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Exportações de açúcar crescem nos portos brasileiros, apesar de queda na receita média diária

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O mercado de açúcar brasileiro registra avanço no volume de embarques nos portos, segundo dados da agência marítima Williams Brasil. A semana encerrada em 14 de maio mostrou crescimento significativo na programação de navios e no volume de carga agendado para exportação. Apesar desse aumento logístico, a receita média diária e o preço médio da tonelada apresentaram queda em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Aumento na programação de embarques

Na segunda semana de maio, 86 navios estavam programados para embarcar açúcar nos portos do Brasil, contra 64 na semana anterior (encerrada em 7 de maio). O levantamento da Williams Brasil indica que foram agendadas 3,519 milhões de toneladas de açúcar para exportação, aumento expressivo em relação às 2,484 milhões de toneladas da semana anterior.

Portos com maior movimentação

O Porto de Santos (SP) lidera os embarques, com previsão de carregamento de 2.358.930 toneladas. Na sequência, aparecem:

  • Paranaguá (PR) – 864.328 toneladas
  • Maceió (AL) – 88.756 toneladas
  • Imbituba (SC) – 74.000 toneladas
  • São Sebastião (SP) – 64.935 toneladas
  • Recife (PE) – 32.300 toneladas
  • Itajaí (SC) – 20.000 toneladas
  • Suape (PE) – 16.262 toneladas
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A análise da agência considera embarcações já ancoradas, à espera de atracação ou com previsão de chegada até 24 de junho.

Tipos de açúcar a serem exportados

Do total programado, a maior parte da carga é composta por açúcar VHP, com 3.321.749 toneladas. As demais variedades incluem:

  • Refinado A45 – 85.500 toneladas
  • Cristal B150 – 76.000 toneladas
  • TBC – 36.262 toneladas
Receita e volume de exportações em queda

Segundo a Secex, a receita média diária com as exportações de açúcar e melaços em maio (até o dia 10, com 6 dias úteis) foi de US$ 37,336 milhões, com um volume médio diário de 37,335 mil toneladas.

No acumulado de maio, o Brasil exportou 507.142 toneladas de açúcar, gerando uma receita total de US$ 224,01 milhões, com preço médio de US$ 441,70 por tonelada.

Comparação com 2024

Em comparação com os resultados de maio de 2024:

  • Receita média diária caiu 43,7%, frente aos US$ 66,354 milhões registrados no ano anterior.
  • Volume médio diário embarcado caiu 36,8%, comparado às 133,965 mil toneladas do mesmo mês de 2024.
  • Preço médio por tonelada teve retração de 11%, ante os US$ 496,30 praticados há um ano.
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Apesar do aumento na movimentação portuária e do volume programado para embarque, o mercado ainda sente os efeitos da redução na demanda e nos preços internacionais, refletindo diretamente nos ganhos com as exportações do açúcar brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conectividade no campo cresce 15% e acelera avanço da agricultura digital no Brasil

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A conectividade no campo brasileiro avançou de forma expressiva nos últimos anos e já se consolida como um dos principais pilares da transformação digital do agronegócio. Dados da Anatel e do Ministério das Comunicações mostram que 82,8% dos municípios brasileiros registraram melhora nos indicadores de conectividade no último ano, refletindo diretamente no ambiente rural.

Nas áreas agrícolas, o crescimento também chama atenção. Levantamento realizado pela ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa aponta que a área agricultável conectada no Brasil saltou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025, avanço de aproximadamente 15 pontos percentuais.

O movimento acompanha a crescente demanda do setor por tecnologias como agricultura de precisão, sensores inteligentes, telemetria em tempo real e operação de máquinas autônomas.

Digitalização rural pode movimentar US$ 500 bilhões até 2030

A expansão da infraestrutura digital no campo ganhou ainda mais relevância diante das projeções internacionais para o setor. Estudo da McKinsey & Company estima que a conectividade rural poderá gerar impacto superior a US$ 500 bilhões no Produto Interno Bruto global até 2030.

Segundo o relatório, somente o mercado ligado à operação online de máquinas autônomas pode alcançar US$ 60 bilhões nos próximos anos, impulsionado pela automação agrícola e pela integração de dados em tempo real.

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Para especialistas do setor, a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar papel estratégico na gestão das propriedades rurais.

Telemetria, drones e IA ampliam demanda por redes robustas

De acordo com Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, o avanço tecnológico no agro exige redes cada vez mais estáveis e de alta capacidade.

“O campo vive uma transformação acelerada, em que drones, irrigação inteligente, sensores IoT e sistemas de telemetria dependem de transmissão contínua de dados. Sem conectividade adequada, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, afirma o executivo.

A adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial também intensifica a necessidade de estabilidade de sinal, principalmente em propriedades que operam equipamentos autônomos e plataformas integradas de monitoramento.

Relevo e distância ainda desafiam expansão da conectividade rural

Apesar da evolução dos indicadores, a cobertura em áreas rurais ainda enfrenta obstáculos importantes. Regiões afastadas, propriedades extensas e topografias acidentadas dificultam a entrega de sinal estável pelas redes tradicionais de telecomunicações.

Nesse cenário, soluções personalizadas de conectividade vêm ganhando espaço no agronegócio. A LOViZ desenvolveu o sistema Agro Connect, voltado à implantação de redes adaptadas às características geográficas e operacionais de cada propriedade.

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Segundo a empresa, o objetivo é garantir baixa latência e estabilidade para aplicações ligadas à automação, sensores inteligentes e inteligência artificial no campo.

Internet no campo também melhora qualidade de vida e retenção de mão de obra

Além dos ganhos de produtividade, a expansão da banda larga rural também traz impactos sociais relevantes. O acesso à internet de alta performance melhora a comunicação, o acesso à educação e os serviços digitais nas propriedades rurais.

Especialistas destacam ainda que a conectividade contribui para retenção de talentos no campo, um dos desafios enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro.

Com o avanço da agricultura digital, a expectativa do mercado é que a infraestrutura de conectividade se torne um diferencial competitivo decisivo para o setor nos próximos anos, sustentando o crescimento da automação, da inteligência operacional e da gestão baseada em dados no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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