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Agritech projeta crescimento de 10% nas vendas em 2026 e desafia cenário de retração no setor de máquinas agrícolas

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Agritech mantém ritmo de crescimento acima da média do setor

Enquanto o mercado de máquinas agrícolas projeta um avanço moderado em 2026, a Agritech se destaca ao prever um aumento de 10% nas vendas de tratores voltados à agricultura familiar.

A estimativa contrasta com o desempenho mais contido do setor, que deve crescer 3,4%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Demanda por mecanização impulsiona agricultura familiar

O otimismo da empresa está diretamente ligado à crescente busca por mecanização entre pequenos produtores, movimento que vem sendo estimulado pelo acesso facilitado ao crédito rural.

De acordo com o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, a ampliação das linhas de financiamento tem sido essencial para sustentar a demanda.

“A linha Pronaf Mais Alimentos, com juros de 2,5% ao ano e financiamento de até R$ 100 mil, vem viabilizando a aquisição de tratores e microtratores por agricultores familiares”, explica o executivo.

Portfólio diversificado e foco em novos lançamentos

O desempenho da Agritech também é sustentado pela expansão do portfólio de produtos, que hoje reúne mais de 49 versões do modelo 1155, o mais comercializado pela empresa.

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Além disso, o lançamento do trator 1185 Fruteiro reforça a estratégia de atender nichos específicos da produção agrícola, como a fruticultura, oferecendo máquinas compactas com alta potência e eficiência operacional.

Microtratores registram alta expressiva em 2025

No segmento de microtratores, a Agritech registrou um crescimento de 96% nas vendas em 2025, reflexo direto da procura por soluções de menor custo e maior produtividade no campo.

Esses resultados mostram que a mecanização de baixo investimento continua sendo uma das principais apostas da empresa para fortalecer a agricultura familiar e aumentar a eficiência das pequenas propriedades.

Plano Safra e crédito rural garantem previsibilidade ao produtor

Oliveira também destacou o papel do Plano Safra 2025/2026, que deve liberar 63% dos recursos ainda no primeiro semestre de 2026, garantindo maior previsibilidade ao produtor rural.

“Essa liberação antecipada dos recursos contribui para o planejamento de investimentos, especialmente em culturas como café, frutas e hortaliças, que dependem de equipamentos adaptados às suas necessidades”, afirma.

Cenário econômico traz desafios, mas perspectivas seguem positivas

Apesar dos bons resultados, a Agritech reconhece que o setor enfrenta obstáculos importantes.

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Segundo o executivo, juros elevados, custos de produção e a estabilidade das commodities podem limitar o ritmo de mecanização em 2026. Além disso, o ano eleitoral tende a gerar cautela no ambiente de negócios.

Mesmo diante desses desafios, mantemos uma expectativa positiva para o ano, apoiados na confiança dos produtores e na consolidação do crédito rural”, conclui Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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