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Setor Florestal Brasileiro Registra Alta na Balança Comercial no Primeiro Semestre

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O setor florestal brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2024 com um saldo positivo de US$ 7 bilhões na balança comercial, refletindo um crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Mosaico Ibá, boletim elaborado pela Indústria Brasileira de Árvores. O incremento nas exportações de produtos florestais foi de 13,8%, enquanto as importações aumentaram 3%.

A celulose, principal produto exportado pelo setor, registrou um aumento significativo no segundo trimestre de 2024, após um primeiro trimestre estável em comparação anual. As vendas externas de celulose cresceram 19% em relação aos seis primeiros meses de 2023, alcançando US$ 4,95 bilhões.

As exportações de papel também mostraram um avanço de 5,2% em relação ao ano anterior, somando US$ 1,27 bilhão. A venda de painéis de madeira teve uma expressiva alta de 50,8% no semestre, totalizando US$ 218,3 milhões.

No que diz respeito à produção, foram produzidas 12,7 milhões de toneladas de celulose no primeiro semestre, um aumento de 5,9% em relação ao período sazonal anterior. A produção de papel atingiu 5,7 milhões de toneladas entre janeiro e junho, com uma alta de 6,5%. Destaca-se a produção de papel para embalagem, que cresceu 10,3%, somando 3,2 milhões de toneladas.

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O setor de árvores cultivadas desempenha um papel crucial na economia brasileira, representando 4% da balança comercial do país no primeiro semestre deste ano e ocupando a quarta posição entre os itens das exportações do setor agropecuário. No total, a participação do setor florestal na balança comercial do agronegócio foi de 8,1% nos primeiros seis meses de 2024.

Principais Mercados

A China continua sendo o principal destino dos produtos florestais brasileiros, liderando a lista com compras no valor de US$ 2,1 bilhões, dos quais 95% correspondem a celulose. Em 2024, a China aumentou suas aquisições dos três principais produtos exportados pelo setor: celulose (+11,7%), papel (+140,2%) e painéis de madeira (+104,8%).

A Europa segue como o segundo maior mercado, com um crescimento de 27,1%, totalizando US$ 1,84 bilhão. A América do Norte registrou um aumento de 14,9% em suas compras de produtos florestais, alcançando US$ 1,76 bilhão.

“Observamos um crescimento consistente nos principais mercados, como China, Europa e América do Norte,” afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá. “O Boletim Mosaico evidencia a importância do setor nacional de árvores cultivadas como fornecedor global desse insumo. A transição para uma economia de baixo carbono está se tornando cada vez mais relevante, e o Brasil se destaca com produtos renováveis, recicláveis e biodegradáveis, reafirmando seu compromisso histórico com a sustentabilidade.”

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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