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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com preocupação climática na Índia, mas preços recuam no mercado brasileiro

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O mercado internacional do açúcar encerrou a terça-feira (16) em alta nas principais bolsas globais, impulsionado pelas preocupações com as condições climáticas na Índia e pelos riscos que o clima pode trazer para a produção mundial nos próximos meses. Apesar da valorização externa, os preços do açúcar e do etanol voltaram a recuar no mercado brasileiro, refletindo a maior oferta e a cautela dos compradores.

A recuperação das cotações ocorreu em um cenário de monitoramento constante das condições climáticas em grandes produtores mundiais, especialmente Índia, Tailândia e Brasil, países que desempenham papel fundamental no abastecimento global da commodity.

Açúcar bruto avança em Nova York

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em campo positivo.

O contrato com vencimento em julho de 2026 avançou 0,14 ponto e encerrou o pregão cotado a 13,82 centavos de dólar por libra-peso. Já o vencimento outubro de 2026 registrou valorização de 0,12 ponto, fechando a 14,31 centavos por libra-peso.

O contrato março de 2027 também acompanhou o movimento de alta, subindo 0,13 ponto e encerrando a sessão a 15,18 centavos por libra-peso. Os demais vencimentos registraram ganhos semelhantes.

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Açúcar branco também sobe em Londres

Na ICE Futures Europe, referência para o açúcar branco, o movimento foi igualmente positivo.

O contrato agosto de 2026 avançou US$ 7,50 por tonelada, fechando a US$ 449,90. Já o vencimento outubro de 2026 subiu US$ 6,10, encerrando o dia a US$ 440,50 por tonelada.

O contrato dezembro de 2026 registrou alta de US$ 5,00 e fechou cotado a US$ 435,80 por tonelada. As demais posições também encerraram a sessão com valorização.

Mercado brasileiro segue pressionado pela oferta

Enquanto as bolsas internacionais reagiram ao cenário climático, o mercado físico brasileiro continuou operando sob pressão.

De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, o açúcar cristal branco comercializado no estado de São Paulo foi negociado a R$ 92,10 por saca de 50 quilos, registrando queda de 1,63% em relação ao dia anterior.

Com o novo recuo, o indicador acumula desvalorização de 0,97% ao longo de junho, refletindo a maior disponibilidade de produto e o ritmo mais lento das negociações entre usinas e compradores.

Etanol hidratado também recua em São Paulo

O mercado de biocombustíveis seguiu a mesma tendência observada no açúcar.

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Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.340,00 por metro cúbico, com retração de 0,23% frente ao fechamento anterior.

No acumulado de junho, a queda já chega a 0,49%, acompanhando o movimento de acomodação dos preços observado no mercado doméstico.

Clima na Índia e possível influência do El Niño sustentam mercado

Analistas seguem atentos ao desenvolvimento das monções na Índia, um dos maiores produtores globais de açúcar. O déficit de chuvas registrado em algumas regiões produtoras tem elevado as preocupações sobre o potencial produtivo da próxima safra.

Além disso, o mercado acompanha os possíveis impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño. A possibilidade de alterações no regime de chuvas em importantes países produtores pode comprometer a produtividade e reduzir a oferta global nos próximos ciclos.

Diante desse cenário, as bolsas internacionais encontram suporte nas incertezas climáticas, enquanto o mercado brasileiro continua influenciado pelo aumento da disponibilidade de açúcar e etanol durante o pico da safra do Centro-Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Coamo reúne mil produtores em Dourados e reforça difusão de tecnologia para culturas de inverno

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A Coamo Agroindustrial Cooperativa promoveu nos dias 9 e 10 de junho a terceira edição do Encontro de Inverno de Dourados, em Mato Grosso do Sul, reunindo cerca de mil cooperados em sua estação de pesquisa. O evento teve como foco a transferência de tecnologia, a apresentação de resultados de pesquisas e a discussão de estratégias para o manejo das culturas de inverno na região.

A programação contou com cinco estações técnicas voltadas aos principais desafios do sistema produtivo regional, além de uma palestra sobre climatologia, abordando os impactos das condições climáticas sobre a agricultura e as perspectivas para as próximas safras.

Fazenda Experimental fortalece pesquisa e assistência técnica

O encontro reforçou a importância da Fazenda Experimental da Coamo como centro de geração e disseminação de conhecimento para os produtores rurais. O espaço tem sido utilizado para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas, validação de tecnologias e demonstração de práticas agronômicas adaptadas às condições da região.

Segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, a estrutura representa um importante avanço para os cooperados do Mato Grosso do Sul.

“É uma satisfação realizar mais uma edição desse evento. A Fazenda Experimental nasceu de um projeto que era um sonho para a cooperativa e para os produtores da região, e hoje se consolida como uma ferramenta importante para a evolução da agricultura”, destacou.

Conhecimento aplicado ao dia a dia do produtor

Durante os dois dias de atividades, os participantes tiveram acesso a informações práticas desenvolvidas pela equipe técnica da cooperativa e por empresas parceiras, com foco em soluções que possam ser incorporadas diretamente ao sistema produtivo das propriedades.

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O produtor rural Tiago Dal Bosco, cooperado em Laguna Carapã (MS), acompanha o evento desde sua primeira edição e destaca a relevância do conteúdo apresentado.

Segundo ele, o encontro oferece informações técnicas de forma objetiva e aplicada, permitindo que os participantes levem para suas propriedades conhecimentos importantes para a tomada de decisão no campo.

Manejo, produtividade e clima no centro dos debates

De acordo com o gerente de Assistência Técnica da Coamo, Marcelo Sumiya, a proposta é transformar os encontros técnicos em uma atividade permanente dentro da rotina dos cooperados.

A programação é estruturada para abordar temas relacionados aos sistemas de produção predominantes na área de atuação da cooperativa, abrangendo Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Os conteúdos apresentados incluem manejo de culturas, tecnologias de produção, conservação de solo, nutrição de plantas, proteção de cultivos e estratégias para enfrentar os desafios climáticos que impactam a agricultura brasileira.

“O objetivo é que o cooperado enxergue o encontro como uma extensão da unidade de atendimento da cooperativa, incorporando essa agenda técnica ao seu planejamento anual”, explicou Sumiya.

Próximo encontro será em Campo Mourão

A Coamo já prepara a realização de mais uma edição dos tradicionais encontros técnicos, desta vez em Campo Mourão (PR), entre os dias 23 e 25 de junho.

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A expectativa é reunir cooperados do Paraná e de Santa Catarina para uma programação semelhante à realizada em Dourados, incluindo apresentações técnicas, resultados de pesquisas conduzidas pela cooperativa e palestras sobre tendências climáticas para o agronegócio.

A iniciativa faz parte da estratégia da Coamo de fortalecer a assistência técnica e ampliar o acesso dos produtores às inovações que contribuem para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da rentabilidade das propriedades rurais.

Transferência de tecnologia impulsiona competitividade no campo

Em um cenário cada vez mais desafiador para a produção agrícola, eventos técnicos como o Encontro de Inverno ganham relevância por aproximar pesquisa, inovação e prática de campo.

Ao promover a troca de experiências e a atualização tecnológica dos cooperados, a Coamo reforça seu papel no desenvolvimento da agricultura regional e na busca por sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e preparados para os desafios do mercado e do clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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