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Agricultura Familiar Marca Presença na 35ª Edição da Feira Nacional de Artesanato em Belo Horizonte

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A 35ª edição da Feira Nacional de Artesanato, que acontece de 4 a 8 de dezembro no Expominas, em Belo Horizonte, promete ser uma vitrine para a diversidade e riqueza da agricultura familiar. Com a participação de mais de 3 mil expositores, o evento destaca produtos como cafés especiais, cachaças, queijos e peças de artesanato, permitindo que os visitantes apreciem e adquiram produtos típicos de Minas Gerais.

A coordenadora técnica estadual de Turismo e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Moura Garcia, destaca que, este ano, a entidade estará presente em dois estandes: um institucional da empresa, com foco na plataforma de comercialização on-line ÉdoCampo, e outro dedicado aos produtos dos Vales de Minas. “A Emater-MG leva uma variedade de produtos da agricultura familiar, promovendo a comercialização e o fortalecimento da economia local”, explica Garcia.

Para os agricultores e artesãos, a Feira Nacional de Artesanato é uma oportunidade única de divulgar seu trabalho. Luciene Santos Mota, produtora de café orgânico em Pedralva, no sul de Minas Gerais, é uma das participantes. Ela comercializa o Luci Café Orgânico na plataforma ÉdoCampo e está entusiasmada com a participação no evento. “Estamos muito felizes com o convite para expor nosso café artesanal em Belo Horizonte. Eu e meu filho, que me acompanha há anos, levaremos nosso produto para milhares de pessoas”, compartilha Luciene.

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O artesão Cristiano da Glória Rodrigues, conhecido como Cristiano Pinhões, também estará presente com suas peças de barro, que representam não apenas funcionalidade, mas a cultura e a história da Comunidade Quilombola dos Pinhões, em Santa Luzia. Para ele, a feira é uma chance de divulgar sua arte e ampliar os negócios. “Este é um momento importante para conhecer novas pessoas e culturas, como uma Copa do Mundo para os artesãos. É uma excelente oportunidade para agregar valor aos nossos produtos”, afirma Cristiano.

De acordo com Garcia, 16 expositores foram selecionados a partir de indicações das unidades da Emater nas diferentes regiões do estado. A escolha foi feita em colaboração com as prefeituras, com foco na participação de agricultores e artesãos da região dos Vales de Minas, como os do Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce e proximidades do Rio São Francisco.

O evento, que promete atrair mais de 100 mil visitantes ao longo de seus cinco dias de programação, é considerado de grande importância tanto para a comercialização quanto para o networking entre produtores, artesãos e o público. “Além da oportunidade de venda, a feira proporciona um ambiente propício para a troca de experiências e expansão de negócios”, destaca Garcia.

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A feira estará aberta para visitação das 14h às 22h de quarta a sexta-feira e das 10h às 22h no sábado e domingo. Mais informações podem ser consultadas no site oficial do evento: www.feiranacionaldeartesanato.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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