AGRONEGÓCIO

Agroconsult reduz previsão para safra de soja do Brasil a 153,8 mi t

Publicado em

A Agroconsult apontou as condições climáticas extremas, que trouxeram calor e seca excessivos para Estados como Mato Grosso e chuvas excessivas no sul do Brasil, como justificativa para a redução de suas projeções iniciais da safra.

Em novembro do ano passado, a consultoria tinha expectativas muito melhores para a colheita da soja, prevendo uma produção de 161,6 milhões de toneladas para a safra atual, o que teria marcado um novo recorde para o Brasil.

Em dezembro, a consultoria reduziu a previsão para 158,8 milhões de toneladas, mas não tinha divulgado o número publicamente até agora.

O Brasil colheu 159,7 milhões de toneladas de soja no ciclo anterior, segundo dados da Agroconsult.

Os agricultores brasileiros foram forçados a replantar áreas recordes de soja nesta temporada devido às intempéries, disse Andre Debastiani, da Agroconsult, em entrevista coletiva.

Ele disse que os produtores replantaram uma área estimada igual a 2,9 milhões de hectares, representando 6,4% do total dos campos de soja do Brasil.

Leia Também:  Em abril, IBGE prevê safra de 299,6 milhões de toneladas para 2024

Este ano, a expedição da Agroconsult visitará o Mato Grosso duas vezes para avaliar as condições de campo no maior Estado agrícola do país, já que o padrão climático do El Niño afetou os campos de diferentes maneiras.

Devido ao clima excepcionalmente quente, a produtividade da soja em Mato Grosso cairá para 52,5 sacas por hectare, em média, de 63,8 sacas por hectare na temporada 2022/2023, mostraram dados da Agroconsult.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Superpopulação de bicudo-do-algodoeiro é grave ameaça à atual safra de algodão

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Bom Retiro Agronegócio Enfrenta Desafios Climáticos com Inovação em Microbiologia do Solo

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA