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Agro paulista cresce em 2025 com liderança de carnes e café no Valor da Produção Agropecuária

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O agronegócio paulista registrou forte avanço em 2025, com destaque para os segmentos de carnes e café, que lideraram o crescimento do Valor da Produção Agropecuária (VPA) do Estado de São Paulo. Segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o VPA paulista atingiu R$ 174,6 bilhões no período.

O indicador mede a riqueza gerada pela agropecuária paulista com base no volume produzido e nos preços recebidos pelos produtores rurais. Entre os dez principais produtos do ranking estadual, sete apresentaram crescimento em 2025: carne bovina, carne de frango, café beneficiado, soja, ovos, leite e milho.

Carne bovina lidera avanço do agro paulista

A carne bovina foi o principal motor de crescimento do VPA paulista em 2025. O segmento adicionou R$ 6,31 bilhões ao resultado estadual, impulsionado pelo aumento da produção e pela valorização dos preços médios.

De acordo com o levantamento, a produção avançou 12,94%, enquanto os preços médios subiram 17,97% no período. O desempenho reflete o fortalecimento da demanda interna e o crescimento das exportações brasileiras de carne bovina.

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destacou a competitividade do agro paulista no mercado internacional.

“São Paulo reúne tecnologia, produtividade, sanidade e um produtor rural altamente profissionalizado. O agro paulista continua demonstrando capacidade de competir nos mercados mais exigentes do mundo, gerando renda, fortalecendo exportações e movimentando a economia regional”, afirmou.

Café paulista registra forte valorização

Outro grande destaque do ano foi o café beneficiado, que acrescentou R$ 3,63 bilhões ao VPA estadual. O principal fator para o crescimento foi a expressiva valorização dos preços médios, que avançaram 60,39% em 2025.

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Segundo Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola e um dos responsáveis pelo estudo, os cafeicultores paulistas foram beneficiados pela combinação entre preços elevados e alta produtividade das lavouras.

“O desempenho dos cafezais paulistas, com produtividade acima da média nacional, proporcionou uma capitalização inédita ao setor e colocou o café entre os principais destaques do VPA 2025”, explicou o pesquisador.

Proteínas animais mantêm desempenho positivo

Além da carne bovina, outras cadeias de proteína animal também apresentaram crescimento relevante no agro paulista.

A carne de frango registrou avanço de 9,36% no VPA, alcançando R$ 14,6 bilhões, resultado sustentado pelo aumento simultâneo da produção e dos preços médios.

Já a carne suína apresentou crescimento de 9,47%, totalizando R$ 2,66 bilhões em valor de produção no Estado.

Soja e milho reforçam crescimento do agro em São Paulo

Na agricultura, soja e milho tiveram participação importante na expansão do Valor da Produção Agropecuária paulista em 2025.

Com crescimento superior a 15% na produção, os dois grãos adicionaram juntos R$ 2,06 bilhões ao VPA estadual, reforçando o papel estratégico das commodities agrícolas na economia paulista.

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Outras culturas também apresentaram resultados expressivos. O tomate para mesa atingiu R$ 3,16 bilhões em valor de produção, com crescimento de 19,42%, impulsionado pela alta dos preços e pelo aumento da oferta.

Já o eucalipto, incorporado recentemente ao cálculo do indicador, somou R$ 2,94 bilhões, com expansão sustentada pelo avanço da produção florestal no Estado.

VPA é referência econômica do agro paulista

Elaborado há mais de 70 anos, o Valor da Produção Agropecuária é considerado um dos principais indicadores econômicos do agronegócio paulista.

O levantamento permite acompanhar o desempenho das principais cadeias produtivas do Estado, além de medir a capacidade do setor em gerar emprego, renda e desenvolvimento regional em São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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