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Oficinas e palestras gratuitas da Feira Viva Mulher seguem com inscrições

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As oficinas e palestras da Feira Viva Mulher, realizadas gratuitamente no Museu do Rio, em Cuiabá, seguem com inscrições abertas e programação até o dia 29 de junho. Interessadas em participar das atividades, que envolvem formação, cultura, empreendedorismo e arte, podem se inscrever por meio do link: https://forms.gle/qZWtCKwp28QEed346.

A Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico disponibiliza o contato de WhatsApp (65) 9202-9495) para esclarecimento de dúvidas. Nesta terça-feira (18), a programação inclui uma oficina sobre autocuidado, das 9h às 11h, e uma de gestão de tempo, das 14h às 16h. A oficina de cerâmica é um dos destaques da programação. Confira programação no final da matéria e escolha qual participar

“Além da feira, temos uma série de atividades voltadas ao público feminino: mães, mulheres empreendedoras. Aqui temos exposição de produtos e também workshops (oficinas e palestras) até o dia 29 de junho. Venham participar! Nosso intuito é fomentar o empreendedorismo feminino”, destacou o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros.

As participantes acompanharam nesta semana palestras com temas como “Empreender com Clareza”, ministrada pela presidente da Comissão Nacional de Direito Bancário da ABA, Angélica Anai Ângulo, e “Vamos falar sobre dinheiro”, com a palestrante Geovanna Rodrigues, que abordou a relação entre dinheiro, família e infidelidade financeira.

“Essa iniciativa precisa ser replicada em outros municípios. Dá visibilidade a mulheres que antes estavam no anonimato, além de oferecer conteúdo relevante sobre finanças e empreendedorismo”, destacou a palestrante Angélica Anai.
A empreendedora Fernanda Souza da Silva, dona do restaurante Comida de Mãe, no Mercado do Porto, destacou a importância da capacitação: “Fazia tempo que não voltava a uma sala de aula. Estou aprendendo a administrar meu negócio, controlar máquina de cartão, entender melhor os lucros. Isso faz muita diferença no dia a dia”.

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Já Francisca Mercedes Teixeira, artesã que superou a depressão por meio do trabalho manual, emocionou ao relatar sua experiência: “Comecei no artesanato por recomendação médica. Essas oficinas me ajudam muito, é uma troca maravilhosa, tanto emocional quanto financeira”.

Feira Viva Mulher

A Feira Viva Mulher acontece de terça a domingo, das 9h às 18h, no Museu do Rio, em parceria com as Secretarias Municipais da Mulher e de Cultura. Ao todo, 52 expositoras participam do evento, que reúne produtos de artesanato, gastronomia, moda e cosméticos, todos produzidos por mulheres empreendedoras.

Confira programação de oficinas e palestras

Quarta-feira (18)

Oficina: Empreender com Clareza – 9h às 11h

Palestra: Importância do Google Meu Negócio – 14h às 16h

Sexta-feira (20)

Oficina de Olaria – 9h às 11h

Oficina: O Caminho Emocional para uma Carreira Próspera – 9h às 11h

Oficina: Técnicas de produtividade no empreendedorismo – 14h às 16h

Oficina de Olaria – 14h às 16h

Sábado (21)

Oficina de Olaria – 13h às 15h

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Palestra: Como encantar e fidelizar seu cliente – 14h às 16h

Oficina de Olaria – 16h às 18h

Terça-feira (24)

Oficina: O Caminho Emocional para uma Carreira Próspera – 9h às 11h

Oficina: Maravilhosa Sim, Perfeita Não – 14h às 16h

Quarta-feira (25)

Palestra: A importância do inglês no turismo – 14h às 16h

Quinta-feira (26)

Oficina: Maravilhosa Sim, Perfeita Não – 14h às 16h

Sexta-feira (27)

Oficina de Olaria – 9h às 11h

Oficina: Mude a sua água e mude a sua vida – 9h às 11h

Oficina de Olaria – 14h às 16h

Oficina: A Imagem que Fala – O Poder dos Acessórios no Dia a Dia – 14h às 16h

Sábado (28)

Oficina de Olaria – 13h às 15h

Oficina: Construindo potências: mulheres fortes, emoções inteligentes – 14h às 16h

Oficina de Olaria – 16h às 18h

#PraCegoVer

A imagem mostra a presidente da Comissão Nacional de Direito Bancário da ABA, Angélica Anai Ângulo, durante palestra da Feira Viva Mulher.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Frigoríficos no Cerrado falham no controle do desmatamento e 96% têm baixo compromisso socioambiental, aponta Radar Verde

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Um novo levantamento do Radar Verde acendeu um alerta sobre a cadeia da carne bovina no Cerrado. Segundo o estudo, 96% dos frigoríficos avaliados apresentam grau muito baixo de compromisso no controle do desmatamento, evidenciando fragilidades estruturais na rastreabilidade socioambiental do setor.

A análise avaliou 225 empresas frigoríficas, responsáveis por 262 plantas industriais no bioma, e identificou um cenário de baixa transparência e limitada capacidade de monitoramento da origem do gado ao longo da cadeia produtiva.

Apenas 4% das empresas analisadas ficaram na faixa de baixo compromisso, enquanto nenhuma atingiu níveis intermediários, altos ou muito altos de conformidade ambiental.

Grandes frigoríficos lideram ranking, mas maioria não comprova controle efetivo

Entre as empresas com melhor desempenho no ranking do Radar Verde, aparecem nomes de grande relevância no setor, como Marfrig, Masterboi, Minerva, JBS, Cooperfrigu, Carnes Boi Branco, Plena Alimentos, Agra Agroindustrial de Alimentos S.A. e Frigorífico Pantanal LTDA.

Apesar disso, o estudo destaca que a maior parte do setor ainda não demonstra mecanismos robustos de controle ambiental, especialmente no que diz respeito ao rastreamento completo da cadeia de fornecimento.

De acordo com o relatório, apenas cerca de 3% das empresas avaliadas apresentaram algum nível de controle sobre fornecedores diretos. Já em relação aos fornecedores indiretos — etapa que inclui cria e recria dos animais — não foram identificadas evidências consistentes de monitoramento efetivo.

Essa lacuna é considerada crítica, já que os fornecedores indiretos representam grande parte do ciclo de vida do animal e podem estar associados a áreas com histórico de desmatamento ou irregularidades ambientais.

Baixa transparência agrava cenário e nenhuma empresa respondeu ao levantamento

Outro ponto destacado pelo estudo é a ausência de transparência ativa por parte do setor. Nenhuma das empresas avaliadas respondeu ao questionário enviado pelo Radar Verde para detalhar práticas de monitoramento e controle da cadeia de fornecimento.

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Segundo o relatório, a falta de resposta não implica, por si só, irregularidades ambientais, mas reforça a dificuldade de verificação pública das práticas adotadas pelo setor frigorífico no Cerrado.

Diante disso, a avaliação foi baseada exclusivamente em fontes públicas, como políticas ambientais divulgadas, auditorias independentes, documentos oficiais e bases de dados abertas.

Cerrado opera fora do sistema robusto de controle da carne bovina

O estudo aponta que os principais mecanismos de controle socioambiental da pecuária brasileira foram historicamente desenvolvidos com foco na Amazônia, especialmente por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs da Carne) e protocolos de auditoria.

No Cerrado, entretanto, não existe um acordo equivalente com força regulatória semelhante. O Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado, lançado em 2024, é citado como avanço, mas ainda sem mecanismos de punição ou obrigatoriedade.

Essa diferença estrutural faz com que grande parte da cadeia produtiva da carne no bioma opere com menor nível de fiscalização e rastreabilidade em comparação à Amazônia.

Mais de 70% das fazendas do Cerrado estão fora do alcance dos sistemas de controle

A análise também evidencia uma limitação territorial significativa dos sistemas atuais de monitoramento.

O Cerrado possui 973.705 propriedades rurais com pelo menos um hectare de pastagem. Desse total, apenas 209.481 fazendas (22%) estão dentro da Amazônia Legal, onde historicamente se concentram os sistemas de rastreabilidade mais consolidados.

As outras 764.224 propriedades, equivalentes a 78% do total, estão fora dessa área e, segundo o relatório, permanecem com baixa cobertura de monitoramento efetivo por parte da indústria frigorífica.

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O problema se intensifica no caso dos fornecedores indiretos, que em muitos casos não são acompanhados de forma estruturada pelos sistemas de controle existentes.

Cerrado concentra dinâmica própria de desmatamento e pressão agropecuária

O estudo também destaca que o desmatamento no Cerrado possui características distintas em relação à Amazônia. Enquanto na região amazônica o problema está frequentemente ligado a áreas públicas e conflitos fundiários, no Cerrado a conversão ocorre majoritariamente em propriedades privadas.

Outro fator relevante é o enquadramento legal da supressão de vegetação. No bioma, o Código Florestal permite a preservação de apenas 20% a 35% da vegetação nativa, dependendo da região, enquanto na Amazônia esse percentual pode chegar a 80%, o que amplia a complexidade da análise ambiental.

Segundo o levantamento, essa diferença torna insuficiente a avaliação baseada apenas em desmatamento ilegal para medir o impacto socioambiental das cadeias produtivas.

Cerrado já perdeu metade da vegetação nativa e lidera desmatamento no país

O Cerrado ocupa 23,3% do território brasileiro e já perdeu cerca de 93 milhões de hectares de vegetação nativa, o equivalente a quase metade de sua cobertura original.

Desse total, 51% foram convertidos em pastagens, 28% em áreas agrícolas e 17% em mosaicos agropecuários.

Em 2024, o bioma registrou 652.197 hectares desmatados, representando 52,5% de todo o desmatamento ocorrido no Brasil no período, consolidando-se como o principal foco de perda de vegetação nativa do país pelo segundo ano consecutivo.

O cenário reforça a pressão crescente sobre o setor pecuário e frigorífico, que passa a ser cada vez mais cobrado por rastreabilidade completa, transparência e comprovação de origem sustentável da carne bovina produzida no bioma.

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Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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