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Aditivos tecnológicos melhoram competitividade dos suinocultores brasileiros

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Estratégias nutricionais inovadoras são ferramentas importantes de suporte aos suinocultores para driblar os desafios do setor, tanto sanitários quanto financeiros, e torná-los cada vez mais competitivos no mercado. “Como a margem de erro financeiro dentro da produção de suínos está cada vez menor, o uso dos aditivos tecnológicos constitui um diferencial. Essas soluções proporcionam eficiência alimentar e produtiva, com a possibilidade de utilização de matérias-primas alternativas que reduzem custos ao mesmo tempo que favorecem o sistema imune dos animais”, destaca a médica veterinária Sarah Antunes, gerente de vendas da Alltech.

A especialista ressalta que o Brasil é um dos únicos países livres das doenças que acarretam maior mortalidade a nível mundial, como PSA (Peste Suína Africana), que afeta China e Europa; PRRS (síndrome respiratória e reprodutiva dos suínos), com maior incidência nos EUA; e PED (diarreia epidêmica dos suínos), que impacta principalmente EUA e México. “Somos o quarto maior produtor e quarto maior exportador de carne suína. Continuar com as medidas de biosseguridade é de extrema importância para manter os mercados, já que aproximadamente 23% da nossa produção é exportada, principalmente para a Ásia, que é nosso maior comprador e passa por maior desafio sanitário”, aponta Sarah.

O último relatório do Rabobank sobre carne suína global mostra que Europa e Ásia preveem estabilização na produção em 2024, enquanto no Brasil é esperado um aumento de produção em torno de 3 a 4% este ano. Se confirmada essa projeção, será um novo recorde nacional. Nas exportações de carne suína, o banco também estima mais um patamar histórico neste ano. “O consumo interno terá importante relevância também no mercado de carnes, considerando que já em 2023 observou-se um incremento de consumo de carne suína, que chegou a 21 kg per capita”, observa a gerente da Alltech.

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Eficiência produtiva

Segundo ela, como a tendência é que o custo de produção se mantenha alto, os produtores precisam ser extremamente eficientes para se manterem competitivos. “Nosso desafio é produzir mais, melhor, com menos recursos, de forma mais sustentável e mais tecnológica”, sintetiza a gerente de vendas. Pioneira em nutrigenômica (estudo dos efeitos da nutrição sobre os genes), a Alltech inaugurou o primeiro centro de pesquisas de sua classe em 2008, em Lexington, EUA. Fruto do investimento em pesquisas científicas e desenvolvimento de soluções nutricionais, a Alltech oferece várias tecnologias inovadoras.

Soluções voltadas à saúde intestinal, como prebióticos, probióticos e ácidos orgânicos, proporcionam um equilíbrio da microbiota, contribuindo para a menor incidência de diarreia, otimizam a conversão alimentar e, consequentemente, potencializam o desempenho. “Quando falamos sobre eficiência produtiva e adequações sanitárias às exigências do mercado externo, tecnologias que favorecem o sistema imune, maximizando ganho de peso, como o Actigen®, são aliadas dos produtores”, detalha a veterinária.

A empresa também oferece fontes de alta biodisponibilidade de minerais para alavancar o desempenho. “Com a utilização dos minerais orgânicos, temos uma garantia maior em absorção desses nutrientes, o que favorece melhores respostas na sanidade, na reprodução e em índices zootécnicos”, ressalta Sarah. Estudo publicado na Animal Feed Science and Technology por J. Chen e colaboradores demonstrou que as matrizes suínas às quais foi fornecido Sel-PlexTM, uma levedura enriquecida com selênio, tiveram maior atividade antioxidante no plasma sanguíneo e no leite, além de maior número de leitões desmamados, em comparação às matrizes que receberam selenito de sódio. “Esse ajuste preciso da dieta com os minerais na forma orgânica resulta em alta produtividade e rentabilidade. Além disso, reduz significativamente a excreção ao meio ambiente”, observa.

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Com o alinhamento desses pontos ao manejo, ambiência, genética e bem-estar animal, os resultados serão significativos, o que impacta diretamente na segurança do alimento que chega às nossas mesas. De acordo com a veterinária, esse conjunto de cuidados proporciona um alimento seguro, livre de resíduos tóxicos, antimicrobianos, micotoxinas e microrganismos. “O uso das tecnologias nutricionais inovadoras se integra à visão da saúde única, ou seja, podemos cuidar da saúde animal mantendo a saúde do meio ambiente, que se reflete na sustentabilidade, e beneficia a saúde humana, com um alimento de qualidade e seguro”, conclui.

Fonte: Centro de Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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