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Mercado da Soja: Preços em Queda em Chicago Após Relatório Morno do USDA e Tensões na Guerra Comercial

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Os preços da soja apresentam um novo recuo nesta quarta-feira (12) na Bolsa de Chicago, dando continuidade às perdas observadas na sessão anterior, em função de um relatório considerado morno pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Por volta das 7h20 (horário de Brasília), as cotações registravam uma queda superior a 4 pontos, com o contrato para março sendo negociado a US$ 10,38 por bushel, enquanto o de julho era cotado a US$ 10,71 por bushel.

Após a divulgação do boletim, o foco do mercado volta-se para a guerra comercial em uma nova fase, com ênfase nas relações comerciais entre China e Estados Unidos. Além disso, as condições climáticas na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina, também são observadas com atenção para o andamento da safra 2024/25. Consultorias privadas já começaram a revisar suas estimativas de produção, reduzindo as projeções, enquanto o USDA manteve sua previsão inalterada, de 169 milhões de toneladas.

A Pátria Agronegócios, por exemplo, revisou sua previsão para 165,78 milhões de toneladas, o que representa uma redução de quase 2 milhões de toneladas em relação à última estimativa.

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Além disso, o mercado continua atento à escassez de soja na China e à forma como o país asiático planeja fazer suas aquisições para repor seus estoques. Outros produtos também apresentam movimento de queda, como o farelo e o óleo de soja, além do milho. Em contrapartida, o trigo registra uma alta de 1% na CBOT nesta manhã.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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