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AGRO: Departamento Técnico da Cocari traça panorama da soja 2023/24 no Paraná

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Paraná Alto – Na região do Paraná Alto, as colheitas de soja tiveram início no mês de janeiro e estão se aproximando de 30% colhido, em média, com regiões mais avançadas e outras menos, de acordo com as épocas de plantio. “Acreditamos que as colheitas se encerrem no final do mês de março. Algumas microrregiões dentro da regional estão com produtividades um pouco abaixo do esperado, devido à falta de chuva e altas temperaturas que a cultura sofreu em fases importantes do seu desenvolvimento”, aponta o supervisor do Detec, Fabio Ribeiro.

Janela de plantio – “Por outro lado, a região está com excelente janela de plantio e clima favorável para o milho segunda safra, que vem avançando de forma acelerada, conforme vão ocorrendo as colheitas da soja”, enfatiza.

Atenção – Outro ponto requer atenção. “Os produtores devem ficar atentos com os controles de pragas iniciais da cultura do milho, com destaque, principalmente, para o percevejo, pois nesse momento ficamos no campo, com a soja em fase final e o milho em fase inicial, então ocorre uma forte migração dessas pragas para essa cultura em início de desenvolvimento”, alerta Fabio Ribeiro.

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Paraná Baixo – Na região do Paraná Baixo, algumas áreas estão com mais de 60% colhidas. Outras, mais atrasadas, com 20% da área. “A característica dessa safra são as chuvas ‘de mancha’. Dentro do mesmo município tem região que está com lavouras com alto potencial produtivo e outras não”, destaca o supervisor do Detec na região, Rodrigo Rombaldi.

Adiantamento – Ele explica que a falta de chuva durante o período de enchimento de grãos resultou no adiantamento de ciclo para algumas cultivares. Já para as unidades mais atrasadas, como Marilândia do Sul, Jandaia do Sul e Cambira, as expectativas são boas.

Campos Gerais – Em Campos Gerais, a soja colhida na regional não chega a 10%. A previsão é de intensificação das colheitas a partir do final de fevereiro. “A soja sofreu um pouco no estágio de enchimento de grãos, devido ao estresse hídrico. Tivemos cerca de 15 dias com falta de chuva, o que deve impactar na produtividade em cerca de 15%”, esclarece o supervisor do Detec de Campo Gerais, Alison Fabri.

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Fonte: Assessoria de Imprensa Cocari

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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