterior.

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As empresas brasileiras interessadas em integrar-se ao projeto setorial devem ser vinculadas ao setor sucroenergético e apresentar um portfólio de produtos, serviços ou soluções com potencial exportador. Entre em contato pelo www.portalapla.org.br.

Fonte: ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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