AGRONEGÓCIO

Açúcar começa semana em alta com incertezas sobre clima; etanol tem queda de 2,45%

Publicado em

Os contratos futuros do açúcar começaram a semana com alta nas principais bolsas de valores internacionais, refletindo as incertezas em torno dos impactos do clima na safra de cana-de-açúcar no Brasil, líder mundial na produção da commodity. Analistas consultados pela Reuters apontaram o clima seco na região Centro-Sul do Brasil como um fator potencial para a redução dos rendimentos da safra 2024/25.

Em Nova York, na ICE Futures, o contrato para maio de 2024 fechou a 19,80 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 7 pontos, ou 0,4%, em comparação com os preços de sexta-feira. Já o contrato para julho de 2024 subiu 11 pontos, chegando a 19,61 centavos por libra-peso. Os outros lotes também apresentaram alta, variando entre 12 e 15 pontos.

No mercado de Londres, a ICE Futures Europe também registrou ganhos em todos os lotes do açúcar branco. O contrato para agosto de 2024 fechou a US$ 570,40 por tonelada, uma valorização de 6,90 dólares ou 1,2% em relação à sessão anterior. O contrato para outubro de 2024 subiu 7,30 dólares, negociado a US$ 552,60 por tonelada. As outras telas registraram altas entre 2,70 e 5,30 dólares.

Leia Também:  Insumos biológicos podem contribuir para lavouras mais produtivas e seguras na safrinha de milho

Enquanto o mercado internacional do açúcar mostrou tendência de alta, o mercado doméstico apresentou uma leve queda. O Indicador Cepea/Esalq, da USP, para o açúcar cristal apontou uma desvalorização de 1,38% na segunda-feira, com a saca de 50 quilos sendo negociada a R$ 148,22, em comparação com R$ 150,29 na sexta-feira. No mês, o indicador ainda acumula uma variação positiva de 1,88%.

Em relação ao etanol hidratado, o Indicador Diário Paulínia registrou uma queda pelo quinto dia consecutivo. Na segunda-feira, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.429,00 por metro cúbico, uma queda de 2,45% em relação ao valor de R$ 2.490,00 por metro cúbico praticado na última sexta-feira.

Com as condições climáticas no Brasil ainda incertas e seus impactos na safra de cana-de-açúcar sendo avaliados, os mercados permanecem atentos ao desenvolvimento da safra e à influência desses fatores nos preços futuros do açúcar e do etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Monte Carmelo recebe evento global sobre café regenerativo e sustentabilidade na cafeicultura

Published

on

Monte Carmelo (MG) será palco, no dia 10 de junho, de um dos principais encontros da cafeicultura brasileira em 2026. A 3ª Jornada: “O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo” vai reunir produtores, pesquisadores, lideranças do setor, instituições internacionais e especialistas em sustentabilidade, inovação e gestão do agronegócio.

O evento coloca em debate o papel da cafeicultura regenerativa como resposta aos desafios climáticos, econômicos e produtivos, com foco na geração de valor, resiliência das lavouras e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.

Sustentabilidade e competitividade no centro das discussões

A Jornada é promovida pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer), pelo Sebrae Minas, pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e pelo Conselho Nacional do Café (CNC).

O foco central das discussões será a transição para modelos regenerativos de produção, com ênfase na melhoria da saúde do solo, aumento da resiliência climática, captura de carbono e agregação de valor ao café brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Para o presidente da monteCCer, Francisco Sérgio de Assis, o tema já se consolidou como uma exigência do mercado global.

“O café regenerativo já não é uma discussão do futuro distante. Ele redefine produtividade, qualidade e acesso a mercados. Nosso papel é preparar o produtor para esse novo ciclo, conectando ciência, práticas regenerativas e competitividade”, destaca.

Cerrado Mineiro como vitrine da cafeicultura sustentável

O Sebrae Minas reforça que o Cerrado Mineiro tem se consolidado como referência em desenvolvimento sustentável no campo, unindo produção, inovação e gestão eficiente.

Leia Também:  Ibovespa registra queda diante da aversão a riscos globais

Segundo Marcos Geraldo Alves, gerente do Sebrae Minas na regional Alto Paranaíba e Noroeste, o território se destaca como um modelo para o agro brasileiro.

“O que vemos no Cerrado Mineiro é um novo modelo de desenvolvimento, com produção mais eficiente, regeneração e acesso a mercados mais exigentes”, afirma.

A iniciativa também conta com o apoio do programa Educampo, que leva gestão, tecnologia e planejamento estratégico às propriedades rurais da região.

Programação debate mercado, risco, tecnologia e valor da marca

A 3ª Jornada contará com quatro painéis temáticos e uma palestra central, abordando desde os fundamentos da cafeicultura regenerativa até tendências globais do mercado de café.

O Painel I, mediado por Rodolfo Osório de Oliveira (Embrapa Café), discute “O que é cafeicultura regenerativa?”, com participação de especialistas como Yuri Nogueira Feres (Rainforest Alliance Regenerative) e João Raiser (CBH Paranaíba).

Na sequência, o Painel II trata de “Gestão de risco, seguros e finanças verdes”, sob mediação de Pedro Loyola (FGV), com nomes do setor financeiro e cooperativista discutindo estratégias para mitigação de riscos no campo.

Leia Também:  Oficinas e palestras gratuitas da Feira Viva Mulher seguem com inscrições

Após o almoço, o destaque será a palestra “Gestão do Amanhã: Como a IA pode te ajudar?”, com Sandro Magaldi, que abordará o impacto da inteligência artificial na gestão de negócios rurais.

O Painel III discute a importância da marca no café com o tema “Fazenda de café: sem marca, sem valor. Tem futuro?”, reunindo especialistas em marketing e posicionamento estratégico do agro.

Encerrando a programação, o Painel IV apresenta o panorama global da produção de café, com análise das tendências do setor e perspectivas para o futuro da cafeicultura mundial.

Cerrado Mineiro reforça protagonismo global no café

A realização da 3ª Jornada reforça o protagonismo do Cerrado Mineiro como uma das regiões mais avançadas da cafeicultura mundial, destacando o Brasil como líder na construção de modelos produtivos mais sustentáveis, regenerativos e competitivos no mercado global de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA