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Alunos de Cuiabá desenvolvem trabalhos com argila, desenhos e cultura indígena

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Uma série de trabalhos artísticos produzidos com argila, areia, tinta, lápis coloridos, desenhos em cartolinas e hábitos da cultura indígena, produzidos por crianças de 3 a 5 anos, foram apresentados na quinta-feira (11) pelos estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Juarez Alves Sodré, localizada na Rua João Carlos Pereira Leite, no bairro Araés.

Para incentivar a aprendizagem e a capacidade de produção artística, a equipe de professores fez uma convergência de todos os materiais oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação (SME). Uma das exposições de trabalho está relacionada à parceria com a cooperativa Sicredi.

Trata-se de um projeto com o intuito de desenvolver, em sala de aula, a autonomia, a cooperação e a cidadania entre crianças na construção de conhecimento, por meio de projetos estudantis destinados a promover maior pesquisa e debate em torno de temas sociais.

Os alunos também produziram artes a partir da exploração dos materiais do sistema “Contagie”, que agrega propostas de escrita, desenhos, parcerias com a família, releitura de obras de arte e identificação de elementos da natureza.

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Também foram apresentados trabalhos do projeto Sapicuá, que incentiva a leitura, a educação patrimonial e a cultura local para crianças e educadores, além de formar professores para trabalhar com a literatura de Mato Grosso.

A diretora da escola, Neuvacy Tibaldi, explica que a ideia de agregar trabalhos surgiu com a proposta de trabalhar e expandir o conceito das crianças sobre o que é arte.

“Nossa proposta foi estimular a criatividade, o pensamento crítico, a inteligência emocional e social. Isso ajuda a melhorar o desempenho acadêmico em outras disciplinas, além de despertar a sensibilidade e a capacidade de inovação”, explica.

A professora Jackeline Noronha elogiou a entrega dos alunos e o comparecimento expressivo dos pais para conhecer os trabalhos de arte produzidos pelos filhos. “Isso enche nós, professores, de orgulho. É a união da aprendizagem da escola com a boa formação familiar que forma boas pessoas”, ressalta.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural terá maior subvenção e Zarc Níveis de Manejo é ampliado para soja e milho safrinha

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O governo federal aprovou a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) e o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural, reforçando os incentivos à adoção de boas práticas agrícolas. A medida, publicada no Diário Oficial da União, amplia o projeto piloto para novas regiões e culturas, com foco na safra 2026/2027.

A iniciativa, coordenada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, passa a contemplar a cultura da soja nos estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, além da inclusão inédita do milho segunda safra no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

Subvenção maior premia melhor manejo

A principal mudança está no aumento do percentual de subvenção ao prêmio do seguro rural para produtores que adotam níveis mais avançados de manejo do solo.

Para a soja, os percentuais definidos para a safra 2026/2027 são:

  • 20% para o Nível de Manejo 1 (NM1)
  • 30% para o NM2
  • 35% para o NM3
  • 40% para o NM4

Os índices representam um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao piloto anterior, especialmente nos níveis mais elevados de manejo.

Já para o milho segunda safra, incluído pela primeira vez no ZarcNM, os incentivos são ainda mais robustos:

  • 40% para NM1
  • 45% para NM2
  • 50% para NM3 e NM4
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O modelo reforça a lógica de premiar produtores que investem em práticas que melhoram a qualidade do solo e reduzem riscos produtivos.

Recursos e alcance do programa

Nesta fase piloto, o ZarcNM segue restrito ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a safra 2026/2027, serão destinados R$ 1 milhão para a soja e R$ 1 milhão para o milho.

Apesar da redução em relação ao ciclo anterior — quando R$ 8 milhões foram disponibilizados para a soja no Paraná — a expectativa é de maior eficiência na utilização dos recursos.

Com base na experiência anterior, quando cerca de 2.096 hectares foram segurados, a estimativa é de que o novo orçamento permita a cobertura de até 10 mil hectares na próxima safra, considerando o avanço da adesão ao modelo.

Nova metodologia muda avaliação de risco

O ZarcNM representa uma evolução do zoneamento tradicional ao incorporar, além de fatores climáticos, o impacto direto do manejo agrícola na produtividade.

Enquanto o modelo convencional considera clima, tipo de solo e ciclo da cultura, a nova metodologia passa a incluir indicadores objetivos de manejo, especialmente relacionados à capacidade de retenção de água no solo.

Na prática, quanto melhor o manejo adotado pelo produtor, menor o risco hídrico e, consequentemente, menor a probabilidade de perdas por estiagem.

Essa abordagem marca uma mudança estrutural na forma de avaliar riscos agrícolas no Brasil, alinhando tecnologia, sustentabilidade e gestão produtiva.

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Pesquisa e inovação impulsionam o modelo

Os avanços do ZarcNM estão sendo discutidos na 9ª Reunião da Rede Zarc, realizada em Brasília, com a participação de cerca de 100 pesquisadores de 34 unidades da Embrapa, além de representantes do setor produtivo, instituições financeiras, seguradoras e órgãos governamentais.

Entre os temas em debate estão a evolução metodológica do zoneamento, sistemas de monitoramento, análise de dados e a expansão do modelo para outras culturas.

A expectativa é que, com o amadurecimento do projeto, o ZarcNM se consolide como uma ferramenta estratégica para a gestão de riscos no agronegócio brasileiro, incentivando práticas mais eficientes e sustentáveis no campo.

Perspectivas para o produtor

Com maior subvenção e ampliação de cobertura, o novo modelo tende a estimular a adesão ao seguro rural e fortalecer a cultura de gestão de risco no campo.

Ao vincular benefícios financeiros à qualidade do manejo, o ZarcNM cria um ambiente mais favorável à produtividade sustentável, ao mesmo tempo em que reduz a exposição do produtor a eventos climáticos adversos.

A tendência é que o programa ganhe escala nos próximos anos, consolidando-se como um dos pilares da política agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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