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A revolução silenciosa e promissora no campo brasileiro

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Os ensinamentos no campo eram transmitidos em um ciclo contínuo de sabedoria acumulada e adaptada às necessidades da região e época. Desta forma, a partir da observação da natureza, sabia-se o sobre o tempo certo de plantar e colher, o manejo dos solos e dos animais, bem como as técnicas de controle de pragas, tudo isso passado de pais para filhos. Essa herança cultural sempre foi vital para a sobrevivência e o sucesso desse ambiente familiar e para aqueles que viviam da atividade.

Porém, nas últimas décadas, uma revolução silenciosa vem transformando a maneira como os alimentos são cultivados, impulsionada principalmente pela inovação tecnológica e pela busca cada vez maior por sustentabilidade. Contudo, com o avanço eminente da tecnologia no meio rural, a agricultura começou a ser impactada por mudanças significativas. A introdução de máquinas agrícolas, fertilizantes químicos e pesticidas revolucionou a produtividade nas fazendas. E ainda mais, vemos nos últimos anos, o ingresso do digital e da biotecnologia, que têm redefinido as possibilidades no campo mostrando assim que ainda há muito por vir com a tecnologia.

Hoje, a agricultura de precisão e a Inteligência artificial (IA), junto a conectividade, permitem que a classe produtora monitore e gerencie suas lavouras com uma assertividade antes inimaginável. Sensores de solo, drones, imagens de satélite e softwares de gestão agrícola proporcionam dados em tempo real, permitindo decisões mais eficientes. Esses avanços possibilitam que agricultores possam gerenciar de maneira menos árdua suas propriedades, reduzindo desperdícios e aumentando os lucros.

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De acordo com pesquisas da Embrapa, a adoção dessas tecnologias resultou em um aumento médio de 20% na produtividade das culturas. A biotecnologia, por sua vez, tem desenvolvido soluções avançadas nas áreas de aplicação, nutrição e biológicas. Além disso, o setor de P&D das empresas têm buscado desenvolver cultivares e tecnologias que permitam que as plantas tenham uma melhor resposta ao controle de pragas e doenças, e variedades que se adaptam melhor às mudanças climáticas. Essas inovações não só aumentam a produtividade, mas também promovem uma agricultura mais sustentável e resiliente. A Agroallianz, por exemplo, diante deste cenário e na busca de trazer soluções aos problemas enfrentados pelos produtores, trouxe uma tecnologia inovadora para o mercado brasileiro, proporcionando melhor conforto térmico, redução do efeito do estresse abiótico nas plantas e garantindo maior produtividade, a tecnologia Osmobetan.

Embora a tradição ainda seja um fator relevante, a nova geração de agricultores está cada vez mais conectada e com a informação na palma da mão. Os jovens estão combinando o conhecimento herdado no âmbito familiar com as inovações tecnológicas, criando um modelo híbrido, que valoriza o melhor dos dois mundos. Eles estão abertos a experimentar novas técnicas, investir em tecnologia e buscar formas mais sustentáveis para produzir. Programas de capacitação e parcerias com instituições de pesquisa e empresas de tecnologia agrícola estão disseminando conhecimentos e práticas modernas para pequenos e grandes produtores. Esse movimento ajuda a garantir que o setor continue competitivo e sustentável no cenário global.

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Um futuro promissor para a agricultura brasileira

Esse panorama de transformação no campo brasileiro é um testemunho da capacidade de adaptação e inovação dos agricultores. Do conhecimento passado de pai para filho às tecnologias de ponta que hoje moldam o futuro da agricultura, estamos vivendo uma era de grandes mudanças. Esse progresso não só aumenta a produtividade e a eficiência, mas também abre caminhos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o agronegócio representa cerca de 21% do PIB brasileiro, evidenciando a importância desse setor para a economia nacional.

Os produtores do Brasil, sejam veteranos ou novos empreendedores rurais, estão no centro de uma revolução que promete transformar não apenas a produção de alimentos, mas toda a cadeia produtiva. Eles estão abraçando um modelo de negócio onde tradição e inovação caminham lado a lado, garantindo que a riqueza do conhecimento seja preservada, enquanto exploram as oportunidades oferecidas pelas tecnologias. Este equilíbrio entre o antigo e o novo está criando um futuro promissor para assegurar a segurança alimentar das nossas próximas gerações.

Marileidi Scena – Coordenadora de comunicação e marketing na Agroallianz

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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