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ABCZ Celebra Recorde de Faturamento na 17ª ExpoGenética com Crescimento de 72,2%

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Nesta quarta-feira, 28 de agosto, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) divulgou o balanço da 17ª ExpoGenética, a principal feira de zebuínos avaliados do Brasil, realizada em Uberaba (MG). Este ano, o evento contou com a participação de 940 animais e 111 expositores, oferecendo uma programação mais abrangente e estabelecendo novos recordes na comercialização de bovinos, com 25 leilões e seis shoppings.

O faturamento total dos leilões da ExpoGenética alcançou R$ 90.067.060,00, marcando um impressionante crescimento de 72,2% em comparação aos R$ 52.280.016,00 registrados em 2023, quando ocorreram 20 leilões. É importante destacar que esses valores não incluem os shoppings de animais.

Nesta edição, foram vendidos 1.141 exemplares de raças zebuínas, 228 a mais do que no ano passado. O valor médio por animal também aumentou significativamente, passando de R$ 57.261,79 em 2023 para R$ 78.936,95, um crescimento de 37,8%.

Gabriel Garcia Cid, presidente da ABCZ, expressou satisfação com os resultados: “Os números impressionam e confirmam que a ExpoGenética é uma referência nacional na pecuária zebuína. Para atender à crescente demanda dos produtores, preparamos uma feira ainda mais completa, com o objetivo de apresentar inovações tecnológicas que moldarão o futuro do setor.”

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O Leilão PNAT, a sétima edição do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens, também foi um sucesso, movimentando R$ 1,5 milhão e comercializando 46 animais. A 15ª edição do PNAT consolidou o programa como uma referência na identificação de reprodutores de alto valor genético.

Além dos negócios, o evento recebeu 65 visitantes de 17 países, interessados em aprender mais sobre a zebuicultura brasileira. O Museu do Zebu recebeu 864 alunos de diversos níveis de ensino, oferecendo atividades práticas e interativas sobre a importância histórica e econômica do Zebu.

O 7º Encontro ABCZ Mulher, com palestras de Hortência Marcari e Shiro Nishimura, reuniu mais de 500 pessoas no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos, enquanto o 15º Encontro Rural Jovem, realizado em Minas Gerais, contou com a participação de 200 estudantes e sucessores do agro.

A feira também celebrou a inauguração de novas instalações no Parque Fernando Costa e prestou homenagens a personalidades notáveis por suas contribuições ao setor agropecuário, através dos prêmios Mérito ExpoGenética e Mérito ABCZ Mulher. Outros eventos incluíram o 4º Encontro dos Criadores Participantes do PMGZ e diversas mesas-redondas e palestras técnicas.

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A 17ª ExpoGenética foi realizada com o apoio do Sebrae, BB Seguros, CNA/Faemg/Senar, Emater Minas Gerais, e contou com patrocínios da Neogen e Romancini Troncos e Balanças. O café oficial foi fornecido por Dona Nenem e a cerveja oficial pela Itaipava, do Grupo Petrópolis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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