AGRONEGÓCIO

Cuiabá recebe doses da vacina contra o vírus da broquiolite e outras doenças respiratórias

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta semana a distribuição das doses da nova vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes. O imunizante, que protege contra os tipos A e B do vírus, já está sendo enviado às 68 Unidades de Saúde da Família (USFs), fortalecendo a estratégia municipal de prevenção às doenças respiratórias.

O VSR é, hoje, um dos principais responsáveis por bronquiolite e pneumonias em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. No Brasil, o impacto do vírus é significativo: só em 2024 foram registrados 27.037 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por VSR, representando 31% dos casos de SRAG com identificação de vírus respiratórios. As crianças menores de dois anos foram as mais atingidas, com destaque para os bebês de 0 a 6 meses, que concentraram 15.702 casos no período.

Em 2025, até a semana epidemiológica 32, o cenário se repetiu: já são 38.595 casos de SRAG por VSR, sendo 81% em crianças menores de dois anos. Somente entre bebês de até 6 meses foram registrados 20.719 casos, além de 162 óbitos nessa faixa etária.

Leia Também:  Ibrafe: Racionamento de Feijão é Desnecessário, Garante Associação

Esses números reforçam a importância da vacinação materna, que tem como objetivo principal proteger os bebês nos primeiros meses de vida — período em que o risco de complicações respiratórias é maior.

Quem pode tomar a vacina

  • A vacina é exclusivamente indicada para gestantes, sem restrição de idade materna.

  • A recomendação é clara: uma dose única por gestação, aplicada a partir de 28 semanas.

A vacina contra VSR é fornecida em frasco com pó liofilizado e diluente. Após a reconstituição, deve ser aplicada por via intramuscular (músculo deltóide). A administração precisa ocorrer imediatamente após a diluição, em até quatro horas.

Todas as salas de vacinação foram orientadas sobre o preparo adequado, os cuidados antes e depois da aplicação e o registro da dose no sistema oficial.

As 68 USFs já iniciaram o recebimento das doses, garantindo cobertura em todas as regiões da cidade.

A vacinação busca reduzir complicações em recém-nascidos, prevenindo bronquiolite, pneumonia e outros quadros graves causados pelo VSR — especialmente frequentes no período de maior circulação do vírus.

Leia Também:  Itaqui lidera exportações de soja e impulsiona economia no Arco Norte

Orientações às gestantes

  • Estar com 28 semanas ou mais no dia da aplicação.

  • Evitar vacinar-se em caso de febre ou quadro infeccioso agudo.

  • Em situações de distúrbios de coagulação, a aplicação deve ser feita com cautela.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação é segura, eficaz e essencial para proteger os bebês durante os primeiros meses de vida, período em que estão mais vulneráveis.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

Published

on

A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

Leia Também:  Itaqui lidera exportações de soja e impulsiona economia no Arco Norte
Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

Leia Também:  Exportação de Tabaco Pode Ultrapassar US$ 3 Bilhões em 2024
Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA