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Mercado de Carnes: Preços do Boi Gordo, Suíno Vivo e Frango Mostram Variações no Início de Dezembro

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Os preços do boi gordo começaram o mês de dezembro com um leve recuo, após a expressiva alta de 10,47% registrada em novembro. O Indicador CEPEA/B3, que acompanha o valor da arroba, fechou a segunda-feira (2) em R$ 351,80, com uma leve queda de 0,04% em relação ao dia anterior. Embora a desvalorização tenha sido pequena, o mercado continua sustentado devido ao aumento acumulado no mês passado. Em dólares, o preço da arroba ficou em US$ 57,98, refletindo a leve desvalorização no mercado interno. Esse equilíbrio de preços é atribuído à oferta ajustada e à demanda firme, fatores que impulsionaram o mercado em novembro. Com o início de dezembro, o setor monitora de perto o comportamento do consumo interno e das exportações, que podem exercer pressão nos preços nas próximas semanas.

No Estado de São Paulo, o preço médio a prazo do boi gordo manteve-se estável no primeiro dia útil de dezembro, alcançando R$ 355,08, conforme dados do CEPEA. Em novembro, o indicador registrou uma alta de 10,42%, refletindo a firmeza no mercado durante o mês. O Prêmio Médio de Pagamento (PMP), que ajusta os prazos e juros, foi de 10,44% no dia 2 de dezembro, indicando um pequeno ajuste em relação ao mês anterior. O mercado segue atento ao comportamento da oferta, demanda e ao custo de produção, além das exportações, que podem impactar a trajetória dos preços nas próximas semanas.

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Já o mercado do suíno vivo iniciou dezembro com variações regionais nos preços. De acordo com o levantamento do CEPEA/ESALQ, Minas Gerais registrou queda de 1,17%, com o preço médio de R$ 10,14/kg, enquanto em Santa Catarina, a retração foi mais leve, de 0,10%, com o preço médio de R$ 9,71/kg. No Paraná, os preços subiram 0,30%, alcançando R$ 9,87/kg, enquanto em São Paulo e Rio Grande do Sul os preços permaneceram estáveis em R$ 10,14/kg e R$ 9,48/kg, respectivamente. As oscilações regionais refletem o ajuste entre oferta e demanda, influenciado tanto pelo consumo interno quanto pelas dinâmicas logísticas. Com a aproximação das festas de fim de ano, espera-se novas movimentações, especialmente nas regiões onde os preços se mantiveram estáveis.

No mercado de carcaça suína especial, após uma alta significativa de 10,11% em novembro, o preço médio do produto no atacado da Grande São Paulo iniciou dezembro com leve retração, registrando R$ 15,13/kg, uma queda de 0,07% em relação ao final de novembro. Apesar dessa leve queda, os preços continuam próximos aos níveis recordes, refletindo a força do setor nos últimos meses. O comportamento da demanda nas semanas que antecedem as festas de fim de ano será monitorado de perto, uma vez que essa época costuma ser favorável ao consumo de proteína animal.

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Por fim, o mercado de frango inteiro e seus cortes também apresenta variações. Embora tenha havido uma recuperação nos preços em 2024, o preço médio da carne de frango in natura exportada ainda é inferior ao registrado no ano anterior, com o frango inteiro apresentando uma queda de cerca de 8% nos primeiros 10 meses de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. No caso dos cortes de frango, a queda foi mais moderada, de aproximadamente 1,5%, refletindo uma recuperação após o baixo desempenho de 2023. A diferença de preço entre os cortes e o frango inteiro, que em 2021 chegou a ser superior em quase 7%, caiu para 4,77% nos primeiros meses de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Descoberta de novas espécies de minhocas em sistemas integrados reforça sustentabilidade no agro brasileiro

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Pesquisadores identificaram duas novas espécies de minhocas nativas brasileiras em áreas de sistemas integrados de produção na Embrapa Pecuária Sudeste, reforçando a importância de práticas agrícolas sustentáveis para a conservação da biodiversidade do solo.

A descoberta ocorreu na Fazenda Canchim, em São Carlos, e foi publicada na revista científica internacional Zootaxa, em artigo assinado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, Embrapa Florestas e Universidade Federal do Paraná.

As espécies identificadas são a Fimoscolex bernardii e a Glossoscolex canchim, pertencentes à família Glossoscolecidae, típica de solos tropicais da América do Sul.

Sistemas integrados ajudam a preservar biodiversidade do solo

As novas espécies foram encontradas em áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Integração Lavoura-Pecuária (ILP), pastagens intensivas e lavouras sob plantio direto.

Segundo os pesquisadores, a presença dessas minhocas nativas demonstra que sistemas produtivos sustentáveis conseguem manter processos biológicos essenciais ao equilíbrio ambiental e à fertilidade do solo.

O pesquisador George Brown explica que as minhocas são consideradas importantes bioindicadoras da qualidade ambiental.

De acordo com ele, espécies nativas normalmente estão associadas a ambientes menos degradados, enquanto espécies exóticas tendem a dominar solos altamente perturbados pelo manejo intensivo.

Minhocas são fundamentais para fertilidade e produtividade agrícola

As minhocas desempenham papel estratégico no funcionamento dos ecossistemas agrícolas. Elas atuam na abertura de canais no solo, incorporação de matéria orgânica, transporte de microrganismos e reciclagem de nutrientes.

Esses processos contribuem diretamente para melhorias físicas, químicas e biológicas do solo, favorecendo a retenção de água, aeração, fertilidade e produtividade das culturas agrícolas.

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Para a pesquisadora Marie Luise Carolina Bartz, a descoberta reforça que é possível unir produção agropecuária e conservação ambiental.

Segundo ela, práticas como plantio direto e sistemas integrados ajudam a preservar organismos essenciais para a saúde do solo e aumentam a resiliência produtiva das propriedades rurais no longo prazo.

Pesquisa fortalece estudos sobre ILPF e manejo sustentável

Os estudos começaram em 2018, quando equipes da Embrapa e universidades passaram a avaliar os impactos dos sistemas integrados sobre a qualidade do solo e as populações de minhocas na Fazenda Canchim.

O pesquisador Alberto Bernardi destaca que os levantamentos ampliaram o conhecimento técnico sobre os sistemas ILPF, ILP e Integração Pecuária-Floresta (IPF).

Segundo ele, os resultados ajudam produtores e técnicos a compreender melhor os benefícios dos modelos integrados para sustentabilidade, conservação ambiental e produtividade agropecuária.

A pesquisa também mostrou aumento da abundância tanto de espécies nativas quanto exóticas em áreas manejadas sob sistemas integrados, indicando condições favoráveis à manutenção da biodiversidade edáfica.

Novas espécies foram encontradas até em áreas agrícolas intensivas

Um dos aspectos considerados mais relevantes pelos cientistas foi o fato de as novas espécies terem sido identificadas também em áreas intensamente manejadas.

A espécie Fimoscolex bernardii foi encontrada inclusive em lavouras anuais conduzidas sob sistema de plantio direto, evidenciando o potencial conservacionista desse modelo produtivo.

Segundo os pesquisadores, sistemas sustentáveis promovem maior aporte de carbono no solo, ampliam a diversidade biológica e melhoram as propriedades químicas, físicas e microbiológicas do ambiente agrícola.

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Descoberta amplia conhecimento sobre fauna do solo no Brasil

O Brasil possui uma das maiores diversidades de minhocas do mundo, com cerca de 336 espécies oficialmente descritas. No entanto, pesquisadores estimam que mais de 1.400 espécies possam existir no país.

A região de São Carlos, localizada na transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, é considerada estratégica para estudos ambientais devido à elevada diversidade ecológica e à intensa atividade agropecuária.

Os pesquisadores ressaltam que a fauna de minhocas nativas ainda é pouco conhecida, especialmente no Cerrado, tornando fundamentais os estudos sobre biodiversidade em sistemas produtivos.

Espécies homenageiam pesquisador e Fazenda Canchim

A espécie Fimoscolex bernardii recebeu esse nome em homenagem ao pesquisador Alberto Bernardi, referência em estudos sobre sistemas integrados de produção na Embrapa.

Já a espécie Glossoscolex canchim faz referência à árvore Canchim (Pachystroma longifolium), típica da Mata Atlântica e que também inspirou o nome da raça bovina Canchim e da Fazenda Canchim, onde os organismos foram encontrados.

Os espécimes coletados estão depositados na Coleção Fritz Müller de Oligoquetas da Embrapa Florestas, com exemplares enviados também ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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