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China registra aumento de 18% nas importações de soja em abril, alcançando recorde para o mês

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As importações de soja pela China cresceram 18% em abril de 2024 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando um volume total de 8,57 milhões de toneladas. Este é o maior número já registrado para o mês, conforme dados divulgados pela Administração Geral de Alfândega da China nesta quinta-feira. O aumento nas importações ocorre em um cenário de preços mais baixos da soja brasileira e disponibilidade abundante, devido ao fim da temporada de colheita no Brasil.

Apesar do aumento em abril, o volume total de importações de soja pela China entre janeiro e abril foi de 27,15 milhões de toneladas, uma queda de 2,9% em relação ao mesmo período de 2023. O crescimento em abril foi impulsionado por uma maior demanda por farelo de soja para ração animal, como resultado de melhores margens de lucro para fazendas de suínos, segundo um analista de uma trading agrícola chinesa com sede em Xangai, que preferiu permanecer anônimo.

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Os compradores chineses optaram por soja do Brasil devido ao preço mais acessível, destacou Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures. De acordo com Liu, a soja brasileira para entrega na China entre junho e agosto está custando entre USD 505 e USD 518 por tonelada, com base no custo e no frete, enquanto os embarques do Golfo do México, nos Estados Unidos, para o mesmo período, estão sendo cotados em USD 536 por tonelada.

Liu espera que as importações de soja pela China cheguem a uma média de 11 milhões de toneladas em maio e junho. No entanto, ele ressalta que chuvas torrenciais e inundações no Rio Grande do Sul, segundo maior estado produtor de soja no Brasil, têm afetado os estágios finais da colheita e dificultado o transporte para os portos, criando incertezas sobre o fornecimento global e impactando os preços futuros da soja em Chicago.

Enquanto o Brasil amplia seu domínio no mercado chinês, as exportações de soja dos Estados Unidos para a China têm diminuído ao longo dos anos. Agora, os exportadores americanos também enfrentam maior concorrência da Argentina, terceiro maior produtor global de soja, que deve aumentar suas exportações em 2024.

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Além da soja, as importações chinesas de óleos vegetais em abril foram de 494.000 toneladas, uma queda de 17,7% em comparação com o mês anterior, segundo os dados da alfândega. O mercado global de sementes oleaginosas continua a evoluir, com o Brasil consolidando sua posição como principal fornecedor para a China e os Estados Unidos enfrentando maior competição.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado no Brasil, mas fundamentos globais apontam cenário mais favorável para os preços

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O mercado brasileiro de arroz continua operando em ritmo lento, com baixa liquidez e poucas referências de preços, refletindo a cautela de produtores e compradores diante de um cenário ainda marcado pelo excesso de oferta e pela necessidade de ampliar as exportações. Apesar das dificuldades no mercado interno, indicadores internacionais começam a sinalizar fundamentos mais positivos para o setor no médio prazo.

Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente segue sem fatores capazes de provocar mudanças significativas na dinâmica entre oferta e demanda, mantendo os agentes à espera de sinais mais consistentes para a tomada de decisões comerciais.

“O sentimento predominante continua sendo de espera, tanto por parte dos vendedores quanto dos compradores”, destaca o analista e consultor Evandro Oliveira.

Escoamento dos excedentes continua sendo principal desafio

Após a conclusão da colheita, o setor arrozeiro concentra atenções na necessidade de reduzir os estoques acumulados. O volume disponível no mercado doméstico permanece elevado, aumentando a dependência do comércio exterior para equilibrar a oferta.

Embora as exportações sigam ocorrendo, o ritmo dos embarques ainda está abaixo do necessário para promover uma redução significativa da disponibilidade física do cereal.

Na avaliação dos especialistas, o desempenho das vendas externas será determinante para a recuperação dos preços e para o equilíbrio do mercado nos próximos meses.

Dólar mais fraco reduz competitividade do arroz brasileiro

Outro fator que tem limitado o avanço do setor é o comportamento do câmbio. Após um período de valorização, o dólar perdeu força nas últimas semanas e voltou a operar próximo da faixa de R$ 5,00.

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A movimentação reduz a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional, uma vez que diminui a atratividade das exportações e enfraquece a paridade de exportação.

Em um momento em que o setor depende fortemente da ampliação dos embarques para absorver os excedentes da safra, o recuo da moeda norte-americana representa um desafio adicional para a cadeia produtiva.

Relatório do USDA fortalece perspectiva altista para o mercado global

Enquanto o mercado doméstico enfrenta dificuldades, o cenário internacional apresenta sinais mais construtivos para os próximos meses.

O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões importantes para o balanço global do arroz, indicando um aperto gradual na oferta mundial.

Entre os principais destaques estão:

  • Redução de 3,53 milhões de toneladas na produção global de arroz beneficiado;
  • Corte de 1,51 milhão de hectares na área cultivada mundial;
  • Diminuição dos estoques finais globais;
  • Manutenção do consumo mundial em níveis recordes.

Os números reforçam a percepção de que o mercado internacional poderá operar com menor folga entre oferta e demanda durante a temporada 2025/26.

Embora os estoques globais ainda sejam considerados confortáveis, a redução observada em relação aos últimos ciclos fortalece a expectativa de um ambiente mais favorável para a sustentação dos preços internacionais.

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Preços continuam pressionados no Rio Grande do Sul

Mesmo diante dos sinais positivos no mercado externo, os preços do arroz seguem pressionados no principal estado produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a última quinta-feira cotada a R$ 58,79.

O valor representa:

  • Queda de 0,37% em relação à semana anterior;
  • Recuo de 3,54% na comparação mensal;
  • Desvalorização de 13,03% frente ao mesmo período de 2025.

Os números refletem a dificuldade do mercado em absorver a oferta disponível e a necessidade de uma aceleração das exportações para que ocorra uma recuperação mais consistente das cotações.

Perspectiva para o setor

A expectativa dos agentes do mercado é de que a combinação entre redução da oferta mundial, estoques globais menores e consumo crescente possa criar um ambiente mais favorável para o arroz nos próximos meses.

Entretanto, a recuperação dos preços no Brasil continuará diretamente ligada ao desempenho das exportações, ao comportamento do câmbio e à capacidade de escoamento dos excedentes da safra.

Enquanto esses fatores não apresentarem mudanças mais significativas, o mercado deverá permanecer operando com baixa liquidez, negociações pontuais e forte atenção aos movimentos do cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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