AGRONEGÓCIO
Alta do diesel pressiona importações e encarece logística no Brasil; especialistas apontam 5 estratégias para proteger margens
Publicado em
21 de maio de 2026por
Da Redação
A alta recente dos combustíveis voltou a pressionar a cadeia de importações no Brasil e já provoca impacto direto nos custos logísticos de empresas que dependem do transporte rodoviário. O aumento do diesel e da gasolina encarece frete, armazenagem e distribuição, reduz a previsibilidade financeira e pressiona as margens em diferentes setores da economia.
Em abril, a Petrobras anunciou reajuste médio de 6,3% no preço do diesel para as distribuidoras, movimento que tende a se espalhar rapidamente por toda a cadeia de transporte e logística. Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), cerca de 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, o que amplia o efeito imediato de qualquer variação no preço do combustível.
De acordo com Murillo Oliveira, especialista em investimentos e estruturação financeira internacional e Head of Treasury da Saygo, o impacto vai muito além do custo direto do combustível.
“Quando o combustível sobe, a empresa não paga apenas mais caro pelo transporte. Ela absorve aumento em armazenagem, distribuição, prazo de entrega e capital de giro. Muitas vezes a margem desaparece sem que o empresário perceba imediatamente”, afirma o executivo.
Impacto da alta do diesel atinge toda a cadeia de importação
Para empresas importadoras, o cenário é ainda mais sensível. Após a chegada da mercadoria aos portos, os produtos seguem por transporte rodoviário até centros de distribuição, indústrias ou pontos de venda. Nesse percurso interno, o aumento do frete pode elevar significativamente o custo final da operação.
Segundo Oliveira, muitas companhias ainda concentram sua análise apenas em variáveis como câmbio e impostos, ignorando o peso da logística doméstica na formação de preço.
“Há empresas olhando apenas dólar e imposto, quando parte relevante da perda está na logística interna”, destaca.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo Transportes segue entre os principais vetores de inflação no país, reforçando o impacto estrutural do setor sobre toda a cadeia produtiva.
Empresas precisam revisar estratégia logística e financeira
Diante do cenário de combustíveis mais caros, especialistas apontam que empresas importadoras precisam rever imediatamente seus modelos de operação, incluindo contratos logísticos, planejamento financeiro e estrutura de distribuição.
Segundo Murillo Oliveira, o combustível deve ser tratado como variável estratégica dentro da gestão empresarial.
“Quem importa de forma recorrente precisa tratar combustível como variável estratégica. Esperar o fechamento do mês para descobrir o impacto já é tarde”, alerta.
O especialista também destaca que há espaço para ganho de competitividade entre empresas que adotam gestão mais eficiente de custos e logística.
Cinco decisões estratégicas para proteger margens em cenário de alta do diesel
Murillo Oliveira aponta cinco medidas essenciais para reduzir o impacto da alta dos combustíveis e preservar a rentabilidade das operações:
1. Revisão de contratos logísticos
Empresas devem renegociar tabelas de frete, cláusulas de reajuste e volumes mínimos. Muitos contratos foram firmados em um cenário de custos diferente do atual.
2. Redesenho de rotas e centros de distribuição
A otimização de trajetos e a consolidação de cargas podem reduzir quilômetros rodados e diminuir significativamente o consumo de diesel.
3. Integração entre compras e tesouraria
A gestão de importações precisa integrar logística, fluxo de caixa e câmbio, evitando decisões isoladas que aumentam o custo final da operação.
4. Antecipação de repasses de preços
A negociação prévia com clientes e distribuidores ajuda a reduzir o impacto de choques de custos repentinos, preservando margens.
5. Uso de inteligência de dados na logística
O monitoramento contínuo de fretes, prazos e custos por região permite ajustes rápidos e maior controle da rentabilidade operacional.
Eficiência operacional se torna diferencial competitivo
Oliveira também alerta para um erro recorrente entre importadores: a escolha de fornecedores baseada apenas no menor preço FOB, sem considerar o custo total até o destino final.
“Às vezes a mercadoria parece barata na origem, mas chega cara ao estoque. O empresário precisa olhar o custo posto, não só o preço inicial”, explica.
Apesar do cenário de pressão nos custos, o especialista avalia que o momento também cria oportunidades para empresas mais organizadas ampliarem participação de mercado. Companhias que investem em eficiência logística, gestão de dados e planejamento integrado tendem a sofrer menos impactos e responder mais rapidamente às mudanças de preços.
“Em momentos de alta, eficiência operacional vira vantagem competitiva real”, conclui Murillo Oliveira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cachaça mineira movimenta mais de R$ 624 milhões e consolida Minas Gerais como líder nacional do setor
Published
10 minutos agoon
21 de maio de 2026By
Da Redação
Minas Gerais segue ampliando sua liderança na produção de cachaça no Brasil e reforçando a importância econômica e cultural da bebida para o agronegócio estadual. No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou um panorama atualizado do setor, revelando que a cadeia produtiva movimentou R$ 624,7 milhões em 2025.
Os números consolidam a força da cachaça mineira dentro e fora do país, além de evidenciar o crescimento da atividade em geração de renda, arrecadação e empregos formais.
De acordo com a Seapa, o estudo apresenta informações estratégicas sobre produção, mercado, exportações e desempenho econômico da cadeia produtiva. O material também reforça o papel da bebida como patrimônio cultural e ativo relevante para a expansão do agronegócio mineiro no mercado internacional.
Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, um dos principais destaques do levantamento é o avanço das vendas para fora de Minas Gerais. Atualmente, 54% do faturamento da cachaça mineira já vem do mercado interestadual e das exportações, demonstrando a crescente inserção do produto em novos mercados consumidores.
Além do faturamento expressivo, o setor também tem forte impacto na arrecadação estadual. Em 2025, a cadeia produtiva gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, fortalecendo a contribuição da atividade para a economia mineira.
Minas concentra 40% dos produtores de cachaça do Brasil
O levantamento confirma que Minas Gerais permanece como o principal polo produtor de cachaça do país. O estado reúne 501 estabelecimentos formais registrados, número que representa cerca de 40% de todas as unidades produtoras do Brasil.
A ampla presença da atividade em diferentes regiões mineiras evidencia a tradição histórica da produção artesanal e industrial da bebida, além da importância da cadeia para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendimentos rurais.
A distribuição da produção também fortalece economias regionais, impulsionando o turismo rural, a gastronomia típica e a valorização de produtos de origem mineira.
Exportações avançam e ampliam presença internacional
O mercado externo também vem ganhando relevância para o setor. Segundo a Seapa, a cachaça produzida em Minas Gerais ampliou sua presença internacional em 2025, com destaque para exportações destinadas ao Uruguai, Estados Unidos e Itália.
Os três países concentram parcela significativa das vendas externas da bebida e reforçam o potencial da cachaça como produto estratégico para a internacionalização do agro mineiro.
A expansão internacional acompanha o aumento da valorização da cachaça premium e artesanal no exterior, especialmente em mercados que buscam bebidas destiladas com identidade regional, tradição e produção diferenciada.
Setor amplia geração de empregos e fortalece produção artesanal
Outro ponto destacado no levantamento é o crescimento dos empregos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar. O setor mantém trajetória positiva nos últimos anos, refletindo o aumento da produção, da formalização e da demanda por produtos de maior valor agregado.
Com dados consolidados e análise detalhada, o panorama divulgado pela Seapa reforça a importância da cadeia produtiva da cachaça para Minas Gerais, tanto na geração de renda quanto na valorização da cultura regional e no fortalecimento do agronegócio brasileiro.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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