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Agronegócio Paulista Registra Crescimento de 5,8% em 2024 e Superávit Histórico de US$ 25 Bilhões

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O agronegócio do estado de São Paulo alcançou um crescimento de 5,8% em 2024, atingindo um superávit recorde de US$ 25 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado, nesta segunda-feira (13), por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

As exportações do setor somaram US$ 30,64 bilhões, representando um aumento de 6,8% em relação ao ano anterior. Já as importações do agronegócio paulista totalizaram US$ 5,65 bilhões, com crescimento de 11,9% em comparação a 2023. Em termos de participação, as exportações do agronegócio paulista corresponderam a 43,2% do total exportado pelo estado, enquanto as importações do setor representaram 7,4%.

No contexto da balança comercial de São Paulo, excluindo o agronegócio, os embarques do estado somaram US$ 40,27 bilhões em 2024, enquanto as importações atingiram US$ 70,19 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 29,92 bilhões. A Secretaria de Agricultura destaca que, sem o desempenho positivo do agronegócio, o déficit seria ainda maior, evidenciando a importância do setor para a balança comercial paulista.

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O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, ressaltou que, em 2025, o estado de São Paulo deve se consolidar como a maior potência agroambiental do Brasil. Ele também mencionou a solicitação de R$ 1 bilhão em financiamento ao Banco Mundial para o programa “Microbacias III”, que será analisado pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex). “O governo paulista investirá ainda mais em políticas públicas, como irrigação, crédito e seguro rural, regularização ambiental e fundiária, incentivando a produção de alimentos para abastecer o País e preços competitivos no mercado internacional”, afirmou Piai.

Principais Produtos Exportados Pelo Agronegócio Paulista

Em 2024, o complexo sucroalcooleiro foi o principal responsável pelas exportações do agronegócio paulista, representando 40,1% do total, com receitas de R$ 74,16 bilhões. Deste valor, o açúcar correspondeu a 93%, enquanto o etanol representou 7%.

O setor de carnes ocupou a segunda posição, com 11,6% de participação, totalizando R$ 21,52 bilhões em exportações, sendo a carne bovina responsável por 84,2% desse montante.

Os produtos florestais ficaram em terceiro lugar, com 10,2% de participação e receitas de R$ 18,93 bilhões. A celulose foi o principal item exportado, representando 54,9% desse valor, seguida pelo papel com 37,4%.

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Os sucos, principalmente o suco de laranja, representaram 9,6% das exportações paulistas, somando R$ 17,78 bilhões, com o suco de laranja dominando o segmento com 98,1% das exportações.

O complexo soja, com R$ 13,68 bilhões, respondeu por 7,4% das exportações, com a soja em grão representando 78,9% desse total.

Por fim, o café, tradicionalmente importante no estado, ocupou a sexta posição, com vendas de R$ 7,71 bilhões, sendo 71% desse valor composto por café verde e 24,8% por café solúvel. Os cinco principais grupos de produtos exportados representam 78,9% do total exportado pelo agronegócio paulista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana

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A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.

A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.

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No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.

Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.

O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

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O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.

Fonte: Pensar Agro

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