AGRONEGÓCIO

Soja continua em alta na bolsa de Chicago com foco no clima e demanda na América do Sul

Publicado em

Nesta terça-feira (12), os preços da soja e seus derivados mantiveram a trajetória ascendente na Bolsa de Chicago, destacando-se com variações entre 3,75 e 6 pontos nas posições mais negociadas, às 7h30 (horário de Brasília). O contrato para janeiro atingiu US$ 13,42 por bushel, enquanto o de maio alcançou US$ 13,69 por bushel, consolidando os ganhos da sessão anterior.

Acompanhando essa tendência de alta, os futuros do óleo e do farelo de soja na CBOT também registraram ganhos, ainda que de maneira mais moderada. O mercado permanece atento às condições climáticas na América do Sul, com foco especial nas mudanças nos modelos climáticos que indicam chuvas irregularmente distribuídas, especialmente no Centro-Norte do Brasil, e temperaturas extraordinariamente elevadas.

Conforme a Climatempo destaca, a partir de quinta-feira (14), as temperaturas podem superar a média esperada, variando entre 3ºC e 5ºC, devido à chegada de uma nova onda de calor. Essas condições climáticas incertas geram preocupações quanto ao desenvolvimento das safras.

Leia Também:  Quebra de Safra na Índia Eleva Preços do Açúcar nas Bolsas Internacionais

Além das questões climáticas, os traders também direcionam sua atenção para a demanda, que continua robusta no mercado norte-americano. A China, nas últimas semanas, tem realizado significativas compras de soja dos Estados Unidos, visando garantir seus estoques e agindo com cautela diante das perdas observadas na safra brasileira. A oferta brasileira, além de ser menor nesta temporada, enfrenta atrasos significativos em sua chegada ao mercado, o que contribui para a manutenção da pressão altista nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

Published

on

O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

Leia Também:  Quebra de Safra na Índia Eleva Preços do Açúcar nas Bolsas Internacionais

“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

Leia Também:  Com novo investimento da Lar, maior incubadora de ovos da América Latina é ampliada
Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA