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Produtividade de soja da Frísia aumenta quase 10% na safra 2024/2025

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Crescimento na produtividade da soja

A produção de soja dos cooperados da Frísia na safra 2024/2025 alcançou 4.450 kg por hectare no Paraná e 3.800 kg por hectare no Tocantins, representando um aumento de cerca de 10% em relação à safra anterior. A cooperativa, que completa 100 anos em 2025, é a mais antiga do Paraná e a segunda do Brasil, contando com aproximadamente 1,1 mil cooperados e 1,2 mil colaboradores.

Investimentos em inovação e infraestrutura

O presidente da Frísia, Geraldo Slob, atribui o desempenho ao conjunto de ações que visam otimizar recursos, reduzir custos e ampliar o potencial produtivo. Segundo ele, o crescimento é resultado da combinação entre investimento em tecnologia, pesquisa e condições climáticas favoráveis.

Recentemente, a cooperativa investiu R$ 53,7 milhões em melhorias, incluindo um novo escritório de insumos em Carambeí (PR), barracões climatizados nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Ponta Grossa e Tibagi (PR), além de obras nos armazéns e secadores em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins.

Desempenho geral e presença regional

Em 2024, a Frísia registrou faturamento de R$ 5,79 bilhões, produzindo 362,2 milhões de litros de leite; 826,8 mil toneladas de grãos; 93 mil toneladas de produção florestal; e 27,9 mil toneladas de carne suína. A cooperativa conta com 12 unidades no Paraná e duas no Tocantins.

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Celebrações do centenário

Com foco no aniversário de 100 anos, a Frísia lançou em 2020 o planejamento estratégico “Rumo aos 100 anos”, que orientou suas ações recentes. Em 2024, foi promovido um concurso fotográfico entre cooperados e colaboradores para celebrar o legado da cooperativa.

Entre as atividades comemorativas previstas para 2025 estão a exposição no Palácio Iguaçu, o Dia da Família para cooperados e colaboradores, além da Corrida e Caminhada 100 Anos Frísia, marcada para 24 de agosto no Parque Histórico de Carambeí.

Em fevereiro, a cooperativa lançou o livro “Histórias que contam a história”, com 100 crônicas sobre momentos importantes da Frísia. Também foi inaugurada a “Galeria dos Presidentes”, que homenageia os diretores-presidentes ao longo do século de atuação.

Origem e trajetória da cooperativa

Fundada em 1911, a Frísia teve início com famílias holandesas que se estabeleceram nos Campos Gerais do Paraná, motivadas por um plano de colonização ligado à Brazil Railway Company. O contrato de trabalho incluía casa, bois, vacas leiteiras, sementes e adubo.

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Em 1925, essas famílias fundaram a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Lacticínios, com sete sócios e produção inicial de 700 litros de leite por dia — hoje, essa é a quantidade produzida por minuto.

Em 1928, surgiu a marca Batavo. Com a chegada de novos imigrantes a partir de 1943, a cooperativa expandiu suas atividades, introduzindo mecanização e melhoramento genético, importando gado holandês puro, que tornou a região referência em produtividade.

Em 1954, foi criada a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. (CCLPL), que incorporou a marca Batavo. A CCLPL evoluiu para Batávia S.A em 1997 e, após mudanças societárias, a Frísia retomou a industrialização em 2011 com a inauguração da Central de Processamento de Leite Frísia.

Em 2015, a Batavo Cooperativa Agroindustrial mudou sua denominação para Frísia Cooperativa Agroindustrial e, em 2016, expandiu suas operações para o Tocantins, inaugurando seu primeiro entreposto fora do Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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